quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Rapsódia nada convencional

Ultimamente tenho me divertido mais do que o comum com os vídeos do YouTube. Vi tanta coisa nessas últimas semanas que até esqueci de algumas que tinha separado para postar - como essa daqui, por exemplo.

O lance é simples, mas curioso: o cara toca "Bohemian Rhapsody", o clássico absoluto do Queen, apenas com as mãos.



Fico impressionado com as músicas que esse sujeito escolhe.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Contagem regressiva com cenas de filmes

Volta e meia aparecem uns malucos com idéias bastante curiosas e que demandam grande mão-de-obra para serem executadas e sem certeza de que serão concluídas.

Algumas são realmente coisa de lunático, enquanto outras... Bem... São coisa de excêntricos.

No caso do vídeo abaixo, chamado "100 Movies, 100 Quotes, 100 Numbers", cuja idéia é contar de 100 a 1 com 100 frases de 100 filmes diferentes, prefiro acreditar que é trabalho de um sujeito do segundo grupo.

Pra entender melhor o lance é o seguinte: o cinéfilo catou frases em todos esses filmes em que o personagem diz um número e editou tudo em ordem decrescente!

Um trabalho hercúleo, sem dúvida, mas com um resultado bem legal que você pode conferir agora:



Agora, se, assim como eu, você for lunático o suficiente para assistir o vídeo todo, gostar e ainda querer saber quais são os filmes, dê uma olhada na lista.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Sobre blogueiros e macacos

Bloguem, macacos, bloguem!



Próximo, por favor...

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Encontro com a voz dos trailers

Mistério maior do que a identidade do porta-voz do homem do baú é a da identidade do narrador dos trailers de filmes norte-americanos.

Pois essa onipresente entidade vocal que julgava ser uma manifestação ectoplasmática é de carne e osso. Seu nome é Don LaFontaine e ele tem mais de quarenta anos e mais de 5.000 trailers e comerciais no currículo.

É tanto tempo e tantas obras, que é virtualmente impossível se lembrar imediatamente de uma sem sua presença, já esperada depois da tela verde que indica a classificação etária livre para a amostra.

O sujeito está tão incrustado no consciente coletivo que quando alguém quer fazer uma paródia de trailer de filme imediatamente imposta a voz para ficar parecida com a dele.

E se você acha que ele faz aquela voz apenas para o trabalho, o comediante Pablo Francisco relatou em seu show stand-up como foi seu encontro com essa figura folclórica:




Atualização: Don LaFontaine faleceu no dia 01/09/2008.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Rainha do tráfico


Como não vi nada por aí, pergunto: sou só eu ou mais alguém achou o traficante colombiano Juan Carlos Ramírez Abadía parecido com o Freddie Mercury?

Filme sobre jogo de tabuleiro?


Esses dias fiquei sabendo que tem rolando por aí a idéia de adaptar para as telonas o famoso jogo de tabuleiro Banco Imobiliário (ou Monopoly, em inglês) e que o projeto pode parar na mão de Ridley Scott.

Lembra que fizeram isso com Detetive?

Confesso que tenho medo de que comece uma onda de adaptação de jogos e brinquedos para o cinema, já que em Hollywood são todos no esquema Maria vai com as outras.

Desta forma, adiantando-se à catástrofe (ou "adiantando a catástrofe", se preferir) eu e a galera do pôquer resolvemos tentar lembrar dos filmes que já foram feitos sobre jogos e brinquedos e listá-los. O resultado segue abaixo:

  • Jogo da memória - "Amnésia"
  • Jogo da Vida - "Jogos Mortais"
  • Pega-Peixe - "Tubarão"
  • Pula pirata - "Piaratas do Caribe"
  • Lu Patinadora - "Rollerballs, os gladiadores do futuro"
  • Resta um - "Highlander"
  • Xadrez - "Senhor dos Anéis - As duas torres"
  • Hotwheels - "Velozes e Furiosos"
  • Damas - "A Dama de vermelho"
  • Roleta - "Cassino"
  • Genius - "Contatos Imediatos do Terceiro Grau"
  • Aquaplay - "Do fundo do mar"
  • Cubo mágico - "Cubo"
  • Flufy - "Criaturas"
  • Fofão - "King Kong"
  • Lango Lango - "Rocky"
  • Galinha Azul do Caldo Maggi - "Fuga das galinhas"
  • Futuro Engenhheiro - Série de TV: "Megaconstruções" ou "Megadesastres"
E...

