quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Filmes da semana (04 a 10/01/2009)

Menina má.com (Hard Candy, 2005) - 4/5
Dirigido por David Slade. Com Patrick Wilson, Ellen Page, Sandra Oh. Garota de 14 anos (Ellen Page) conhece um encantador fotógrafo de 32 anos (Patrick Wilson) em uma sala de bate-papo na internet. Suspeitando que ele seja um pedófilo, cria um plano para expô-lo.

Eu olhava pra capa desse filme na locadora e sempre imaginei um trashzão. Como tava passando na TV e lembrei que era com a Ellen Page, de "Juno", resolvi assistir. E é muito bom! A garota já mandava muito bem na atuação desde essa época. A história é simples, mas a interpretação e o desenrolar levam a um clima de tensão crescente que deixa o sujeito segurando a respiração em alguns momentos.


A fúria (He Was a Quiet Man, 2007) - 3/5
Dirigido por Frank A. Cappello. Com Christian Slater, John Gulager, Elisha Cuthbert. Um trabalhador (Christian Slater) humilhado pelos colegas e pelo chefe planeja diariamente matar os colegas de trabalho. Até o dia em que outro realiza o sonho e ele o mata, virando o herói. A única sobrevivente (Elisha Cuthbert) fica tetraplégica e eles iniciam um relacionamento.

O que começou lembrando "Um dia de fúria", passa por "Como enlouquecer seu chefe", muda de direção e até parece que vai terminar bem, mas deixa a peteca cair.


Rede de intrigas (Network, 1976) - 5/5
Dirigido por Sidney Lumet. Com Faye Dunaway, William Holden, Peter Finch, Robert Duvall. Depois de anos no ar, um âncora de um telejornal (Peter Finch) é demitido devido aos baixos índices de audiência. No mesmo dia ele anuncia ao vivo que se matará em frente às câmeras em uma semana. A partir daí o que se vê é como uma ambiciosa produtora (Faye Dunaway) e um inescrupuloso executivo (Robert Duvall) tiram proveito do desequilíbrio dele para recuperar audiência e sair do buraco.

Esse entra pra galeria "Porque não assisti isso antes?!". É um prato cheio pra qualquer um que gosta de saber como são os bastidores das redes de TV, como a batalha pela audiência passa por cima de qualquer limite ético e como o poder econômico influencia as notícias. Um filme excelente, com ótimos monólogos e interpretações.


Epitáfio (Gidam, 2007) - 3/5
Dirigido por Jeong Beom-sik e Jeong Sik. Com Kong Ho-Seok, Choi Jae-Hwan, Mu-song Jeon. Em Outubro de 1979, o Hospital Anseong está prestes a ser demolido. O Dr. Park Jeong-nam revê um álbum de fotografias resgatado do edifício e as imagens reavivam-lhe memórias do passado, transportando-o a quatro estranhos dias de Fevereiro de 1942, quando era estagiário naquele hospital. Sobrepõem-se três histórias: a do cadáver de uma jovem que se suicidou; a de uma garota traumatizada, única sobrevivente de um acidente que vitimou toda a família; e a última, sobre um casal de cirurgiões.

Na minha corrente gana por conhecer mais o cinema da Coréia do Sul - acredite, é ótimo! - me deparei com esse título. No fim das contas, é mais um filme de fantasmas orientais. A grande sacada aqui é a não-linearidade do roteiro e um plot twist em uma das histórias.


O bom, o mau e o bizarro (Joheunnom nabbeunnom isanghannom, 2008) - 4/5
Dirigido por Ji-woon Kim. Com Kang-ho Song, Byung-hun Lee, Woo-sung Jung. Em 1930 a Manchúria era uma terra de ninguém. No deserto cortado por trens a vapor e repleto de armas e ópio, reinava a lei do mais forte. Tae-goo, ladrão de trens profissional, descobre em um de seus assaltos um mapa do tesouro destinado a um alto dignatário japonês. Chang-yi, assassino líder de um grupo de bandidos, é pago para recuperar o mapa. Por fim, Do-won, caçador de recompensas, está disposto a pegar o mapa pra si. Neste jogo de gato e rato com estilo de western oriental, surgem ainda o exército japonês e os bandidos coreanos.

