terça-feira, 14 de abril de 2009

Vai um cafizim aí?

Xícara de café

"Muitos estrangeiros acham nosso café muito forte."
"Na minha terra, enfiamos uma ferradura no bule. Quando se levanta, o café está pronto."

- Sheikh Riyadh e Frank Hopkins, em "Hidalgo"

Bebo café desde que eu me entendo por gente. Acho que criei o hábito lá na casa dos meus avós, onde sempre havia uma garrafa à disposição. Tenho algumas turvas lembranças de vezes em que eu e meu avô ficamos na mesa da cozinha bebericando.

Quando fui morar em outro estado, aquele momento familiar trivial acabaria se mostrando uma convenção social. Passei a conhecer pessoas novas e a ouvir constantemente o mineiríssimo convite "Ô, sô, vam tomá um cafizim?".

O hábito de tomar café é para nós uma instituição nacional, tal qual o chá das cinco o é para os ingleses. E se tem uma coisa que a gente logo aprende é que, dependendo do anfitrião, não é de bom grado recusar...

Lembro das duas últimas vezes que fui junto com meu pai visitar uns parentes lá no interior da Paraíba - daqueles que a gente não conhece, mas vai assim mesmo. Dependendo da casa, ai de quem recusasse pelo menos um cafezinho! E tomá-lo em uma residência e deixar de fazer o mesmo em outra chegava a ser ofensivo.

Na minha época de Minas, meu consumo passou de um matinal constante e um vespertino eventual a vários ao longo do dia, justamente por causa desse hábito. Há quem diga que exagerei tanto no cumprimento das convenções sociais que acharam por bem se desfazer da garrafa térmica lá de casa, só para que eu reduzisse o consumo.

E de fato funcionou. Voltei a níveis... Normais, por assim dizer.

O problema é que logo no ano seguinte eu passei a estudar no turno da manhã. E imagine um sujeito que criou o hábito de dormir bem tarde e acordar mais tarde ainda, precisando dar um jeito de, pelo menos, manter-se acordado durante as aulas. Qual a solução?

Pois é... Um cafizim.

A situação era tão crônica, que até daquele que ficava na sala dos professores eu dava um jeito de conseguir. O que gerou uma situação interessante, agora que paro pra pensar que anos depois eu estaria novamente tomando café com eles, mas, dessa vez, como colega de trabalho.

Aliás, falando em trabalho, aí sim é difícil imaginar-me sem consumir essa bebida. Se eu já não tivesse um histórico, ele inexoravelmente começaria nesse momento.

Depois de um tempo acabei aprendendo a gostar de outras variedades, como o gelado, o sem açúcar - embora há quem diga que o com açúcar é a variação -, além do indefectível capuccino, é claro.

Mas você deve estar se perguntando porque eu fiz esse rápido quadro da participação dessa bebida na minha vida. Na verdade, nada demais. Só porque descobri que hoje é o Dia Mundial do Café.

Inclusive, daria pra falar muito mais ainda, mas chega de prosa por enquanto, porque eu vou ali tomar um cafizim...

4 comentários :

Raquel disse...

AAHH por isso o café no seu MSN o dia todo.

Khristofferson Silveira disse...

Exatamente. (c)

Israel disse...

Ahhhh café...

Trabalhar sem ele é impossível... E olha q o meu é de máquina...

Me falaram que no prédio novo, para o qual a minha área não tem previsão de ir, não se pode beber café na mesa... WHAT ??? WTF ??? WTFITS (What the fuck is this shit) ???

Ainda bem que não vamos... Perdoe-me a falta de originalidade para concluir o comentário, mas depois de ler e escrever sobre, o mineiro aqui vai pegar um cafizim.

Khristofferson Silveira disse...

O do escritório acabou de acabar. Ou seja, acabou o dia.