sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Um estranho no ninho


Em meio à montanha de e-mails de lojas online que recebi nessa época de Natal, apareceu essa peça aí que me fez ficar rindo sozinho.

Pode ser culpa da famosa falta de conhecimento das empresas sobre os produtos que estão vendendo ou uma tentativa de passar um gato por lebre na cara dura mesmo.

Por outro lado, o meu lado paranóico - e um tanto prosopopéico, confesso - acredita que os HD-DVDs remanescentes podem estar se infiltrando nas promoções de Blu-ray para se espalharem, no que seria o início do seu maligno plano de vingança. Uma missão stealth em mais um capítulo da guerra dos formatos em alta definição.

Você sabia?

Um panorama da tecnologia, da sociedade e de como o mundo está mudando de forma exponencial. Curioso, impressionante, assustador, intimidador e maravilhoso:



E então, o que isso tudo significa?

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Homenagem natalina

Enfim chegamos ao Natal, o dia em que relembramos e comemoramos o nascimento daquele que mudou para sempre nossas vidas.

Ele usou o conhecimento da época anterior à sua e trouxe novas idéias que despertaram a humanidade para coisas nunca antes imaginadas, iniciando um nova era.

Até hoje seus feitos ecoam na Históra e nos fazem entender melhor o mundo em que vivemos.

Por isso, não poderia deixar de registrar aqui os meus parabéns ao grande aniversariante do dia: Sir Isaac Newton.

domingo, 21 de dezembro de 2008

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Filmes para (tentar) entender a África

Criança refugiada do Congo
Mais uma vez a África volta discretamente às notícias por ser palco de outro conflito regional. E de mais uma crise humanitária. E não falo de Darfur, mas do Congo.

Se continar como está, a horrível situação vista em Ruanda pode se repetir. Os países que teriam condições de intervir, não o fazem, reforçando a alcunha do lugar de "continente esquecido".

Bem... Não totalmente esquecido, é claro. As reservas de petróleo, diamantes e outros recursos valiosos são muito bem lembradas por esses mesmos países e suas empresas que fazem uso até de mercenários para defender suas instalações.

Tentar entender aquele continente é um desafio e tanto. Por vezes, arrisca-se cair em estereótipos ou adotar visões de metrópole, que não refletem exatamente a realidade. (Mas, no fim, que visão reflete?)

Penso que uma das melhores formas de ver o mundo é através das lentes de cinema, por isso, aqui vão algumas sugestões de títulos que podem nos ajudar nesse desafio:

A lista está em ordem cronológica de lançamento dos fimes. Tentei abordar os mais diversos temas (colonização, ditaduras, conflitos, sociedade, apartheid etc).

À medida que for lembrando ou assistindo outros filmes que julgue válidos, vou atualizando a lista. Se quiser fazer sugestões, fique à vontade para usar os comentários.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Um chá maluco

Ozzy Osbourne e Slash tomam chá juntos
Alice, a Lebre e o Chapeleiro Maluco durante o chá.



Dica do Fábio.

Combo breaker!

Ilustração em que Barack Obama quebra a sequência de presidentes brancos do EUA

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Não é uma lua. É uma... Abóbora?!

Abóbora de Dia das Bruxas no formato da Estrela da Morte (Deathstar), de Star Wars
"Olhe só o tamanho daquela coisa!"

"Corta o papo, Vermelho 2"

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

"Aula de samba"

Capa do álbum 'Aula de Samba'
Procurando por uns discos de samba, me deparei com esse "Aula de Samba", que se propõe a cantar/contar a História do Brasil através de alguns sambas-enredo (ou sambas de enredo, se preferir).

O meu nível pessoal de iconoclastia não se deu muito com as letras sobre heróis nacionais, de um ufanismo cego típico daquelas aulinhas de Moral e Cívica - um resquício da ditadura que ainda alcancei.

O pior foi que conseguiram botar Simone para destruir "Aquarela Brasileira", um dos mais belos sambas-enredo já feitos.

Apesar disso, o álbum guarda duas boas surpresas: a interpretação de Lenine para "Onde o Brasil Aprendeu a Liberdade" e de Maria Rita para "Heróis da Liberdade". Valem uma conferida.

Enfim... Vale como curiosidade histórica sobre esse ritmo nacional, já que a seleção contempla um período bastante extenso: de 1949 a 1976.

Mas se é pra falar de História do Brasil, continuo preferindo o "Samba do Crioulo Doido", que é tão surreal quanto esse país. Se não conhece, fica aí a dica.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Um circo de abutres

Sentindo o sangue na garganta,
João olhou pras bandeirinhas e pro povo a aplaudir
E olhou pro sorveteiro e pras câmeras e
A gente da TV que filmava tudo ali

E se lembrou de quando era uma criança
E de tudo o que vivera até ali
E decidiu entrar de vez naquela dança
"Se a via-crucis virou circo, estou aqui"

Esse trecho de "Faroeste Caboclo", da Legião Urbana, ilustra bem o que tento transmitir com esse post. Espero ter eloquência suficiente para fazê-lo...

Lá pelos idos de 2000 eu assisti a um filme na TV a cabo chamado "A Montanha dos Sete Abutres" ("Ace in the hole" ou "The Big Carnival"), dirigido por Billy Wilder. A trama se passa nos anos 50 e conta a história de um jornalista decadente, interpretado por Kirk Douglas, que vê sua tão aguardada chance de voltar aos grandes jornais quando um mineiro é soterrado sob a montanha do título. Percebendo as notícias que aquele fato poderia gerar, toma as rédeas dos acontecimentos, fazendo daquele caso um grande drama humano e prologando-o desnecessariamente, até um final trágico.

Mineiro soterrado é encontrado por jornalista. Cena do filme 'A Montanha dos Sete Abutres'(Mais detalhes sobre o filme estão disponíveis em uma excelente matéria no Observatório da Imprensa.)

Mais ou menos nessa época, aconteceu o caso do Ônibus 174. Algum tempo depois, houve o sequestro de Patrícia Abravanel e, logo em seguida, do seu pai, Sílvio Santos. Todos os casos foram bastante explorados pela imprensa.

De lá pra cá, o papel da mídia em casos de sequestro sempre foi colocado em discussão, apontado como um complicador do processo, que coloca a vítima em risco, ou como forma de auxílio às investigações, ajudando no resgate. Independente do posicionamento, sempre foi importante compreender que para tudo existe um limite.

Passar certas informações, comunicar o ocorrido, isto é uma coisa. Armar a lona e usar o sequestro como picadeiro e criar um grande circo é outra, porque neste circo, quem está na corda-bamba são as vidas das vítimas.

Isso me leva a outro filme: "O Quarto Poder" ("Mad City"), de 1997, dirigido por Costa-Gravas e baseado no filme anterior, mas com uma história que toma outros contornos.

Neste, Dustin Hoffman é um repórter que, semelhante ao personagem de Kirk Douglas, já foi do primeiro escalão, mas agora se encontra relegado a um emprego no interior. Ele também vê sua grande chance quando um desequilibrado segurança de museu - John Travolha - toma como reféns algumas crianças que visitavam o local, com o intuito de convencer sua chefe a devolver-lhe o emprego.

Jornalista entrevista o segurança. Cena de 'O Quarto Poder'Assim como no outro filme, o jornalista prolonga os acontecimentos além do necessário e promove um circo, atuando como elo entre o sequestrador, polícia e mídia. Paralelamente, cria do criminoso uma imagem de sujeito trabalhador que, desesperado ao ficar sem o emprego, se vê sem saída, senão apelar para aquele ato extremo. Seguindo o primeiro filme, o final também reserva outra tragédia.

Contudo, ao contrário do primeiro, em que as notícias dos acontecimentos não chegavam ao mineiro soterrado, o segurança tem à sua disposição uma TV pela qual pode acompanhar toda a movimentação lá fora, além de entrevistas com seus amigos e com especialistas que discorrem sobre o que estaria acontecendo e o que poderia vir a acontecer com ele.

Citei esses filmes porque na semana passada o país inteiro acompanhou uma história semelhante: o sequestro da estudante Eloá Cristina Pimentel pelo ex-namorado Lindemberg Fernandes Alves.

Quando vi o que acontecia, meu pessimismo já dizia que não terminaria bem. Quando vi o tamanho do circo armado, não tive dúvidas: ele acabaria pegando fogo. Talvez por ter me lembrando dos filmes imediatamente.

