sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

"As melhores crônicas de Fernando Sabino"

Quando vim passar uns dias na casa dos meus avós, trouxe alguns livros achando que conseguiria lê-los no sossego noturno, isolado como fiquei das outras vezes em que aqui estive. Acontece que, para minha surpresa, certas coisas haviam mudado e esse sossego - que tanto prezo na hora de uma leitura mais contínua - era coisa do passado.

Me vi com romances de longos parágrafos e capítulos que não se adequavam à frágil e inconstante atmosfera para a leitura com a qual me deparei. Certo de que encontraria o mesmo cenário experimentado tantas vezes antes, não trouxe nenhuma alternativa para matar a vontade de usar o tempo ocioso para correr os olhos por algumas linhas de texto.

Após uma semana sem avanços, consegui comprar o livro "As melhores crônicas de Fernando Sabino". Optei por ele porque precisava de um título formado de textos curtos, adequados a uma leitura mais fragmentada. Além disso, crônica é um gênero que me agrada bastante e o autor é um de seus maiores expoentes.

Lembro que durante certo tempo imaginei ter tomado gosto por crônicas através da obra do Luís Fernando Veríssimo, mas quando exigi mais da memória, percebi que já esbarrara em dois textos do Sabino em meus anos de escola, ainda em Minas Gerais, e gostara bastante, chegando, inclusive, a lembrar trechos deles.

Me deparei com um deles, "Minha última crônica", enquanto lia a coletânea "As cem melhores crônicas brasileiras". Para minha surpresa, era aquele mesmo texto que entalhara trechos no fundo da minha memória desde a aula de redação da sétima série, mas que sempre amarguei não lembrar o título.

Comentar a qualidade da obra de Sabino é chover no molhado. Sua visão sensível dos acontecimentos do cotidiano é capaz de transformar o mais banal dos fatos em uma crônica memorável. Ademais, é muito prazeroso ler os causos oriundos das suas amizades com outros nomões das artes brasileiras e enxergar as mais diversas situações pelo humor agradável produzido pela sua pena, às vezes sutil, às vezes mais sarcástico.

Ter acesso a cinquenta de seus melhores textos, selecionados pelo próprio, e de uma só vez, "é um prazer inenarrável", como bem diria um amigo.

O único porém da edição está no fato de não contextualizar a época de origem de cada texto. Como o autor produziu muito, ao longo de várias décadas, seria mais enriquecedor ter essa informação. Ajudaria a fazer um paralelo do momento em que tais palavras foram escritas com o que acontecia em sua vida e no mundo.

Apesar desse ponto, o livro é mais que recomendado para os que se interessam pelo gênero ou por uma leitura leve e curta para o dia-a-dia.

5 comentários :

alice disse...

parabens mais me da exemplo de cronica cassete!!!

alice disse...

tenho que fazer trabalho moço namoral ne

yane paula disse...

presciso fazer um trabalho com a cronica "O Nome"

Anônimo disse...

oi

Anônimo disse...

odoro as cronicas do fe...