domingo, 22 de março de 2009

Jorge Luís Borges: "O Livro de Areia"

Foto de Jorge Luís Borges
Voltando das férias, me desfazia dos jornais velhos acumulados na minha ausência quando abri um deles na seção de literatura e me deparei com uma nota sobre "O Livro de Areia", de Jorge Luís Borges. Foi então que bateu aquele estalo: eu nunca havia lido nada dele!

Acho que a primeira vez que ouvi falar de Borges foi quando comprei "As Crônicas Marcianas", de Ray Bradbury. A garota do caixa da livraria comentou que o prefácio da edição era dele e que, embora não conhecesse o autor, leria só por ter a chancela do argentino.

Isso fez bater a curiosidade de ler algo do sujeito, mas ele acabou mesmo foi caindo no limbo da memória - se juntando a tantos outros autores que ainda espero o momento certo para ler - e de lá acabou finalmente resgatado por essa nota no jornal.

Comprei "O Livro de Areia" e comecei a ler, mas precisei parar, retomando-o apenas na auspiciosa sexta-feira 13 desse mês, quando pude, enfim, aproveitar a obra com calma, de ponta a ponta.

Isso fez toda a diferença, pois a cada página o autor puxa o gatilho de uma metralhadora de reflexões que acertam o leitor causando um efeito impactante. Classificá-las meramente como "frases de efeito" seria reduzir palavras impressionantes a um rótulo puído.

Borges consegue construir seus contos de forma fascinante, tanto pela qualidade da redação quanto da imaginação. Ambas nos transportam a cenários dos mais tradicionais aos mais peculiares, enquanto narram acontecimentos fantásticos com uma maestria ímpar.

Espero que a diversidade e a qualidade presente nesse pequeno livro seja constante na sua obra - e já me garantiram que é -, pois pretendo voltar a explorá-la em breve.


Atualização (24/03/2009): Por vezes me surpreendo como a memória da gente - pelo menos a minha - é um poço sem fundo, por vezes difícil de resgatar certas informações.

Conversando com a Raquel sobre o poema "O Corvo", do Poe, me lembrei de uma crônica do Luís Fernando Veríssimo lida lá pelos idos da oitava série e que citava a referida ave.

Aliás, lembrava de todo o contexto: o autor jogava xadrez contra um adversário que falava coisas altamente viajantes e referenciava livros durante a partida. Só não conseguia lembrar quem era a contraparte.

Buscando a crônica para reler, tomei um susto: era o Borges!

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