Na época do ônibus 174, não lembro de ter visto repercussão muito grande na internet, mas já na época do sequestro do Homem do Baú, ela estava estabelecida como canal de informação - prova disso seriam os acontecimentos do mês seguinte. Mas este caso em Santo André tomou ares de um reality show trans-midiático nefasto e leviano. Uma espécie de amálgama de Big Brother, blog e show de variedades. Ou de horrores.

Cada vez que acessava a página inicial dos portais de notícia, uma nova chamada estava estampada. Em uma espécie de liveblogging do ocorrido, cada movimento em Santo André resultava em uma atualização nas páginas. Várias pessoas atualizavam os navegadores na ânsia por novidades.

Mais assustador ainda era o que acontecia na televisão. Sempre havia um especialista consultado e convidado a especular em prol da audiência sedenta por novidades. O ápice dessa maluquice foram as entrevistas dadas pelo sequestrador aos programas de TV.

Que tipo de imprensa é essa, que abre espaço em nível nacional para conversar com um indivíduo desequilibrado, armado e em posse de duas reféns? Isso só lhe deu mais confiança, a ponto de se declarar "príncipe do gueto".

E assim foi durante um, dois, três, quatro, cinco, seis dias. Até o tão aguardado desfecho do caso: um clímax trágico que em nada fica devendo aos dos filmes citados anteriormente.

Não vou comentar o papel da polícia aqui. Isso seria chover no molhado e assunto para outro post. Mas me incomoda bastante não ver a imprensa fazendo um exame de consciência - ombudsman pra quê?! - e admitir que errou. Nem ao menos cogitar a idéia.

Esconder-se atrás do princípio de que toda informação deve ser divulgada é ignorar o direito das reféns à vida em prol de audiência e da geração de conteúdo que nada mais fazia além de alimentar de abobrinhas as cabeças vazias dos que ficavam estateladas em frente aos televisores e monitores à espera de novidades, como se aquele reality show fosse terminar como um encerramento de novela: com tudo dando certo ou com uma grande reviravolta trágica. E não adiantaria ver a reprise no dia seguinte. Era necessário assistir na hora em que acontecesse.

O problema é que o final trágico aconteceu, a novela acabou e agora o público exige outra. E outras logo virão, porque esses abutres sempre estarão aí, à espreita.

Personagem de Kirk Douglas lendo um jornal, em cena de 'A Montanha dos Sete Abutres'Afinal de contas, como afirma o jornalista do primeiro filme: "A morte de centenas ou milhares de pessoas não tem o mesmo interesse que a morte de uma única pessoa."


Atualização: estava terminando de escrever esse post, quando recebi um e-mail do meu irmão com link para uma entrevista do ex-comandante do BOPE, Rodrigo Pimentel, em que ele classifica a atitude da mídia neste caso de "criminosa e irresponsável". Dois adjetivos bem adequados, sem dúvida.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Aos meus professores, o meu muito obrigado!

Grupo de pinos de jogos de tabuleiros, de várias cores, reunidos em volta de um cérebro
O Dia dos Professores está aí. Não vou nem começar a repetir adágios sobre a importância dessas pessoas para a sociedade ou a discorrer sobre a situação do magistério no Brasil. Ao invés disso, resolvi fazer um exercício de memória que faço de vez em quando: tentar lembrar o nome de todos os meus professores.

A princípio pode parecer simples para algumas pessoas, que estudaram em uma ou duas escolas durante toda sua vida, mas eu estudei em oito escolas, fiz um curso técnico e cursei oito períodos de uma faculdade. Então vocês podem imaginar quantos nomes passaram pelos quadros negros à minha frente - nada comparado ao que passou pelas carteiras à frente de cada um deles em apenas um ano de trabalho, é verdade, mas ainda assim é bastante coisa.

Decidi que seria a hora de postar isso aqui não apenas como um registro ou como um suporte à minha memória, que já começa a me pregar peças, mas, principalmente, como uma forma de agradecimento e reconhecimento à importância de cada um deles para a formação da pessoa que sou agora.

Se fosse pra comparar, diria que isso é como uma enorme Genki-Dama educacional, em que cada um contribuiu com um pouco de si comigo :)

Meu muito obrigado a Neide, Isabel, D. Marília, D. Jurema, D. Graça, Clarice, Carla, Anésia, Simone, Maria Inês, Carlucci, Patrícia, Carlão, Simone Lima, Rômulo Pônzio, Augusto, Elzeman, José Júnior, Ana Siária, Marcelo Abreu Gomes, Ângela, Marli, Denise, Miriam, Ir. Joana, Sônia (Sonhão), Cíntia Almeida, Edna Gomes, Josiane, José Augusto Abreu Aguiar, Márcia, Mônica, Rubinho, Letícia, Lindalva, Olímpia, Marcos Fonseca (Marquinhos), Sávio, Francisco, Beth Cunha, Júlia (Julinha), Nádia, Harmonia, Leonardo, Quitéria, Tânia Beda, Pierre Augé, Nilde, Hamilton, Rosilene, Deuscéa, José Carlos, Admar, Emerson, Sérgio Eduardo Corrêa Netto, Josimari Pauletti Gonçalves, Levina Ferreira, Paulo, Sílvia (Silvinha), Valéria, Alan Carvalho Galante, Giovanni Colonesi, Sônia Santos, Oscar Rocon, Paulo Tong, Sérgio Cunha, Cláudia Leopoldino, Daniela Palladino, Jorge Roberto, Élio de Souza, Luísa Bampi, Fernando Abelha, Nilandi Carneiro, Gerson Dudus, Kláucio Arruda, Mônica Athayde, Rosinete Massiere, Miriam de Oliveira Santos, Leonardo Castro, Altayr Derossi, Paula Almeida Daros, Sabrina Falcão, Valéria Machado, Maria João Palma, Luis Otavio Salvador, Roberto Caldas, Jurandir Faustino, Frei Isidoro Mazzarolo, Adriana Bacelar, Gilvan Chegure, Marcos Ferreira (Café), Emilene Campos, Ana Lúcia, Guto Leite.

Tentei colocar em ordem cronológica e lembrar dos sobrenomes - mas percebe-se que faltaram muitos.

Aos vários que esqueci, peço desculpas. À medida que for me lembrando, acrescento à lista.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Espada Samurai made in China


"Mas, Bottini, essa espada é boa mesmo?"

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

1000 coisas aprendidas sobre blogar

Paul Bradshaw, do Online Journalism Blog, postou uma lista das 1000 coisas que aprendeu sobre blogar. Não são exatamente 1000, mas 99. O bom humor permeia o texto, com ótimas sacadas e muitos links para discorrer melhor sobre alguns ítens.

Achei tão interessante que resolvi traduzir o texto para português, pois acho que vai ser útil para muita gente. Qualquer correção, por favor use a caixa de comentário.

