quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Espada Samurai made in China


"Mas, Bottini, essa espada é boa mesmo?"

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

1000 coisas aprendidas sobre blogar

Paul Bradshaw, do Online Journalism Blog, postou uma lista das 1000 coisas que aprendeu sobre blogar. Não são exatamente 1000, mas 99. O bom humor permeia o texto, com ótimas sacadas e muitos links para discorrer melhor sobre alguns ítens.

Achei tão interessante que resolvi traduzir o texto para português, pois acho que vai ser útil para muita gente. Qualquer correção, por favor use a caixa de comentário.

  1. Blogar não é ‘escrever um blog’. Blogar é linkar e comentar. Escrever é bônus.
  2. Postar regularmente é importante...
  3. Mas postar com qualidade é ainda mais importante. Ficar uma semana ou mais em um único post pode ser uma das coisas mais importantes que você já fez.
  4. Primeiro conhecimento, depois análise, então idéias.
  5. Uma imagem vale mais do que mil palavras. Mais importante, uma imagem vale mil palavras em duzentos países. O fato de leitores não precisarem falar inglês para entender o que você está comunicando pode fazer de um post livre de palavras – ou pelo menos um com uma boa imagem – o seu maior sucesso.
  6. Por razões similares, vídeo funciona. Ele pode não ser amigável para buscadores, mas se as pessoas conseguirem embuti-lo, a mensagem será mais facilmente disseminada.
  7. Quando vídeo encontra conversação, boas coisas podem acontecer.
  8. Todos parecem feios em vídeos. Supere isso.
  9. Vídeo online não é TV online.
  10. Podcasts funcionam melhor quando há mais de um de você.
  11. Leva-se tempo. Algumas vezes, anos. Persistência conta.
  12. Ser um dos primeiros importa.
  13. Uma grande idéia vai longe.
  14. Pingback/trackback é uma coisa maravilhosa, uma forma de distribuição que os sites de notícias ainda lutam para alcançar. O que pode ser mais interessante do que alguém interessado em você?
  15. Círculos e redes de antigas amizades existem na blogosfera também.
  16. Nos somos Anglo-Americanos pra caralho.
  17. Linguagem é uma barreira maciça (mas ter amigos multilíngües ajuda)
  18. Princípios BASIC importam.
  19. Social bookmarking torna a pesquisa por um post muito mais fácil.
  20. A melhor razão para blogar não é para mostrar para todos os outros o que você sabe, mas para descobrir o que todos os outros sabem.
  21. RSS é uma das tecnologias mais desvalorizadas do mundo. Uma vez entendendo o que fazer com ela, você pode trazer o mundo para seu computador, seu dispositivo móvel, seu blog e vice-versa.
  22. Um blog não abre portas para você, ele apenas lhe dá a idéia para tentar bater.
  23. Quando uma pessoa busca por você no Google, economiza-se muito tempo explicando as coisas.
  24. Blogs são apenas uma parte da ecologia da mídia social. Metade das coisas que costumavam ir nesse blog agora vão no Twitter; mais vão no Delicious; e alguns no Flickr e no Seesmic.
  25. Não me comece uma conta no FriendFeed, Plurk, Jaiku, etc.
  26. Humor é eficaz, mas nem todos vão entender.
  27. Parece que gosto de linkar nos verbos.
  28. Streaming ao vivo de vídeo do seu dispositivo móvel é uma coisa sensacional quando você pensa a respeito.
  29. Streaming ao vivo de vídeo do seu dispositivo móvel acaba rápido com a bateria.
  30. Navegar na web com seu dispositivo móvel também acaba rápido com a bateria.
  31. Se você está em um evento, blogando de um dispositivo móvel (moblogging), leve um carregador e uma extensão – e um telefone sobressalente.
  32. O N95 chuta o traseiro do iPhone.
  33. (Mas eu estou disposto a mudar de opinião)
  34. Plugins para Wordpress são viciantes.
  35. Extensões para Firefox são viciantes.
  36. Inscrever-se para serviços beta na web é viciante.
  37. Eu realmente não me importo com Twitterspam
  38. Uma simples e divertida idéia pode estar ao redor do mundo em minutos.
  39. Se quiser fazer campanha contra alguma coisa, você já tem a tecnologia.
  40. Se quiser um serviço, crie-o você mesmo.
  41. Google é o maior concurso de popularidade do mundo.
  42. Quando você perceber, não terá um leitor – você terá uma comunidade – então você também perceberá que pode mobilizar e fazer acontecer.
  43. Tecnologia é fácil; comunidade é difícil.
