quarta-feira, 17 de junho de 2009

Filmes da semana (05 a 11/04/2009)

Atrasado, mas não esquecido! Botando em dia as postagens sobre os filmes vistos.



Global Metal (2008) - 5/5
Dirigido por Sam Dunn e Scot McFayden. Com Rafael Bittencourt, Adrian Smith, Dave Murray, Bruce Dickinson, Max Cavalera, Tom Araya, Kerry King, Lars Ulrich.
Continuação de “Metal: A Headbanger’s Journey”, de 2007. Nesse novo documentário, os diretores viajaram por países asiáticos, pelo Oriente Médio e pela América do Sul mostrando como o Heavy Metal atinge os jovens que crescem em culturas tão diferentes.

Sam Dunn tem o grande mérito de ajudar a consolidar de maneira excelente um registro da cultura Heavy Metal com cois grandes documentários sobre o tema. O primeiro, mais voltado para as origens e este segundo, sobre a tribo e influências do gênero na juventude ao redor redor do mundo. Pra quem está de fora, os headbangers parecem apenas uma horda bêbada de cabeludos vestido de preto que promovem caos em festas barulhentas. Pra quem está dentro, o negócio é diferente: muita coisa tem o seu significado e mostra que todos ali são parte de um movimento que já era grande e, agora, com o avanço da internet, ficou maior e mais rápido. Sem dúvidas, obrigatório para os fãs do gênero.


Versus - O Portal da Ressureição (Versus, 2000) - 3/5
Dirigido por Ryûhei Kitamura. Com Tak Sakaguchi, Hideo Sakaki, Chieko Misaka, Kenji Matsuda.
Há 666 portais que conectam este mundo ao outro lado, escondidos dentro dos seres humanos. Em algum lugar no Japão existe o portal de número 444. Quem o atravessar voltará da morte. Para isso, uma jovem precisa ser sacrificada, mas um poderoso prisioneiro fugitivo pretende protegê-la.

Esse foi um programão de domingo! Um filme do Kitamura com yakuzas, zumbis e lutas com pitadas de gore é garantia de, pelo menos, algumas risadas. A história é até legal, mas a diversão fica por conta das coreografias de luta, do sangue exagerado e das tosqueiras da produção de baixo orçamento. Ou seja, esse é um título que qualquer fã de cinema trash precisa assistir. O final dá o que falar.


Os esquecidos (The Forgotten, 2004) - 2/5
Dirigido por Joseph Ruben. Com Julianne Moore, Dominic West, Gary Sinise, Alfre Woodard, Linus Roache, Anthony Edwards.
Telly Paretta (Julianne Moore) é uma mulher em desespero por causa da morte do filho de 8 anos. Telly se surpreende ao ouvir de seu psiquiatra (Gary Sinise) que ela teria inventado em sua cabeça oito anos de lembranças de um filho que nunca teve. Ao conhecer um pai (Dominic West) que passa por experiência semelhante, ela embarca numa dura missão para provar a existência do filho e a sua sanidade mental.

Arrastado e sem graça, nem a Julianne Moore salva. O começo é interessante, promissor. A investigação dela para provar a existência do filho, a tentativa de convencimento do marido, do psiquiatra e, finalmente, do pai da garotinha, tudo isso vai indo muito bem, até que, finalmente, vem a explicação do que está acontecendo. E com tanta coisa possível pra usar de justificativa, foram apelar logo pro que não deveriam! Óbvio que a trama desaba de vez, fica piegas, bobinha e oferece uma explicação nada satisfatória na conclusão.


Religulous (2008) - 4/5
Dirigido por Larry Charles. Com Bill Maher.
Ator cômico e apresentador de TV, Bill Maher decidiu viajar pelo mundo entrevistando diferentes pessoas, de distintas religiões, para falar sobre Deus e religião. Conhecido por sua habilidade e astúcia analítica, além de sua graça irreverente e comprometimento em nunca perder uma piada, Maher consegue arrancar de seus entrevistados as respostas mais incomuns.

Acho que poucas vezes me diverti tanto assistindo a um documentário. E esse consegue ser mais engraçado do que muitas comédias que vi por aí ultimamente. A grande sacada aqui está na edição. A montagem abusa das ironias e antíteses, sempre relacionando algo que foi dito ou defendido a uma imagem que procura derrubar a colocação feita. Mesmo quando não surge uma imagem, o próprio Bill Maher faz perguntas e apresenta argumentos que incomodam e deixam os interlocutores desconsertados. Talvez não seja a forma mais corriqueira de fazer um trabalho desse gênero, mas o resultado final é muito bom.


