sexta-feira, 26 de junho de 2009

Filmes da semana (12 a 18/04/2009)

Atrasado, mas não esquecido! Botando em dia as postagens sobre os filmes vistos.



The Twelve Gold Medallions (Shi er jin pai, 1970) - 4/5
Dirigido por Cheng Kang. Com Yueh Hua, Chin Ping, Chiao Chiao, Wang Hsieh, Wong Hap, Cheng Miu.
O traidor ministro Chin Kuei tenta deter as vitoriosas batalhas do general Yueh Fei contra os invasores, então envia ordens imperiais - em forma de medalhões dourados - convocando o general de volta à capital. Entre os guerreiros patriotas que tentam interceptar os medalhões está Miao Lung (Yueh Hua), cujo professor, Chin Yen-tang, faz parte do complô do ministro. Pra complicar, ele é apaixonado pela filha do professor, Chin So (Chin Ping), que também se rebela contra a traição do pai e busca interceptar por conta própria os medalhões. Para cumprir as ordens do ministro, Chin Yen-tang precisará atacar seu discípulo, sua filha e Meng Ta-pei, considerado, ao lado dele, o maior guerreiro do país.

Filme chinês na TV (mesmo paga) é difícil, por isso não deixei passar essa oportunidade. Mas quem já assistiu alguns exemplares desse cinema já sabe o que esperar: lutas exageradas, maquiagem fraca, cenários singelos, efeitos bem rústicos e outras coisas do gênero. Mas o que ele perde nos quesitos de produção recupera em cinematografia. Pode parecer chavão de quem não sabe mais o que comentar, mas a fotografia é sim excelente - pelo menos pra quem aprecia as características da feita naquele país, como Tarantino, que captou como poucos a essência, nas cenas de Pai Mei em "Kill Bill - Vol. II". Não há como não achar o máximo aqueles zooms rápidos, gigantescos, que várias vezes perdem o foco ou vão demais, precisando voltar, ou com os enquadramentos feitos nos cenários internos e nas cenas de embates. Pra quem gosta, taí um prato cheio. E a trama é boa, com conflitos pessoais comuns no cinema oriental (honra, respeito, obediência), mas tem seus problemas de precisão histórica - o que não é exatamente um grande demérito, posto que até as megaproduções hollywoodianas tomam suas próprias liberdades nesse sentido.



Quanto vale ou é por quilo? (2005) - 3/5
Dirigido por Sérgio Bianchi. Com Herson Capri, Leona Cavalli, Caco Ciocler, Leonardo Medeiros.
Uma analogia entre o antigo comércio de escravos e a atual exploração da miséria pelo marketing social, que forma uma solidariedade de fachada. No século XVII um capitão-do-mato captura um escrava fugitiva, que está grávida. Após entregá-la ao seu dono e receber sua recompensa, a escrava aborta o filho que espera. Nos dias atuais uma ONG implanta o projeto Informática na Periferia em uma comunidade carente. Arminda, que trabalha no projeto, descobre que os computadores comprados foram superfaturados e, por causa disto, precisa agora ser eliminada. Candinho, um jovem desempregado cuja esposa está grávida, torna-se matador de aluguel para conseguir dinheiro para sobreviver.

O cinema nacional tem sobre si o estigma da crítica social. Sim, essa é outra obra que vai por esse caminho, mas a forma como é feita é um tanto diferente. O filme é um tapa na cara da galera que vive de surfar a crista das ONGs financiadas seja por verbas públicas, seja por recursos privado de empresas e organizações nacionais e estrangeiras. A sacada deste título está em resgatar do Arquivo Nacional casos reais da época do Império, envolvendo negociações de escravos, e criar paralelos ao que acontece nos dias de hoje. A abordagem é abrangente: marketing social vigarista, desvio de recursos, abuso da miséria alheia pra desenvolvimento próprio, mão-de-obra infantil, relações trabalhistas exploratórias, sistema carcerário e mais, muito mais. A falha fica na hora de editar isso tudo, o que resultou em vários momentos um tanto confusos, pulos muito longos na história, com indas e vindas pouco claras. Outro ponto fraco é a falta de clareza nas relações que os vários personagens mantém entre si, que por vezes confunde o espectador. O ponto alto fica no absurdo das situações que pouca gente sabe que realmente acontecem.


Liquid Sky (1982) - 0/5
Dirigido por Slava Tsukerman. Com Anne Carlisle, Paula E. Sheppard, Susan Doukas, Otto von Wernherr, Bob Brady, Elaine C. Grove, Stanley Knapp, Jack Adalist.
Alienígenas invisíveis em um disco voador minúsculo vêm à Terra em busca de heroína. Eles pousam no topo de um apartamento em Nova Iorque, onde moram uma traficante e sua amante andrógina, ninfomaníaca e bissexual, que é modelo. Os alienígenas logo descobrem os feromôneos criados no cérebro durante o orgasmo e os preferem à heroína, e então os amantes da modelo ninfomaníaca começam a desaparecer. Este cenário incrivelmente bizarro é observado por uma mulher solitária que mora do outro lado da rua, um cientista alemão que está seguindo tanto alienígenas quanto o igualmente andrógino modelo masculino viciado em drogas (ambos interpretados por Anne Carlisle).

Sim, essa sinopse me atiçou a dar uma conferida no trabalho. Eu costumo me interessar por essas loucuras cinematográficas porque eventualmente surgem coisas boas, mas, no geral, são apenas obras muito ruins, terríveis ou coisas como essa daqui. Sim, "Liquid Sky" alcançou um patamar que achei inalcançavel: filme para se ver em FF (fast-forward). Com dez minutos de exibição eu já me contorcia, numa agonia que experimentei raríssimas vezes diante de um filme. Como não sou masoquista e nem quero ficar me achando herói, apelei pro FF. O que tinha diante de mim era uma overdose daquele visual multicolorido de fim dos anos setenta e início dos anos oitenta levado ao extremo, com muito néon e cenas insuportavelmente coloridas e com apenas isso na tela: cor. Sim, porque a visão do alienígena é feito uma viagem - talvez por isso ele esteja procurando heroína. O som consegue ser pior do que uma orquestra de moogs tocando músicas diferentes, todas fora de compasso. Já os personagens, estes são característicos clubbers que torram toda a grana que têm e que não têm com shows, festas, bebidas e drogas e transam com qualquer um que aparecer, porque, por alguma razão, homens e mulheres são indistinguíveis nessa história. E falando nela, bem... Aí mora o maior problema: se ela fosse boa, conseguiria juntar toda essa bizarrice de forma até aceitável, mas se nem ela compensa, ficou claro que perder meu tempo com esse título não daria em nada.

2 comentários :

Israel disse...

Aham... Vc vê esses filmes pra ficar balançando a taça e levantando a sombrancelha... KKKKKKKKKKKKKK

Khristofferson Silveira disse...

Ha-ha-ha. õÔ

Um comentário estapafúrdio.

* sacode a taça *

Patético...