  44. Encontrar-se pessoalmente é importante: eu leio com muito mais freqüência os blogs daqueles com os quais me encontrei do que os daqueles com os que não me encontrei.
  45. Geografia continua tendo importância.
  46. Birmingham tem muitos blogueiros.
  47. Blogar ao vivo (liveblogging) e Twittar não são a mesma coisa.
  48. Privacidade é um conceito fluido: apenas porque está em domínio público não significa que não é privado.
  49. Wordpress.com é melhor que Blogger
  50. Wordpress.org é melhor que Wordpress.com (Veja o item 34)
  51. Conteúdo não é o rei.
  52. Conversação é o rei.
  53. Conversação é o reino.
  54. Nós não deveríamos tentar ser a mídia.
  55. Se alguém lhe envia um press release sobre alguma coisa, você não deveria blogar sobre isso.
  56. Como um jornalista, blogar é uma boa forma de redescobrir a felicidade do jornalismo.
  57. Blogar é também uma grande maneira de redescobrir o quão bom pode ser ter um bom editor.
  58. Faça o que você faz melhor e linke o resto.
  59. Não vale a pena morrer pelos blogs. É pra isso que serve a família.
  60. Estabelecer para si um número máximo de posts por dia é uma boa idéia.
  61. Estabelecer para você um tempo para olhar seu agregador de RSS todo dia também é uma boa idéia.
  62. Se você confia em serviços de terceiros, prepare-se para ter o tapete puxado sob os seus pés.
  63. Se você publicar o widget de comentário bem em cima no seu blog, mais pessoas comentarão.
  64. Um blog que não permite comentários está quebrado.
  65. Um site que permite comentários, mas edita ou os enterra, não está apenas quebrado, é maléfico.
  66. Deixe os posts com finais abertos, se quiser que as pessoas comentem.
  67. Deixe um post no topo do seu site por mais de um dia, se quiser que as pessoas comentem.
  68. Ser transparente sobre suas fontes não é apenas bom jornalismo, é boa distribuição.
  69. A indústria de otimização para ferramentas de busca é o novo óleo de serpente. Eu posso lhe dizer tudo o que você precisa saber sobre SEO em cinco minutes.
  70. Embora isso me tome mais cinco horas para responder às questões resultantes.
  71. Se você espera fazer muito dinheiro blogando, você é ingênuo, estúpido ou Robert Scoble.
  72. Se você espera fazer muito dinheiro blogando, não espere fazê-lo através de anúncios.
  73. Ser lido por poucas pessoas chaves pode valer mais profissionalmente do que ter muitos visitantes.
  74. Ser freqüentemente linkado pode valer mais, comercialmente, do que ter muitos visitantes.
  75. Cuidado com anúncios que tenham presentes baseados em texto, ou ofertas generosas de artigos “grátis”. Entenda linkspam.
  76. Leve em conta que você tem um ego.
  77. Leve em conta que todos os outros têm um ego.
  78. Desconferências são demais
  79. Há tanto o que você pode falar. Às vezes você tem que fazer algo.
  80. Deveria haver mais dinheiro disponível para se fazer algo.
  81. Idéias não são problema. Saber qual seguir é.
  82. Apenas 10% dos americanos lêem blogs.
  83. Mas 26% dos americanos escrevem blogs.
  84. Como isso funciona?
  85. Blogs são bem mais representativos etnicamente do que a mídia tradicional.
  86. As pessoas podem não acreditar na mídia impressa e difusora, mas acreditam ainda menos nas notícias online.
  87. A regra de 1-9-90.
  88. Apressar-se com uma entrada no blog antes de ir para a cama é uma péssima idéia.
  89. Apressar-se com uma entrada no blog horas antes de sua esposa ir para o trabalho também não é uma boa idéia.
  90. Algumas notícias viajam mais rápido do que uma réplica de tremor (aftershock)
  91. As pessoas não precisam de gerentes para organizá-las – apenas conexões.
  92. Quando eu conseguiu gravar um comentário em vídeo diretamente do meu telefone celular, serei um homem feliz.
  93. Não subestime o poder da corporatização.
  94. Não subestime o poder das grandes corporações
  95. Não subestime o poder dos governos
  96. Se, depois disso tudo, nós tivermos que voltar a viver em cavernas e comer ratos, será uma verdadeira vergonha.
  97. As listas se tornaram o maior clichê e a tática mais sem vergonha para se conseguir o topo do delicious/digg/reddit.
  98. Mas as pessoas continuam a lê-las.
  99. A propósito, você já adicionou isso aos favoritos?
  100. Eu não sei contar.
Quem estiver interessado em saber como a lista continua, Bradshaw prosseguirá com ela em seu Twitter.