Um agente na corda bamba (Tightrope, 1984) - 1/5
Dirigido por Richard Tuggle. Com Clint Eastwood, Geneviève Bujold, Dan Hedaya, Marco St. John.
O detetive Wes Black (Clint Eastwood) é um pai divorciado que cuida de suas duas filhas e investiga série de crimes sexuais. O assunto assume um caráter pessoal depois que sua nova namorada também é atacada pelo criminoso. Para executar sua missão, Wes desce ao mundo da prostituição e de práticas sexuais na linha do sadomasoquismo. Nessa peregrinação, o policial coloca em debate os seus valores morais ao se perceber bem próximo do criminoso.

Eu gosto tanto do trabalho do Eastwood que faz parte dos planos cinematográficos assistir todos os seus filmes. Por isso sei que vez ou outra devo me deparar com algo de baixa qualidade, algo que o sujeito deve ter feito só pra pagar as contas e garantir o leitinho das crianças. Prefiro pensar que foram essas as razões que o levaram a aceitar fazer esse filme, porque o resultado é terrível. Uma trama policial setentista - o que, por si só, já valeria vários pontos - com Eastwood - mais alguns - perseguindo um serial killer - mais outros - maníaco sexual - e ainda mais. Só que o trabalho feito aqui chega a ser triste. Além de ser muito longo, o filme abusa de clichês e faz quase nada interessante com eles. Há até uma tentativa de criar um clima de suspense toda vez que os pés do assassino aparecem, o que logo vira uma piada. Mas a grande decepção está com a péssima atuação do protagonista - com direito a um chilique que em nada condiz com o personagem. Um filme que deve ser evitado.


Appaloosa - Uma Cidade sem Lei (Appaloosa, 2008) - 3/5
Dirigido por Ed Harris. Com Ed Harris, Viggo Mortensen, Jeremy Irons, Renée Zellweger, Lance Henriksen.
No Velho Oeste norte-americano, Virgil Cole (Ed Harris)e Everett Hitch (Viggo Mortensen), dois amigos e pistoleiros, são contratados para tomar conta de uma pequena cidade chamada Appaloosa. O vilarejo está sofrendo nas mãos de Randall Bragg (Jeremy Irons), um brutal rancheiro sem respeito pela lei, que toma suprimentos, armas, cavalos e mulheres a seu bel prazer e que mandou matar o último xerife e seu auxiliar. A dupla, no entanto, acaba tendo sua luta complicada com a chegada de uma jovem viúva (Renée Zellweger) ao local.

Um faroeste que agrada em vários aspectos, mas acaba incomodando em outros. Começa de forma bem interessante, com a trama clássica dos mocinhos que devem salvar a cidade dos bandidos, mas, de repente, há uma quebra de ritmo, com a inserção da figura feminina e interesse romântico dos amigos. Então ele começa a desandar um pouco, chegando a uma segunda quebra, quase no final, que é quando comecei a pensar que o filme já deveria ter encerrado. E isso é sempre um problema: saber concluir. No mais, os personagens são bem construídos e várias características típicas do gênero estão presentes, o que, tenho certeza, os fãs não vão deixar passar despercebidas.


A fortuna de Ned (Waking Ned, 1998) - 4/5
Dirigido por Kirk Jones. Com Ian Bannen, David Kelly, Fionnula Flanagan, Susan Lynch, James Nesbitt, Paul Vaughan.
Em um pequeno vilarejo na Irlanda, um sortudo ganha na loteria causando alvoroço e o interesse em especial de dois senhores muito espertos, Jackie (Ian Bannen) e Michael (David Kelly). As confusões realmente começam quando eles descobrem que Ned, o ganhador, morreu de felicidade segurando o bilhete premiado em sua mão, e decidem reinvidicar o prêmio.

Como de praxe nas comédias britânicas, essa tem um humor bem diferente. É bem leve, nada hilariante, mas muito proveitosa. Há coisa de dez anos vivia passando na Fox, mas nunca parei pra assistir. Demorei uma década, mas, quando finalmente encarei, gostei bastante do resultado: um filme sobre amizade, cumplicidade, velhice, felicidade... E golpe!

Nenhum comentário :