Não é uma refilmagem do clássico do Sérgio Leone, mas uma versão coreana que homenageia a cinematografia do mestre. Quem gosta de sua obra vai ficar feliz em achar aqui várias referências. Contudo, os três personagens - que quase nada lembram os de Clint Eastwood, Lee Van Cleef e Eli Wallach - já mostram logo de cara que o que se está pra ver é diferente do homenageado: um caçador de bandidos (o bom), um bandido cruel (o mal) e um ladrão muito atrapalhado (o bizarro). O filme é divertido, apesar de algumas quebras de ritmo. Recomendo para fãs do cinema oriental ou de faroestes.

Aliás, depois de ver faroeste americano, italiano, espanhol, russo e japonês, agora adicionei coreano à lista.


Shiri - Atentado terrorista (Swiri, 1999) - 3/5
Dirigido por Je-gyu Kang. Com Suk-kyu Han, Min-sik Choi, Yunjin Kim, Kang-ho Song, Johnny Kim. O grupo 8 das Forças Especiais norte-coreanas rouba o carregamento de um poderoso explosivo líquido de militares sul-coreanos com o objetivo de atrapalhar as negociações de paz na península. Dois agentes especiais da Coréia do Sul ficam encarregados de resolver o caso. Contudo, ao que tudo indica, há um espião na agência.

O filme não é excelente, mas também não decepciona. Tem uma trama que se dsenrola bem, atuações competentes e alguns tiroteios empolgantes - apesar da câmera trêmula incomodar nessas horas.


Vistos novamente:

Rocky, um lutador (Rocky, 1976) - 4/5
Dirigido por John G. Avildsen. Com Sylvester Stallone, Talia Shire, Burt Young. Rocky (Sylvester Stallone) é um boxeador da Filadélfia que nunca teve chance no esporte e se vê obrigado a exercer um trabalho paralelo como cobrador de um agiota. Sua vida é transformada quando recebe do campeão peso-pesado Apollo (Carl Weathers) a oportunidade de disputar o título máximo do boxe.

Não estava nos meus planos assisti-lo, mas vi que ia passar na TV e resolvi rever. Sem dúvida, é um clássico. Stallone - que também é o roteirista - está inigualável no papel que, ao lado de Rambo, o imortalizou. A história é de superação, de um sujeito lutando contra todas as expectativas e encarando o desafio como a grande e única chance de mudar sua vida transmite muito o sentimento de "vencedor" que tantos se vê nos filmes estadunidenses, quando o boxeador "perdedor" consegue se equiparar ao campeão. Apesar disso, não recai em maniqueísmo e aquele estereótipos dos filmes de colégio ou escritório.


Passageiro 57 (Passenger 57, 1992) - 3/5
Dirigido por Kevin Hooks. Com Wesley Snipes, Bruce Payne, Tom Sizemore. Capturado após longa caçada, famoso terrorista Charles Rane (Bruce Payne) tenta nova fuga durante vôo em que está sendo transportado, mas não faz idéia de que ali também está John Cutter (Wesley Snipes), especialista em segurança aérea, que fará de tudo para impedi-lo.

Esse filme é um clássico absoluto da era de ouro das locadoras. É um daqueles que todo mundo pegou o VHS pra assistir. O roteiro é raso, a produção não é lá essas coisas e a atuação nem comento, mas e daí? O negócio aqui é sentar no sofá e ver (novamente!) o herói salvar o dia.

2 comentários :

Rodrigo Manhães disse...

Sei que dá um trabalho da porra, mas continue fazendo esta resenha cinematográfica semanal que prestará um grande serviço à cultura universal!

E eu vou aprendendo por aqui.

Valeu!

Khristofferson Silveira disse...

Rapaz, eu tô com esse objetivo mesmo. Agora no início do ano, que tá tudo mais tranquilo, rola. Mas quero conseguir manter isso ao longo dos meses mais enrolados também. Vamos ver se consigo. Vou me esforçar.

Obrigado pelo comentário!