  1. Blogar não é ‘escrever um blog’. Blogar é linkar e comentar. Escrever é bônus.
  2. Postar regularmente é importante...
  3. Mas postar com qualidade é ainda mais importante. Ficar uma semana ou mais em um único post pode ser uma das coisas mais importantes que você já fez.
  4. Primeiro conhecimento, depois análise, então idéias.
  5. Uma imagem vale mais do que mil palavras. Mais importante, uma imagem vale mil palavras em duzentos países. O fato de leitores não precisarem falar inglês para entender o que você está comunicando pode fazer de um post livre de palavras – ou pelo menos um com uma boa imagem – o seu maior sucesso.
  6. Por razões similares, vídeo funciona. Ele pode não ser amigável para buscadores, mas se as pessoas conseguirem embuti-lo, a mensagem será mais facilmente disseminada.
  7. Quando vídeo encontra conversação, boas coisas podem acontecer.
  8. Todos parecem feios em vídeos. Supere isso.
  9. Vídeo online não é TV online.
  10. Podcasts funcionam melhor quando há mais de um de você.
  11. Leva-se tempo. Algumas vezes, anos. Persistência conta.
  12. Ser um dos primeiros importa.
  13. Uma grande idéia vai longe.
  14. Pingback/trackback é uma coisa maravilhosa, uma forma de distribuição que os sites de notícias ainda lutam para alcançar. O que pode ser mais interessante do que alguém interessado em você?
  15. Círculos e redes de antigas amizades existem na blogosfera também.
  16. Nos somos Anglo-Americanos pra caralho.
  17. Linguagem é uma barreira maciça (mas ter amigos multilíngües ajuda)
  18. Princípios BASIC importam.
  19. Social bookmarking torna a pesquisa por um post muito mais fácil.
  20. A melhor razão para blogar não é para mostrar para todos os outros o que você sabe, mas para descobrir o que todos os outros sabem.
  21. RSS é uma das tecnologias mais desvalorizadas do mundo. Uma vez entendendo o que fazer com ela, você pode trazer o mundo para seu computador, seu dispositivo móvel, seu blog e vice-versa.
  22. Um blog não abre portas para você, ele apenas lhe dá a idéia para tentar bater.
  23. Quando uma pessoa busca por você no Google, economiza-se muito tempo explicando as coisas.
  24. Blogs são apenas uma parte da ecologia da mídia social. Metade das coisas que costumavam ir nesse blog agora vão no Twitter; mais vão no Delicious; e alguns no Flickr e no Seesmic.
  25. Não me comece uma conta no FriendFeed, Plurk, Jaiku, etc.
  26. Humor é eficaz, mas nem todos vão entender.
  27. Parece que gosto de linkar nos verbos.
  28. Streaming ao vivo de vídeo do seu dispositivo móvel é uma coisa sensacional quando você pensa a respeito.
  29. Streaming ao vivo de vídeo do seu dispositivo móvel acaba rápido com a bateria.
  30. Navegar na web com seu dispositivo móvel também acaba rápido com a bateria.
  31. Se você está em um evento, blogando de um dispositivo móvel (moblogging), leve um carregador e uma extensão – e um telefone sobressalente.
  32. O N95 chuta o traseiro do iPhone.
  33. (Mas eu estou disposto a mudar de opinião)
  34. Plugins para Wordpress são viciantes.
  35. Extensões para Firefox são viciantes.
  36. Inscrever-se para serviços beta na web é viciante.
  37. Eu realmente não me importo com Twitterspam
  38. Uma simples e divertida idéia pode estar ao redor do mundo em minutos.
  39. Se quiser fazer campanha contra alguma coisa, você já tem a tecnologia.
  40. Se quiser um serviço, crie-o você mesmo.
  41. Google é o maior concurso de popularidade do mundo.
  42. Quando você perceber, não terá um leitor – você terá uma comunidade – então você também perceberá que pode mobilizar e fazer acontecer.
  43. Tecnologia é fácil; comunidade é difícil.
  44. Encontrar-se pessoalmente é importante: eu leio com muito mais freqüência os blogs daqueles com os quais me encontrei do que os daqueles com os que não me encontrei.
  45. Geografia continua tendo importância.
  46. Birmingham tem muitos blogueiros.
  47. Blogar ao vivo (liveblogging) e Twittar não são a mesma coisa.
  48. Privacidade é um conceito fluido: apenas porque está em domínio público não significa que não é privado.
  49. Wordpress.com é melhor que Blogger
  50. Wordpress.org é melhor que Wordpress.com (Veja o item 34)
  51. Conteúdo não é o rei.
  52. Conversação é o rei.
  53. Conversação é o reino.
  54. Nós não deveríamos tentar ser a mídia.
  55. Se alguém lhe envia um press release sobre alguma coisa, você não deveria blogar sobre isso.
  56. Como um jornalista, blogar é uma boa forma de redescobrir a felicidade do jornalismo.
  57. Blogar é também uma grande maneira de redescobrir o quão bom pode ser ter um bom editor.
  58. Faça o que você faz melhor e linke o resto.
  59. Não vale a pena morrer pelos blogs. É pra isso que serve a família.
  60. Estabelecer para si um número máximo de posts por dia é uma boa idéia.
  61. Estabelecer para você um tempo para olhar seu agregador de RSS todo dia também é uma boa idéia.
  62. Se você confia em serviços de terceiros, prepare-se para ter o tapete puxado sob os seus pés.
  63. Se você publicar o widget de comentário bem em cima no seu blog, mais pessoas comentarão.
  64. Um blog que não permite comentários está quebrado.
  65. Um site que permite comentários, mas edita ou os enterra, não está apenas quebrado, é maléfico.
  66. Deixe os posts com finais abertos, se quiser que as pessoas comentem.
  67. Deixe um post no topo do seu site por mais de um dia, se quiser que as pessoas comentem.
  68. Ser transparente sobre suas fontes não é apenas bom jornalismo, é boa distribuição.
  69. A indústria de otimização para ferramentas de busca é o novo óleo de serpente. Eu posso lhe dizer tudo o que você precisa saber sobre SEO em cinco minutes.
  70. Embora isso me tome mais cinco horas para responder às questões resultantes.
  71. Se você espera fazer muito dinheiro blogando, você é ingênuo, estúpido ou Robert Scoble.
  72. Se você espera fazer muito dinheiro blogando, não espere fazê-lo através de anúncios.
  73. Ser lido por poucas pessoas chaves pode valer mais profissionalmente do que ter muitos visitantes.
  74. Ser freqüentemente linkado pode valer mais, comercialmente, do que ter muitos visitantes.
  75. Cuidado com anúncios que tenham presentes baseados em texto, ou ofertas generosas de artigos “grátis”. Entenda linkspam.
  76. Leve em conta que você tem um ego.
  77. Leve em conta que todos os outros têm um ego.
  78. Desconferências são demais
  79. Há tanto o que você pode falar. Às vezes você tem que fazer algo.
  80. Deveria haver mais dinheiro disponível para se fazer algo.
  81. Idéias não são problema. Saber qual seguir é.
  82. Apenas 10% dos americanos lêem blogs.
  83. Mas 26% dos americanos escrevem blogs.
  84. Como isso funciona?
  85. Blogs são bem mais representativos etnicamente do que a mídia tradicional.
  86. As pessoas podem não acreditar na mídia impressa e difusora, mas acreditam ainda menos nas notícias online.
  87. A regra de 1-9-90.
  88. Apressar-se com uma entrada no blog antes de ir para a cama é uma péssima idéia.
  89. Apressar-se com uma entrada no blog horas antes de sua esposa ir para o trabalho também não é uma boa idéia.
  90. Algumas notícias viajam mais rápido do que uma réplica de tremor (aftershock)
  91. As pessoas não precisam de gerentes para organizá-las – apenas conexões.
  92. Quando eu conseguiu gravar um comentário em vídeo diretamente do meu telefone celular, serei um homem feliz.
  93. Não subestime o poder da corporatização.
  94. Não subestime o poder das grandes corporações
  95. Não subestime o poder dos governos
  96. Se, depois disso tudo, nós tivermos que voltar a viver em cavernas e comer ratos, será uma verdadeira vergonha.
  97. As listas se tornaram o maior clichê e a tática mais sem vergonha para se conseguir o topo do delicious/digg/reddit.
  98. Mas as pessoas continuam a lê-las.
  99. A propósito, você já adicionou isso aos favoritos?
  100. Eu não sei contar.
Quem estiver interessado em saber como a lista continua, Bradshaw prosseguirá com ela em seu Twitter.

Via Jornalismo & Internet.

"Are you ready to rock?!"

Alf Caretta, vocalista da banda cantando durante apresentação em Berlim
The Zimmers vão lançar um álbum. Já falei sobre eles antes.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

A marca da Copa do Mundo de Futsal 2008, no Brasil

Estava dando uma lida no Meio & Mensagem da semana passada - que, pra mim, é o dessa semana, já que aqui só chega atrasado - e me deparei com uma coisa curiosa na matéria sobre a Copa do Mundo de Futsal 2008, realizada este ano no Brasil: a marca do evento é muito parecida com a da Copa do Mundo de Futebol 2010, na África do Sul.

Marca da Copa do Mundo de Futsal 2008 Marca da Copa do Mundo de Futebol 2010
A arara presente na marca da competição de futsal é o mascote do evento, batizada de Parangolé, em homenagem às obras de Hélio Oiticica. O nome foi resultado de um concurso organizado em escolas públicas.

O curioso é que, afora a relação com o artista, parangolé é o mesmo que conversa fiada, lábia, astúcia, esperteza... Enfim, um comportamento desonesto para ludibriar alguém.

Pergunto: padronização, "inspiração", ou passaram um parangolé na cara dura?

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Isso está acontecendo!