Via Jornalismo & Internet.

"Are you ready to rock?!"

Alf Caretta, vocalista da banda cantando durante apresentação em Berlim
The Zimmers vão lançar um álbum. Já falei sobre eles antes.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

A marca da Copa do Mundo de Futsal 2008, no Brasil

Estava dando uma lida no Meio & Mensagem da semana passada - que, pra mim, é o dessa semana, já que aqui só chega atrasado - e me deparei com uma coisa curiosa na matéria sobre a Copa do Mundo de Futsal 2008, realizada este ano no Brasil: a marca do evento é muito parecida com a da Copa do Mundo de Futebol 2010, na África do Sul.

Marca da Copa do Mundo de Futsal 2008 Marca da Copa do Mundo de Futebol 2010
A arara presente na marca da competição de futsal é o mascote do evento, batizada de Parangolé, em homenagem às obras de Hélio Oiticica. O nome foi resultado de um concurso organizado em escolas públicas.

O curioso é que, afora a relação com o artista, parangolé é o mesmo que conversa fiada, lábia, astúcia, esperteza... Enfim, um comportamento desonesto para ludibriar alguém.

Pergunto: padronização, "inspiração", ou passaram um parangolé na cara dura?

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Isso está acontecendo!

Scully lendo o livro de Jose Chung
Por uma dessas grandes e boas surpresas que a vida nos reserva, minha TV a cabo passou a oferecer um novo canal, Space, que diariamente transmite Arquivo X, às 21h. Eles só não se decidem se é legendado ou dublado, cada dia é de um jeito.

Desde semana passada, voltei a acompanhar. E dez anos depois, descobri que ainda sei boa parte dos diálogos de cabeça e que consigo saber o título de muitos episódios em menos de quinze segundos.

Essa imagem que ilustra o post foi do episódio de ontem, "Do espaço sideral", um dos mais divertidos e lembrado pelos fãs da série - graças ao roteiro genial de Darin Morgan. Fazia muito tempo que queria revê-lo.

Hoje imagino que é desse episódio um dos primeiros objetos do desejo que quis comprar: a estátua do alienígena fumante abduzido, que ficava repetindo a frase "Isso não está acontecendo..."

Assim sendo, acho que vou adiar mais um pouco a compra das boxes. Talvez até lançarem em Blu-Ray.

Um tapinha não dói? Tem certeza?

Baseado queimado representando a cadeia de eventos a partir da compra da droga
No início da semana rolou uma discussão offtopic na Wddesign que me trouxe novamente à mente alguns pensamentos antigos de como algumas pessoas simplesmente não conseguem entender como alguns fatos se relacionam, por mais explicitado que isso já tenha sido.

O assunto em questão começou com o desabafo de um colega que perdera um primo, vítima da violência urbana: dois indivíduos tentaram roubar sua moto, mas ele, policial federal, reagiu e foi morto. Como havia visto esse caso na TV antes de ler o e-mail, então o relacionamento foi imediato.

Daí em diante, entre mensagens de conforto e pêsames, teve início uma discussão sobre o papel da maconha no ocorrido.

Embora não tenha lido sobre isso nas notícias, a mensagem enviada deu a entender que estariam sob efeitos da droga, ou que estariam realizando o assalto para poder comprá-la. Daí em diante comentou-se sobre sua influência nos assaltantes, sobre a legalização (ou não), sobre a Holanda e até sobre o seu uso por colegas de profissão.

É sabido que alguns indivíduos que trabalham com criação usam a desculpa de que a maconha relaxa e libera a imaginação, numa espécie de justificativa furada de que os prazos apertados geram muita pressão sobre os criativos, e alguns recorrem ao tapa na pantera pra poder exercer seu ofício.

Protesto pela legalização da maconha
Chegou-se até mesmo a dizer que "nao se pode culpar o objeto do desejo do assaltante pelo roubo. Muita gente que ganha o seu dinheiro honestamente fuma sua maconha, assim como tem um iPod e um tênis bacana."

Mas é quando se chega a esse tipo de sofisma o negócio complica. A partir do momento que se equipara uma droga ilícita a produtos legalizados que pagam impostos e geram empregos formais, como um eletrônico de marca famosa, ou a um calçado, o bagulho virou esculhambação - se me permitem o trocadilho.

