terça-feira, 16 de junho de 2009

Filmes da semana (29/03 a 04/04/2009)

Atrasado, mas não esquecido! Botando em dia as postagens sobre os filmes vistos.



A Era da Escuridão (Mutant Chronicles, 2008) - 2/5
Dirigido por Simon Hunter. Com Ron Perlman, Thomas Jane, John Malkovich, Devon Aoki, Sean Pertwee.
Em 2707, as quatro empresas que controlam a Terra vivem em guerra, quando um antigo exército de NecroMutantes, há muito sepultado, volta das profundezas e somente a realização de uma profecia poderá vencê-los. Apostando nisso, Constantine (John Malkovich), líder de uma das empresas, patronica a formação de uma equipe de guerreiros de todos os cantos do mundo, liderados pelo Major Mitch Hunter (Thomas Jane) e guiados pelo religioso Samuel (Ron Perlman).

Esse é um daqueles que a gente vai assistir já esperando ser uma bomba, mas vai assim mesmo, pela diversão. Afinal de contas, qualquer filme que tenha em sua sinopse "a fight against an army of underworld NecroMutants" merece ser visto. As interpretações são tristes, a história muitas vezes sem pé nem cabeça e os efeitos risíveis. O estranho mundo steampunk que eles criam é tão tosco que é engraçado - principalmente a nave movida a vapor.


Apenas uma vez (Once, 2006) - 4/5
Dirigido por John Carney. Com Glen Hansard, Markéta Irglová.
Um músico de rua inseguro vive com o pai, com quem trabalha reparando aspiradores. Uma garota da República Tcheca trabalha em diversos empregos durante o dia e toca piano quando tem chance, além de cuidar de sua filha e de sua mãe à noite. Seus caminhos cruzam nas ruas de Dublin e ambos se juntam para gravar um trabalho demo para que ele possa tentar um contrato com algum gravadora em Londres.

Me recomendaram há bastante tempo, mas ficou esquecido. Quando finalmente peguei pra ver, achei que estaria diante de uma comédia romântica bem água com açúcar, mas me enganei. O filme é um ode à própria música, sobre como ela está presente nas nossas vidas e influencia nossos sentimentos e ações. É um filme bonito, pela beleza da música e dos fatos conduzidos por ela, e um tanto melancólico, pelo desenrolar da relação dos dois protagonistas.


Fausto 5.0 (2001) - 3/5
Dirigido por Álex Ollé e Isidro Ortiz. Com Miguel Ángel Solá, Eduard Fernández, Najwa Nimri, Raquel González.
Dr. Fausto (Miguel Ángel Solá) é um cirurgião especialista em casos terminais. A caminho de uma convenção de médicos, ele encontra Santos (Eduard Fernández), que afirma que o doutor lhe removeu o estômago há oito anos. O homem, cuja própria vida já contraria a lógica, promete realizar todos os desejos de Fausto, guiando-o por uma viagem alucinante pela sua própria consciência.

Uma livre adaptação espanhola da lenda germânica, que a transpõe para os dias de hoje. O clima é tenso, incômodo, pessimista. Parte disso vem do trabalho desenvolvido pelo médico, que está sempre em contato com a morte, o que o perturba tanto a ponto de se ver envolvido pela espiral alucinante criada por Santos. É um filme forte, mas não por ser explícito ou demasiado violento, mas pelo sofrimento do personagem.


Três é demais (Rushmore, 1998) - 3/5
Dirigido por Wes Anderson. Com Jason Schwartzman, Bill Murray, Olivia Williams, Seymour Cassel, Brian Cox, Luke Wilson.
Max Fischer (Jason Schwartzman) é um rapaz de quinze anos que conseguiu uma bolsa de estudos para a rica escola preparatória Rushmore. Enquanto se dedica a várias atividades extra-curriculares para não ser expulso pelas notas baixas, ele acaba se tornando amigo de Herman Blume (Bill Murray), um magnata que atravessa uma depressão, e se apaixonando por Rosemary Cross (Olivia Williams), uma professora que tornou-se viúva há pouco tempo. Mas aí os problemas surgem: Rosemary acha o adolescente muito novo para ela e Herman se apaixona por ela, gerando uma certa rivalidade entre Max e Blume.

O filme é até legal, mas um tanto arrastado. Conta com a boa atuação do sempre competente Bill Murray, o que já é um incentivo pra assistir. Penso que esse foi o ensaio do diretor Wes Anderson pra fazer "Os Excêntricos Tenenbaums", porque acho que percebi uma tentativa de imprimir um ritmo semelhante, mas sem sucesso.


Queime depois de ler (Burn after reading, 2008) - 5/5
Dirigido por Ethan e Joel Coen. Com George Clooney, Frances McDormand, Brad Pitt, John Malkovich, Tilda Swinton, J.K. Simmons.
Osbourne Cox (John Malkovich) era um analista da CIA que, revoltado com sua demissão, resolve se dedicar à bebida e ao seu livro de memórias. Katie (Tilda Swinton), sua esposa, fica espantada ao saber da demissão, mas deixa o assunto de lado, por estar mais interessada em Harry Pfarrer (George Clooney), um investigador federal e seu amante. Paralelamente Linda Litzke (Frances McDormand), funcionária de uma rede de academias, faz planos para uma grande cirurgia plástica que deseja realizar. Ela tem em Chad Feldheimer (Brad Pitt), um professor da academia, seu melhor amigo. Quando um CD perdido cai nas mãos de Linda e Chad, ambos perceberem que se trata de material confidencial:o livro de Cox.

O humor absurdo dos irmãos Coen mais uma vez dá certo. Jutaram um elenco de primeira e fizeram uma comédia divertidíssima, com grandes momentos e atuações. Não dá pra não rir das caras do George Clooney, da dancinha do Brad Pitt e das situações em que todos os personagens acabam se metendo em algum momento da trama. Apesar disso, é bom esclarecer que não é uma comédia hilariante, mas bem construída, como vários outros trabalhos da dupla. Ah! E o Malkovich mais uma vez está excelente.

Vistos novamente


Dr. Fantástico (Dr. Strangelove, 1964) - 5/5
Dirigido por Stanley Kubrick. Com Peter Sellers, George C. Scott, James Earl Jones, Sterling Hayden, Slim Pickens, Peter Bull.
Um louco general anticomunista americano (Sterling Hayden) autoriza um ataque nuclear à União Soviética por bombardeiros que só respondem ao seu comando. Em vista disso, o presidente (Peter Sellers) e o alto escalão militar se reúnem na Sala de Guerra para achar uma maneira de cancelar a ordem e evitar a ativação do dispositivo automático chamado Máquina do Juízo Final, o que detonaria uma hecatombe nuclear.

Excelente obra de humor negro sobre militares, guerra, paranóia e poder. A interpretação de Sellers - em três papéis - é memorável. A ironia por trás das falas e situações colocadas são brilhantes. É um título fundamental, sem dúvida.

2 comentários :

Israel disse...

Eu me esforcei ao máximo pra tentar considerar razoável, plausível ou pelo menos criativo a nave a vapor... Não deu.

Khristofferson Silveira disse...

Esse não é pra qualquer um. Vale pra quem gosta de tosqueiras cinematográficas. E mesmo assim, com disposição pra encarar uma grande bomba...