Scully lendo o livro de Jose Chung
Por uma dessas grandes e boas surpresas que a vida nos reserva, minha TV a cabo passou a oferecer um novo canal, Space, que diariamente transmite Arquivo X, às 21h. Eles só não se decidem se é legendado ou dublado, cada dia é de um jeito.

Desde semana passada, voltei a acompanhar. E dez anos depois, descobri que ainda sei boa parte dos diálogos de cabeça e que consigo saber o título de muitos episódios em menos de quinze segundos.

Essa imagem que ilustra o post foi do episódio de ontem, "Do espaço sideral", um dos mais divertidos e lembrado pelos fãs da série - graças ao roteiro genial de Darin Morgan. Fazia muito tempo que queria revê-lo.

Hoje imagino que é desse episódio um dos primeiros objetos do desejo que quis comprar: a estátua do alienígena fumante abduzido, que ficava repetindo a frase "Isso não está acontecendo..."

Assim sendo, acho que vou adiar mais um pouco a compra das boxes. Talvez até lançarem em Blu-Ray.

Um tapinha não dói? Tem certeza?

Baseado queimado representando a cadeia de eventos a partir da compra da droga
No início da semana rolou uma discussão offtopic na Wddesign que me trouxe novamente à mente alguns pensamentos antigos de como algumas pessoas simplesmente não conseguem entender como alguns fatos se relacionam, por mais explicitado que isso já tenha sido.

O assunto em questão começou com o desabafo de um colega que perdera um primo, vítima da violência urbana: dois indivíduos tentaram roubar sua moto, mas ele, policial federal, reagiu e foi morto. Como havia visto esse caso na TV antes de ler o e-mail, então o relacionamento foi imediato.

Daí em diante, entre mensagens de conforto e pêsames, teve início uma discussão sobre o papel da maconha no ocorrido.

Embora não tenha lido sobre isso nas notícias, a mensagem enviada deu a entender que estariam sob efeitos da droga, ou que estariam realizando o assalto para poder comprá-la. Daí em diante comentou-se sobre sua influência nos assaltantes, sobre a legalização (ou não), sobre a Holanda e até sobre o seu uso por colegas de profissão.

É sabido que alguns indivíduos que trabalham com criação usam a desculpa de que a maconha relaxa e libera a imaginação, numa espécie de justificativa furada de que os prazos apertados geram muita pressão sobre os criativos, e alguns recorrem ao tapa na pantera pra poder exercer seu ofício.

Protesto pela legalização da maconha
Chegou-se até mesmo a dizer que "nao se pode culpar o objeto do desejo do assaltante pelo roubo. Muita gente que ganha o seu dinheiro honestamente fuma sua maconha, assim como tem um iPod e um tênis bacana."

Mas é quando se chega a esse tipo de sofisma o negócio complica. A partir do momento que se equipara uma droga ilícita a produtos legalizados que pagam impostos e geram empregos formais, como um eletrônico de marca famosa, ou a um calçado, o bagulho virou esculhambação - se me permitem o trocadilho.

Há de se ter uma coisa na cabeça: maconha não é soma, é uma droga não legalizada, tem sim efeitos danosos à saúde, mais que o cigarro, e é porta de entrada para outras drogas. E por mais que o indivíduo ganhe dinheiro honestamente, a partir do momento que ele o usa para comprar uma droga ilícita, a honestidade já ficou de lado.

Se o sujeito planta em casa, para consumo próprio, ele que se entenda com a polícia, mas quando compra de outro, precisa entender que está alimentando um negócio que, embora ilegal, tem por trás de si toda uma cadeia de distribuição.

Por mais eloqüente que eu queira ser, um vídeo servirá muito melhor pra explicar o que quero dizer. E muitos já vão entender só de ver a imagem carregada:



Se você ainda acha que isso é papo furado, é porque sua vida ainda não foi afetada por essa indústria. Aqueles cinqüentinhas que você ganha em meia hora de tabalho e acha que são bem investidos em uma onda, podem muito bem ser aqueles que vão financiar armas e munição para bandidos que assaltarão sua casa.

Faça um favor a você mesmo: leia "Falcão - Meninos do Tráfico" e "Elite da Tropa" e assista "Cidade de Deus" e "Tropa de Elite". Tente acender um baseado depois.

Ou, melhor: experimente dar um tapa para relaxar depois de um seqüestro relâmpago.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

O meu 11 de setembro de 2001

Segundo avião colide contra o World Trade Center
Nas vidas de todos nós sempre existem aqueles momentos que, sejam por razões particulares ou coletivas, vamos nos lembrar com detalhes durante muito tempo ("para sempre" é tempo demais).

Muitas pessoas se lembram exatamente do que estavam fazendo quando viram a queda do Muro de Berlim, quando souberam que Senna havia morrido, ou quando o Brasil ganhou o tetracampeonato, por exemplo. Eu era muito pequeno pra lembrar do primeiro, mas lembro muito bem dos outros dois.

Acredito que muito mais gente, além de mim, se recorda de onde estava quando ficou sabendo dos ataques ao World Trade Center, em 2001. Aquilo era quase surreal. Uma frase que ouvi muito naquele dia dava o tom do acontecimento: "parece um filme". Era o impacto da História não sendo escrita diante dos seus olhos com aquela intensidade das notícias do dia-a-dia, mas sim sendo marcada em brasa de uma só vez.

Há exatos sete anos eu morava em Campos e estava no 3º ano do Ensino Médio. Era uma aula de Química e resolvia - ou, pelo menos, tentava resolver - uma daquelas folhas de exercícios comuns de quem estuda para o vestibular. Foi nesse momento que João, um amigo que não havia ido à aula naquele dia para poder resolver as pendências de alistamento militar, me ligou no celular.

Como havia uma algazarra instaurada por conta da resolução dos exercícios, atendi a ligação, esperando que ele me perguntasse sobre a matéria dada naquele dia. Nem podia imaginar o que ouviria em seguida: os Estados Unidos estavam sendo atacados, ele dizia.

Aquela informação foi chocante: uma guerra estaria começando ali, equanto estávamos em aula? A notícia correu por toda a sala e a causa da algazarra mudou. Daquele momento até o fim da manhã foram horas de especulações e comentários sem embasamento, já que só sabíamos daquilo que meu amigo havia me dito e do que uma professora ouvira no rádio, enquanto vinha de outra escola.

Terminada a aula, eu e alguns amigos partimos para a casa de João, que era bem próxima à escola, para podermos ver o quanto antes as notícias da TV. Naquele momento já dava pra saber que o mundo seria outro.

Fui para a escola em um mundo e saí em outro. Curiosamente, a mudança ocorreu durante uma aula de Química, que tem como uma das máximas que "na Natureza [...] tudo se transforma".

E você, também se lembra desse dia? Conte aí.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Morreu Don LaFontaine, a voz dos trailers

[Tom dramático e pausado]
In a world... Where movies takes thousands of peoples to the cinemas... And the industry make billions of dollars... Lived a man... Whose face was never seen... But his voice... Was always heard...

This fall, the man died... And the myth is born.

[Tom épico e empolgado]
Don LaFontaine was... The trailers voice guy.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Master Blaster

O boxeado russo Valuev com o seu novo treinador, Alexander Zimin
"Este é Blaster! Vinte homens entram, só ele sai!"

domingo, 31 de agosto de 2008

A black hole?! A black hole?!

Esquete do programa de humor inglês "Balls of Steel":


Matéria de telejornal da rede estadunidense Fox:

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

A princesa e o sapo

Carol Castro em uma das fotos do ensaioNesta semana um juiz do Rio proibiu o envio para as bancas de novos exemplares da revista Playboy com a polêmica foto da Carol Castro. Em sua decisão, ele afirma que o uso de elementos religiosos nos ensaios "fere sentimentos dos fiéis".

Hoje, um argumento idêntico foi usado pelo Vaticano para solicitar a remoção de uma escultura de um sapo crucificado - que tem em suas mãos uma caneca e um ovo - de um museu italiano.

No primeiro caso, a reação foi causada, óbvio, pela presença do terço em uma revista do segmento pornográfico. E esse rótulo pesa bastante na hora em que debates moralistas falidos insistem em voltar à tona.

O que muita gente talvez não se dê conta é de que aquelas fotografias produzidas são obras criativas, que envolvem os mais variados processos, desde a iluminação, maquiagem, cenário e enquadramento até a própria interpretação da modelo.