Há de se ter uma coisa na cabeça: maconha não é soma, é uma droga não legalizada, tem sim efeitos danosos à saúde, mais que o cigarro, e é porta de entrada para outras drogas. E por mais que o indivíduo ganhe dinheiro honestamente, a partir do momento que ele o usa para comprar uma droga ilícita, a honestidade já ficou de lado.

Se o sujeito planta em casa, para consumo próprio, ele que se entenda com a polícia, mas quando compra de outro, precisa entender que está alimentando um negócio que, embora ilegal, tem por trás de si toda uma cadeia de distribuição.

Por mais eloqüente que eu queira ser, um vídeo servirá muito melhor pra explicar o que quero dizer. E muitos já vão entender só de ver a imagem carregada:



Se você ainda acha que isso é papo furado, é porque sua vida ainda não foi afetada por essa indústria. Aqueles cinqüentinhas que você ganha em meia hora de tabalho e acha que são bem investidos em uma onda, podem muito bem ser aqueles que vão financiar armas e munição para bandidos que assaltarão sua casa.

Faça um favor a você mesmo: leia "Falcão - Meninos do Tráfico" e "Elite da Tropa" e assista "Cidade de Deus" e "Tropa de Elite". Tente acender um baseado depois.

Ou, melhor: experimente dar um tapa para relaxar depois de um seqüestro relâmpago.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

O meu 11 de setembro de 2001

Segundo avião colide contra o World Trade Center
Nas vidas de todos nós sempre existem aqueles momentos que, sejam por razões particulares ou coletivas, vamos nos lembrar com detalhes durante muito tempo ("para sempre" é tempo demais).

Muitas pessoas se lembram exatamente do que estavam fazendo quando viram a queda do Muro de Berlim, quando souberam que Senna havia morrido, ou quando o Brasil ganhou o tetracampeonato, por exemplo. Eu era muito pequeno pra lembrar do primeiro, mas lembro muito bem dos outros dois.

Acredito que muito mais gente, além de mim, se recorda de onde estava quando ficou sabendo dos ataques ao World Trade Center, em 2001. Aquilo era quase surreal. Uma frase que ouvi muito naquele dia dava o tom do acontecimento: "parece um filme". Era o impacto da História não sendo escrita diante dos seus olhos com aquela intensidade das notícias do dia-a-dia, mas sim sendo marcada em brasa de uma só vez.

Há exatos sete anos eu morava em Campos e estava no 3º ano do Ensino Médio. Era uma aula de Química e resolvia - ou, pelo menos, tentava resolver - uma daquelas folhas de exercícios comuns de quem estuda para o vestibular. Foi nesse momento que João, um amigo que não havia ido à aula naquele dia para poder resolver as pendências de alistamento militar, me ligou no celular.

Como havia uma algazarra instaurada por conta da resolução dos exercícios, atendi a ligação, esperando que ele me perguntasse sobre a matéria dada naquele dia. Nem podia imaginar o que ouviria em seguida: os Estados Unidos estavam sendo atacados, ele dizia.

Aquela informação foi chocante: uma guerra estaria começando ali, equanto estávamos em aula? A notícia correu por toda a sala e a causa da algazarra mudou. Daquele momento até o fim da manhã foram horas de especulações e comentários sem embasamento, já que só sabíamos daquilo que meu amigo havia me dito e do que uma professora ouvira no rádio, enquanto vinha de outra escola.

Terminada a aula, eu e alguns amigos partimos para a casa de João, que era bem próxima à escola, para podermos ver o quanto antes as notícias da TV. Naquele momento já dava pra saber que o mundo seria outro.

Fui para a escola em um mundo e saí em outro. Curiosamente, a mudança ocorreu durante uma aula de Química, que tem como uma das máximas que "na Natureza [...] tudo se transforma".

E você, também se lembra desse dia? Conte aí.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Morreu Don LaFontaine, a voz dos trailers

[Tom dramático e pausado]
In a world... Where movies takes thousands of peoples to the cinemas... And the industry make billions of dollars... Lived a man... Whose face was never seen... But his voice... Was always heard...

This fall, the man died... And the myth is born.

[Tom épico e empolgado]
Don LaFontaine was... The trailers voice guy.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Master Blaster

O boxeado russo Valuev com o seu novo treinador, Alexander Zimin
"Este é Blaster! Vinte homens entram, só ele sai!"