No caso específico, como a própria Carol Casto já disse, sua personagem ali é a Dona Flor, de Jorge Amado, da mesma forma que em seus ensaios, Alessandra Negrini interpretou uma prostituta da Lapa e Marisa Orth, uma pin-up. Não por acaso, todas são atrizes.

Sendo um ensaio fotográfico, essa qualidade já seria por si só suficiente para classificar o material produzido de arte. Se levarmos em conta essa condição de "intérprete de um papel" por parte das modelos, aí sim é que ele não pode deixar de ser tratado dessa maneira.

Claro que o pensamento puritano - que muita gente nem lembra que tem - tende a querer desviar qualquer ligação da nossa imagem mental de arte com o daquela retratação de uma pessoa nua numa revista vendida em qualquer banca de esquina. Mas o próprio conceito de pornografia tende a garantir a manutenção dessae conflito, uma vez que ela é "violação ao pudor, ao recato, à reserva, socialmente exigidos em matéria sexual; indecência, libertinagem, imoralidade", adjetivos que raramento são imediatamente associados a arte, mas nem por isso são dissociados.

E é esse o ponto que defendo nessa questão: o que houve no caso da revista foi a censura a uma produção artística por razões religiosas. Algo inaceitável em um Estado dito laico.

O que me leva de volta ao sapo...

Foto da escultura do sapo crucificado
Sua exposição na Itália está sendo criticada pelo papa com o argumento de que "fere os sentimentos religiosos de muitas pessoas que vêem na cruz o símbolo do amor divino".

Museu é local destinado à exposição de material criado com o intuito de instigar o pensamento, atiçar, provocar, chamar para a discussão, não apenas objetos de valor histórico ou arte perfeitinha de sala de jantar - que também tem seu valor, óbvio.

À sua maneira contestadora (tal qual a pornografia o é para o pudor) e satírica, o artista tenta nos transmitir ali sua interpretação particular sobre determinado assunto e a Igreja, por sua vez, ao classificar a obra de "degradante pedaço de lixo" e ao tentar regular o que pode ou não pode ir para um museu baseado em dogmas e visões de mundo particulares, tenta também cercear o acesso das pessoas a outras formas de ver o mundo, como já fez muito no passado e como fazem hoje países como Irã e China.

Esse é um caso em em que o próprio público prova que não há ofensa alguma na publicação, já que ela está indo para uma nova tiragem, significando que há bastante gente que discorda da necessidade de censurar a foto, ou não haveria tantos comprando. Argumento semelhante ao usado por uma juíza da Nova Zelândia, em outro caso de tentativa de censura, desta vez de um evento de topless motorizado.

Independentemente dessa polêmica da foto ser ou não forjada para promoção da revista, o simples fato de a Justiça ter resolvido intervir no conteúdo criativo de uma revista claramente direcionada ao público maior de idade em prol de um segmento da sociedade que se sentiu ofendido com aquilo já é preocupante.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Alemães jogam Banco Imobiliário em prisão

Mas não eram presidiários, é bom ressaltar.

O jogo ocorreu nas antigas instalações de uma prisão em Frankfurt, agora desativada, e a intenção era bater o recorde do maior número de pessoas jogando Banco Imobiliário simultaneamente - feito que estava sendo disputado com outras 21 cidades!

Jogadores na prisão desativada
O problema é que até agora ainda tem vários deles presos lá porque não conseguiram tirar números iguais nos dados e nem tinham a carta de saída livre da prisão.

Great Scott!!!

Réplica do Capacitor de Fluxo, do filme De volta para o futuro
Vi no ThinkGeek.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Dança do quadrante

Os quadrantes da galáxia, segundo a série Jornada nas Estrelas (Star Trek)
"Aí galera! Tô chegando com a dança do quadrante! Pegue sua nave e vá audaciosamente aonde ninguém jamais esteve. E se violar a Primeira Diretriz vai ser teleportado pra Ceti Alpha V, hein? Vamos juntos!"

Cada um no seu quadrante! (8x)

Eu disse ante-a-ante!
Cada um no seu quadrante!
Ante-a-ante!
Cada um no seu quadrante!

Federação no seu quadrante! (4x)
Klingons no seu quadrante! (4x)
Cardassianos no seu quadrante (4x)

Eu disse ante-a-ante!
Cada um no seu quadrante!
Ante-a-ante!
Cada um no seu quadrante!

Bajorianos no seu quadrante! (4x)
Borgs no seu quadrante! (4x)
Romulanos no seu quadrante! (4x)

Eu disse ante-a-ante!
Cada um no seu quadrante!
Ante-a-ante!
Cada um no seu quadrante!

Teletransporta, teletransporta, teletransporta! Vai, vai! (4x)

Vai, alferes! Vai, alferes! (4x)
É, ele mostrou como é que é!

"Agora nós vamos relembrar alguns capitães, vamos lá!"

Kirk na TOS! (4x)
Picard na TNG! (4x)
Archer em Enterprise! (4x)

Eu disse ante-a-ante!
Cada um no seu quadrante!
Ante-a-ante!
Cada um no seu quadrante!

"Agora prestem atenção. O quadrante do lado é o quadrante inimigo! Alerta vermelho! Postos de combate!"

Phaser no inimigo! (4x)
Atordoar o inimigo! (4x)
Vaporizar o inimigo! (4x)
Torpedos de fóton no inimigo! (4x)

Eu disse ante-a-ante!
Cada um no seu quadrante!
Ante-a-ante!
Cada um no seu quadrante!

Teletransporta, teletransporta, teletransporta! Vai, vai! (4x)

Vai, alferes! Vai, alferes! (4x)
É, ele mostrou como é que é!

Eu disse ante-a-ante!
Cada um no seu quadrante!
Ante-a-ante!
Cada um no seu quadrante!

"Valeu galera! Não esqueçam a Primeira diretriz, hein? Senhor Scott, um para subir."



Se você não é nerd o suficiente para entender isso, acho que ainda tem salvação.

McCoy, Kirk e Spock

Chico Anysio - Bruce Kane



Um dos poucos que dá pra verdadeiramente chamar de gênio.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

'Calcinha' da rainha Vitória é leiloada por R$ 14 mil

Uma peça íntima que pertenceu à rainha Vitória, que governou a Grã-Bretanha durante toda a segunda metade do século 19, foi vendida por 4,5 mil libras (cerca de R$ 14 mil) em um leilão na cidade britânica de Derby.

Que tipo de maluco compra um treco desses?

Cantor Wando acaricia uma das calcinhas de sua coleção
Ah, é... Deixa pra lá...

Vi na BBC.

As fotos dos jogos olímpicos

Saltador russo pula sobre a barra, com logotipo das olimpíadas ao fundo
Mais do que acompanhar o quadro de medalha e os resultados dos vários esportes, nessas olimpíadas eu me empolguei mesmo foi com a cobertura fotográfica do evento.

Imagens de ação, capturas rápidas, momentos precisos, enquadramentos criativos... Todas essas características estão presentes nas galerias de sites que freqüentei nos últimos dias (China 2008, UOL, IG, ESPN, Terra, Yahoo!, Estadão e Globo Esporte).

Para minha surpresa, o Victor Vasques, do Com Limão, nos brinda com a indicação de uma galeria que conta com fotos suficientes para fazer um apanhado geral dessa cobertura. Dependendo da sua conexão, pode demorar um pouco para carregar, por causa da grande quantidade de imagens, mas vale uma conferida.

domingo, 24 de agosto de 2008

sábado, 23 de agosto de 2008

Leve seu economista ao cinema

Professor de economia do filme Curtindo a Vida Adoidado
Abaixo está uma lista de filmes selecionados pelos críticos de cinema do The Wall Street Journal, Financial Times, La Tribune, The Economist, Revista Exame, Valor Econômico e Gazeta Mercantil.

  • Star Wars - Episódio VII: A Vingança dos Agentes Racionais
  • Eu sei o que vocês fizeram em t-1
  • A Externalidade Bourne
  • A Heterocedasticidade Bourne
  • Forrest Friedman; o Contador de Histórias
  • Discriminação de Preços Imediatos do 3º Grau
  • Teoria dos Jogos Mortais
  • Querida Encolhi M1
  • Querida Estiquei o Mark-up
  • De Volta para a SELIC Futura
  • De Volta Para t+1
  • A senha: Correlação Espúria
  • Quem Vai Ficar com o Excedente?
  • O ARMA (3,3,1) da Vinci
  • A Era do Congelamento de Preços
  • A Mão Invisível que Balança o Berço
  • McGyver: Inflação Perigo
  • Como Perder um Patrimônio em 10 Dias
  • O Exterminador do Futuro 3: A depreciação das Máquinas
  • Indiana Jones e o Plano Cruzado
  • Indiana Jones e o Mercado Competitivo Perdido
  • Indiana Jones e o Reino do Termo Aleatório
  • Indiana Jones e o Câmbio Fixo da Perdição
  • Comando Delta-chapéu
  • Estimando Miss Dasy
  • Um Lobisomen Americano em Wall Street
  • Greenspan tem que morrer
  • O Portfólio de Schindler
  • Quero ser George Soros
  • Meia Noite no Jardim dos Bens de Capital
  • Os heterodoxos também amam
  • Onde os endividados não têm vez
  • A Morte se torna Free Rider
  • Disque 'A' para Amortizar
  • O Último dos Keynesianos
  • Hide quoted text
  • Verossimilhança máxima
  • Doleiros: Era uma vez o Eurodólar
  • Se meu Stata falasse
  • O Trader à prova de balas
  • O resgate da poupança de Ryan
  • 007 - O Mainstream nunca morre
  • 007 - O PIB não é o bastante
  • À espera de um Estado Estacionário
  • Eu, eu mesmo e a LTN
  • O povo contra Adam Smith
  • A casa da Moeda do Lago
  • Austin Powers e o homem do padrão ouro
  • Sexo, amor e correlação
  • Meu tio matou um agente racional
  • S.W.A.P.
  • Atrás das Linhas Orçamentárias Inimigas"
  • Os 13 dias que abalaram a Bolsa
  • A Soma de Todos os PIB's
  • O homem que sonegava
  • Loucademia de econometria
  • Corra que a receita vem aí
  • O dia depois do Investment grade
  • Agente racional 86
  • E o Fisco levou...
  • COFINS dos tempos
  • Erros de Especificação em Columbine
  • Cara, cadê minha cesta de bens?
  • Miss autarquia
  • Nova York Sudsidiada
  • Apertem os cintos, a estabilidade de preços sumiu
  • Desejo de maximizar
  • Os economistas devem estar loucos
  • SOS; Tem um louco solto no Mercado
  • SWAP-me se for capaz
  • A Bolsa em Alerta
  • Caçada ao beta-chapéu Vermelho
  • A lenda da tesouraria perdida
  • 4 concordatas e 1 falência
  • O doleiro fiel
  • Ninguém segura esse IGPM
  • Casseta & Planeta - Seus recursos escassos acabaram
  • O Senhor dos Anéis: A sociedade anônima de capital aberto
  • Priscila, a CEO do deserto
  • Bem de capital mortífero
  • A última aplicação de Cristo
  • O silencio dos inadimplentes
  • Impacto fiscal profundo
  • Limite da IS Vertical
  • Risco de Default Total
  • Viesados e furiosos
  • Velocidade de circulação máxima
  • A conta fantasma da opera
  • A fuga de capitais das galinhas
  • Noiva em fuga de capitais
  • Desventuras em séries temporais
  • O efeito fixo borboleta
  • Curtindo a vida alavancado
  • 11 homens e uma informação privilegiada
  • A sociedade dos utilitaristas mortos
  • Uma autoridade monetária no jardim de infância
  • Modelagem com lobos
  • Lendas da Privatização
  • 9 quadrissemanas e meia de amor
  • A recessão nos tempos do cólera
  • A caixa de edgeworth das Loucas
  • Batman, o retorno de escala
  • O Economista-chefe dos Mares
  • O Feedback dos Mortos Vivo
Aproveito para contribuir com mais alguns títulos:
  • Desejo de economizar
  • Tragam-me a cabeça de Karl Marx
  • 8 ½ %
  • Quanto mais rende melhor
  • A um passo da contabilidade
  • Crediários de motocicleta
  • Quero ser George Soros
  • Um dia de pregão
  • Comando para comprar
  • Louca especulação
  • Mercado em fúria
  • O dia em que a bolsa quebrou
  • O franco investidor
  • Sob o domínio do Banco Mundial
  • Um dia o blue chip cai
  • Assassinato em Fort Knox
  • O fabuloso microcrédito de Amèlie Poulain
  • Prejuízo eterno de um investimento sem retorno
  • O segredo do neoliberalismo
  • Zona de fisco
  • Balanço fechado
  • Três operadores em conflito
  • O massacre do home broker
  • Caçadores de inflação
  • Meu oligopólio será tua herança
  • O livro caixa de Bridget Jones
  • Batman, o doleiro das trevas
Fale com o seu operador e garanta logo umas debêntures na sua locadora!

Vi no Objeto Abjeto e, como disse, fiz umas contribuições.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

A tatuagem elfo-nipônica de Agüero

Estava olhando umas fotos das Olimpíadas, quando me deparei com essa do jogador argentino Agüero, que me chamou a atenção.

Messi cumprimenta Agüero
O cara tem uma escrita em Tengwar (o alfabeto élfico criado por Tolkien) tatuada no braço.

E o que está escrito? Como ele mesmo explica - e você pode ficar à vontade para confirmar - é "Kun Agüero" - esse "Kun", pelo que li, é um apelido originário de um personagem dos animes que o jogador assistia .

Imagino que para muita gente, ter um apelido de origem nipônica tatuado e élfico no braço já seria suficiente para classificar alguém de nerd.

Mark Bridge, o Goro australiano

O jogador leva as mãos ao rosto e à cabeça
Pra fazer companhia ao Stijnen, o Scorpion belga.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Sem cordinhas

Tyson Gay deixa o bastão cair durante revezamento 4x100
E isso lá é hora de mostrar que sabe fazer mágica?

CEP não atendido?! WTF?!

Existem certas barreiras à boa navegação em sites que, por mais que a gente pare pra tentar arranjar uma desculpa, não dá pra entender como o sujeito responsável por aquilo conseguiu criar dificuldades para o usuário.

Estava eu aqui com muita fome, quando resolvo entar no site de um desses serviços de delivery pra pedir um lanche. Pra entender a situação, basta ter em mente que são raros os casos em que a pessoa que entra no site com esse objetivo já não esteja com muita fome. Não conheço ninguém que planeja pedir um sanduíche ou uma pizza neste instante porque sabe que daqui a meia-hora estará com fome.

Como nunca havia pedido no trabalho, preciso cadastrar um novo endereço. O sistema pede o meu CEP para saber se estou na área de cobertura. "Mera formalidade." - penso sozinho - "A lanchonete fica nessa mesma rua, só que mais lá pra baixo..."

Ledo engano. Informo o CEP e sou açoitado com a informação de que não estou na área atendida pelo serviço de entrega. Mas, caspita!, se a lanchonete é nessa mesma rua, há uns 800m, como posso ser excluído? Várias tentativas depois, apelei pro método arcaico: liguei pro "call center".

Me vem aquela voz com o rosário numérico: "Aperte 1 pra isso", "2 pr'aquilo" e "5 para fazer o pedido". O cinco devia ser o equivalente aos cinco segundos de silêncio total no fone. "Será que caiu?", penso antes de receber as boas vindas do atendente do call center.

Depois de perguntar o meu nome com uma jovialidade invejável a qualquer colega de profissão - o que deve fazer dele o orgulho do chefe -, qual é a primeira coisa no roteiro do treinamento dele que deve me perguntar? Isso mesmo: meu CEP, "para saber se meu endereço é atendido."

Número fornecido, ele começa a falar com aquele mesmo tom de felicidade, que vai sumindo aos poucos, quando o sistema dele repete a informação que obtive no site. Quando argumento que estou na mesma rua que a loja ele resolve fazer uma consulta por logradouro - que não está disponível on-line sabe-se lá porque razão - e muda o discurso: ao que parece, agora o meu endereço é sim atendido por eles.

Mas se o CEP, o cerne do problema, não era aceito - e eu tenho certeza de que forneci o número correto -, porque raios o logradouro era? O problema é que o número que forneci é terminado em 012 - que identifica o lado par da rua - e o sistema deles só aceitava o final 011 - que é o do lado ímpar.

Agora pare e imagine as conseqüências desse tipo de - eufemizemos... - "deslize".

Sim! A equipe responsável pelo site de delivery lá da rede de lanchonetes excluiu todo o lado par da principal avenida da cidade do sistema! E não adianta colocar a culpa no estagiário, porque essa não cola mais!

Depois de ver um post no blog do Caparica e ficar tentando lembrar de uma história de TI pra contar, acabei vendo - com um pouco de pilha dele - que essa foi praticamente feita sob encomenda para postar um enorme WTF?! Essa merece uma carimbada.

Ah! E não adianta que eu não vou dizer qual foi o restaurante. Agora, tchau! Vou comer minhas esfihas...

Stijnen, o Scorpion belga

O goleiro Stijnen acerta uma voadora no peito do atacante Podolski
Ontem, no amistoso (?!) entre Bélgica e Alemanha o atacante Podolski teve a costela quebrada pelo goleiro belga Stijnen.

Mais um exemplo do estrago que o uso do Losango Aberto Invertido pode causar.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Aniversário de Madonna

Foto da cantora
50 anos, é?

Mr. Blue: How many dicks is that?
Mr. White: A lot.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Carol Castro e o terço

Carol Castro em foto da Playboy
Fiquei sabendo que alguns católicos ficaram ofendidos com uma das fotos do ensaio da Carol Castro na Playboy, na qual ela estaria segurando um terço.

Confesso que não entendi a polêmica, porque depois de olhar atentamente todas as fotos, ainda não achei o tal terço em nenhuma delas.

Aliás, só mesmo sendo padre pra conseguir achar um terço naquelas imagens, quando se tem coisa muito melhor pra observar atentamente.

Mas, peraê! Padre lê/vê Playboy?

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Sonic 2000



"Uau! Eu consegui ouvir a agulha caindo no outro lado da sala!"

Um clássico do (011) 1406.

Saco de dormir da Lacoste


Estão dizendo por aí que esse novo saco de dormir da Lacoste foi um grande sucesso na última São Paulo Fashion Week.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Epifania

O homem se senta em sua cadeira. Apóia os cotovelos na mesa e leva a cabeça às mãos, que começam a esfregar os olhos e a face. O cansaço é visível para os outros. A frustração, talvez ainda não.

Há horas em frente à tela do computador, pensando, tentando achar uma solução para o problema, um quebra-cabeça cujas peças estão ali, aformes, aguardando que ele descubra uma maneira de encaixá-las. E é exatamente isso que está lhe causando essa fadiga mental.

Depois de muito esfregar os malares, apóia os olhos nas barrigas das mãos, a testa nas palmas e enfia as pontas dos dedos entre os cabelos negros, massageando a fronte e buscando se distanciar um pouco do problema, concentrando-se apenas nesse ato relaxante.

Aos poucos a vista passa do um cinza avermelhado das pálpebras fechadas a um negro total; o ruído do trânsito dois andares abaixo vai ficando cada vez mais distante e a celeuma do resto do escritório vai se dissipando, até não haver mais som algum.

E ele permanece ali, naquele limbo desprovido de luz, som ou qualquer outro estímulo externo que possa perturbar sua situação: uma caixa fechada no espaço, contendo um indivíduo concentrado apenas no movimento das pontas dos dedos e em sua respiração.

Aos poucos todos aqueles problemas, prazos, pressões, idéias, referências e outros elementos que ele traz consigo para o exercício da profissão, tudo aquilo que o caótico e solitário brainstorm agitou e misturou vão, enfim, se decantando em seu cérebro, cada qual em sua camada, começando um processo de separação e classificação tão rápido que o homem nem consegue perceber.

É como se as peças daquele quebra-cabeça etéreo fossem tomando forma, se separando, girando e buscando se encaixar; como se uma luz surgisse em um orifício naquela caixa e o conduzisse para fora, desencaixotando-o e revelando-lhe o universo de combinações que levariam à conclusão do quebra-cabeça. Enfim, era alvo de uma epifania!

Um furor criativo toma conta de seu cérebro, que parece ter despertado de um torpor diretamente para a regência da Nona Sinfonia de Beethoven a convite de um desfibrilador, paralelo a um sentimento de serendipidade e iluminação, que toma conta de sua consciência e que, juntos, começam a dar contornos às peças que vão se juntando e formando um solução para aquele enigma.

E quando se prepara para aplicar os últimos detalhes em sua panacéia criativa, as peças evaporam da sua mente e um vórtice o suga de volta para aquela mesma mesa onde começara sua jornada. Ergue a cabeça, abre os olhos, mas não consegue entender o que vê, pois a vista está embaçada.

De súbito toma consciência de que fora desperdado por um colega que, vendo o homem naquela situação, não hesitou em lhe aplicar um pescotapa e ainda dizer: "Ô, seu publicitário, acorda aí! Qual é? Se continuar dormindo no meio do serviço essa campanha não vai sair nunca! Pára de enrolar e vai trabalhar!"

Do alto de sua nova frustração de ter visto a solução lhe escorrer por entre os dedos, que é maior do que todos os egos de seus colegas de profissão multiplicados, ele não hesita em vociferar: "Filho da puta!"

quinta-feira, 26 de junho de 2008

AC/DC - T.N.T.



Com pé semi-novo e sem processador no PC de casa, cá tô eu de novo! E vamo que vamo!

sexta-feira, 9 de maio de 2008

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Rachel Weisz

Foto da atriz Rachel WeiszMuito linda!

Me deparei com essa foto em uma entrevista da revista Época e não resisti a postá-la aqui.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

A velha a fiar



Outro dia estava lembrando dessa música, que costumava passar em um quadro do programa Rá-Tim-Bum, da TV Cultura, e do curta-metragem do cineasta Humberto Mauro, que havia visto em outro programa da mesma emissora, também há muito tempo.

"A velha a fiar" (1964) ilustra a cançao popular de mesmo nome - tida como do gênero "irritante" pela Desciclopédia -, executada pelo Trio Irakitan, sendo considerado o primeiro videoclipe brasileiro e um dos primeiros do mundo.

Curiosidade: a velha do curta é, na verdade, interpretada por um ator: Mateus Colaço. Mas repare nos ótimos trejeitos que ele garante à personagem.

domingo, 20 de abril de 2008

Começando o feriadão com o pé esquerdo

De uma coisa não podemos duvidar: acidentes acontecem quando menos se espera - principalmente se esse "quando" for meio-dia de um sábado de feriadão.

Não adianta, por mais que você saiba que algo pode acontecer a qualquer segundo, você nunca está pensando nisso e é impossível saber que uma simples ida à varanda, dar uma conferida na churrasqueira vai lhe trazer um escorregão e uma sonora seqüência de "crecs".

E aqui estou eu, com o pé esquerdo quebrado esperando o feriado passar para poder ver - com o perdão do trocadilho - em que pé fica minha situação.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Tresling: queda de braço + tetris



Esse novo esporte foi criado pelo designer americano Tom Gerhardt. Mais informações no site oficial.

Dica: criando e verificando senhas fortes

A convivência diária com senhas em todos os lugares está em uma situação tão intensa, que muitas pessoas acabam sentido dificuldade em criar senhas fortes e respeitar as clássicas e úteis dicas (não usar número de documentos, telefones, placas de carro, atualizar com freqüência, etc).

Para quem desejar uma mãozinha, aqui vão duas sugestões de mecanismos que geram as senhas automaticamente:

  • Secure Password Generator, da PC Tools - gera senhas aleatórias, baseadas em critérios optativos (números, caixa alta e baixa, alfabeto fonético e mais alguns).

  • Password Bird - gera senhas usando informações que fornecidas pelo usuário (duas palavras e uma data).

Depois disso, se quiser verificar a força das senhas geradas, submeta-as ao Password Meter e obtenha dicas sobre os pontos fortes e fracos delas.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

terça-feira, 15 de abril de 2008

Celular expulso das salas de aula

Alunas cochichando em sala de aula
Esta semana o governador Sérgio Cabral sancionou uma lei estadual, de autoria do deputado João Pedro Figueira, que, segundo o próprio, "é para impedir que o telefone seja utilizado em sala de aula, durante o horário escolar, e visa garantir que o aluno fique 100% atento a aula. Escola é lugar para estudar".

A minha primeira reação a essa história foi pensar se o Rio de Janeiro, um Estado com tão poucos problemas, realmente precisa legislar sobre isso, mas, ei!, estamos falando de educação! Pensem nas criancinhas!!!

Lendo depoimentos de educadores sobre a lei, com maioria dizendo não concordar com a existência do problema, me deparo com as palavras de uma diretora de escola, afirmando que “o uso realmente atrapalha. Essa evolução da sociedade é um problema. O celular, hoje em dia, faz parte do corpo dos alunos, que não conseguem mais ficar sem."

Depois disso, pensei mais ainda e não entendi porque essa evolução seria um problema pra uma pessoa que tem como profissão educar os futuros protagonistas dessa sociedade, que farão uso dos seus avanços e até mesmo gerarão novos. E aí as sinapses resolvem trabalhar e me lembro que recentemente o TSE restringiu o uso de internet na campanha eleitoral, afirmando estar prezando pela igualdade de condições para os candidatos, demostrando total desconhecimento da realidade do meio.

A princípio podem não parecer situações ligadas, mas ambas recaem naquela história de que tememos aquilo que não conhecemos e, opa!, não é que medo pode ser uma boa explicação pra isso? Medo de estar ficando para trás, de se sentir ultrapassado, de não ser mais o detentor do conhecimento e não ser capaz de acompanhar e entender aquilo que os seus alunos ou cidadãos estão fazendo, de tentar compreender que novos comportamentos são aqueles que surgem com as tecnologias e que novas formas de se organizar em sociedade elas trazem e, consequentemente, que novas formas de se regulamentação sem castração elas exigem.

Quando o assunto são as novas tecnologias, as leis e regulamentações que limitam, restringem ou proíbem são o caminho mais rápido e fácil para a afirmação de que há sim legislação para aquilo, embora os danos dessa atitude provavelmente só serão vistos mais à frente.

Ao invés disso, não seria melhor descer do pedestal - ou do tablado - e procurar entender o que está acontecendo?

Aluna utilizando o celular escondida em sala de aula
As relações educativas não são mais de sentido único, com conhecimento escorrendo pirâmide abaixo, dos poucos que sabem mais, para a massa que sabe menos. As coisas ficaram diferentes, mais interessantes e dinâmicas. As próprias palavras do educador Paulo Freire podem ser usadas nesse contexto, quando afirma que "ninguém educa ninguém, ninguém se educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo."

Eu fui, durante muitos anos, aluno e funcionário de escolas salesianas. Lá existe um método educativo idealizado pelo fundador da congregação, Dom Bosco, que, apesar das questões religiosas das quais discordo, merece meu respeito por já ter vivido e comprovado a eficácia desse sistema em ação.

Para ele, os educadores precisam estar "sensíveis às necessidades dos tempos e lugares" e devem estar a serviço dos jovens, não dominando-os, o que contrasta com a realidade observada por Freire, quando este afirma que "o autoritarismo é uma das características centrais da educação no Brasil, do primeiro grau à universidade."

Para nossa felicidade há ainda aqueles educadores que nos dão uma ponta de esperança quando afirmam coisas como: “Acho que para proibir o celular na escola tem que proibir no teatro, no cinema, no carro, dentro do avião e demais lugares. O papel do professor é educar e quando a gente proíbe o uso de celular em sala de aula a gente está educando o aluno a não usar o aparelho em outros lugares. Não precisa de lei nenhuma proibindo nada. Vou fazer o quê? Prender o aluno? O aluno já sabe que não pode. Tem tantas leis mais importantes. Por que não faz uma lei para dar mais verbas para o ensino publico?”

Pois é... Porque não?

As tecnologias não devem ser expulsas dos ambientes educativos. Pelo contrário, devem ser convidadas a entrar pela porta da frente, fazer parte do processo ensino-aprendizagem como mais um mecanismo que o facilite, ferramenta dos educadores e de socialização entre os alunos.

Acha isso muito viajante ou utópico? Eu não.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Piada técnica interna da semana

- Mas pra quê esse label tão grande, vovó?
- É pra te rotular melhor...


;)

quarta-feira, 26 de março de 2008

Smoke on the Water - Versão japonesa



Recebi pela Resposta42.

Vá e venda, digo, vença!

"Who are you?"
"The new number two."
"Who is number one?"
"You are number six."
"I am not a number, I am a free man."
"HAHAHAHAHA!!!"
- "The Prisioner"


Não é de hoje que as empresas buscam formas cada vez mais inusitadas de motivar seus funcionários a produzir cada vez mais. Dinâmicas de grupo, shows de mágica, hipnose, técnicas de judô, acampamentos e até Sun Tzu adaptados ao mundo corporativo já existe. Só que a bola da vez é usar as filosofias do BOPE nas empresas.

Na Revista da Folha deste domingo saiu uma excelente reportagem sobre essas palestras que são mais um subproduto que veio no vácuo do filme "Tropa de Elite".

Segundo a matéria "Caveira Motivacional", de Maeli Prado, as terminologias e expressões do batalhão são transpostas para os treinamentos, onde pode-se ouvir o palestrante falando "e quem não está satisfeito..." e a platéia respondendo "pede pra sair!".

O ex-capitão do BOPE e palestrante afirma que "o conceito de superação de limites e de encarar as adversidades com naturalidade pode ser aplicado à iniciativa privada."


Até aí, vá lá. Em um nível de analogia, muita coisa acaba passando sem questionamentos, inclusive essa história de equiparar o cotidiano de uma unidade militar ao de uma empresa. Um executivo até diz que "Ele [o palestrante] é alguém que fala de liderança, de trabalho em equipe, e fala do batalhão de uma forma alegórica. Buscamos, o tempo todo, que não haja uma associação muito direta com o filme."

O problema é quando os clientes que contratam as palestras já se empolgam a ponto de dizer que elas servem para "fazemos uma auto-reflexão, buscando as características do 'caveira' dentro da gente." Ou seja, depois de buscar a mulher interior, o animal interior e o líder interior, agora a gente tem que procurar o caveira interior! Será que uma radiologia serve?

Mas não pára por aí. O nível vai a tal ponto que um diretor comercial chega a afirmar que "na empresa, a gente agora só se chama por número". Aí a luz vermelha acendeu.

Quem leu o livro ou assistiu ao filme sabe que a analogia entre a realidade do BOPE e a das corporações é algo que exige muitas ressalvas.

O treinamento militar é tão desumanizador que os indivíduos acabam não sendo mais identificados por seus nomes, mas por números. Um processo de coisificação que visa forjar homens de guerra que vão cumprir uma missão dispostos até mesmo a morrer no processo.


Usar algo assim em uma empresa, passando a chamar os funcionários por números, é ir de vez em direção a um cenário de filme distópico ("Brazil", talvez?). Uma realidade em que o tal Capitalismo Selvagem seja o predominante.

Longe de mim fazer aqui um discurso de esquerda contra o Capitalismo, mas da mesma forma que o mundo está despertando para o problema ambiental agravado pela insaciável sede de lucros dos atores deste sistema econômico, ele precisa também despertar para o problema da desumanização dos indivíduos inseridos no processo. Ou seja, o mercado precisa encontrar formas de gerar riquezas sem provocar tantos danos colaterais ao planeta e seus habitantes quanto for possível.

Exigir que a empresa lucre 20% a mais este ano do que no anterior, demitindo 30% do pessoal pra segurar despesas é uma coisa. Oferecer benefícios que estimulem os funcionários a buscar produzir cada vez mais e melhor, aumentando o lucro da empresa é outra coisa.

As corporações precisam parar de tentar robotizar seus funcionários e promover a humanização do trabalho, suas dinâmicas e relações, porque é isso que traz o aumento da produtividade, criatividade, sinergia e outros fatores benéficos para ambos os lados.

Quer melhor forma de motivar seus funcionários do que lhes permitir desfrutar de uma boa qualidade de vida? Ainda mais se o fator financeiro também for levado em conta. Sim, porque dinheiro é bom e todo mundo gosta.

Apesar disso tudo, a melhor forma de motivar qualquer indivíduo ainda é fazê-lo acreditar naquilo que ele deve fazer como sendo uma "causa" - algo que transcenda o papo de "vestir a camisa" tão comum nesses tipos de palestras.

Vide o famoso discurso de "Coração Valente" ou mesmo o nível de propagação que os Evangelhos alcançaram., ao custo de martírios - hoje "recompensados" com títulos de santos. Tudo porque os atores envolvidos lutavam por uma causa em que acreditavam com suas vidas.

Mas essa já é uma outra história...