  • Gamão - "Minority Report", porque Tom Cruise fica usando o computador gamão ;)
Não lembra do filme ou do brinquedo? Google neles!

O aniversário de Deus


Hoje é aniversário de Deus.

Não entendeu? Regras do Power Metal II - Nº 42.

E se você ainda não o conhece, dê uma lida nos fatos sobre ele.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Maldito, mas bem escrito


Quinze para as cinco da manhã de quinta-feira.

Fechei o livro e coloquei-o no braço do sofá ao lado e fiquei alguns minutos parado. Só então me levantei para saber que este era o horário em que terminava de ler "O Cemitério", de Stephen King.

Ainda não havia lido nada do escritor, mas, como muitos, já conhecia algumas das adaptações de suas obras para o cinema - mas não a desse livro! - e, como poucos, da sua influência nas músicas das bandas Blind Guardian e Demons & Wizards.

E foi mais como uma curiosidade literárias que, no fim do ano passado, resolvi comprar um livro dele para ler. Queria "O Iluminado", por causa do filme - que acho fantástico! -, mas, pela sua falta no estoque, me contentei em levar "O Cemitério" mesmo.

Joguei-o na estante e só voltei a pegá-lo depois das férias, quando noite após noite ia lendo a trama sem criar grandes expectativas, não conseguindo até então entender porque o autor arrastava tanto a história. Isso me decepcionou a ponto de deixar o livro de lado durante alguns meses em prol de outros títulos.

Porém, num desses impulsos de concluir algo inacabado, peguei-o na semana passada para continuar da página em que havia parado, marcada desde então pela orelha da capa - o que fez com que ela e as as adjacentes ficassem enrugadas e se destacassem quando olhamos o livro por cima.

Comecei a relê-lo e página após página começou a me incomodar o fato de sua numeração aumentar, mas "nada" acontecer.

Até que uma frase - que agora acho fantasticamente colocada - me fez renovar a vontade de prosseguir e ver quando o autor iria finalmente parar de procrastinar o clímax - e como ele se daria.

Nesse ponto a história entra em uma espiral de eventos da qual o leitor começa a fazer parte, ficando difícil até mesmo largar o livro. É preciso saber como aquilo vai terminar, o que vai acontecer, como vai acontecer - se for acontecer!

Isso que estou falando é de fato algo comum no processo de leitura e eu mesmo já me senti assim por outros livros. Mas nenhum deles - nem os de Poe - conseguiu misturar o fascínio comum à leitura de um bom livro à angústia e terror que só se iguala aos que senti quando pequeno, assistindo filmes de terror sozinho nas madrugadas.

Mas dessa vez não havia imagens perturbadoras, sons assustadores, ambiente iluminação lúgubre como nos filmes. Só palavras. E a imaginação.

King descreve os eventos de uma forma bastante curiosa, muitas vezes oferecendo uma pequena amostra do que vem por aí, fazendo com que você leia mais algumas páginas para obter o restante.

E acho que foi justamente por causa disso que fiquei mesmerizado pela obra. Esse jeitão meio behaviorista de recompensar o leitor, por assim dizer.

O fato é que fiquei vidrado e decidi terminar de ler nessa madrugada mesmo, mas não esperava que a tensão e a descarga de adrenalina gerada fosse tanta a ponto de sentir o estômago e os tendões.

Estou impressionado com isso e, olhando aquelas páginas enrugadas, fico pensando por que peguei esse livro de novo.

Se bem que... Lembrando das palavras do velho Jud Crandall: "O lugar tem poder..."

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Semeando a discórdia


O Dahmer, pai dos Malvados, é mesmo uma figura.

O sujeito resolveu criar um mapa da tal blogosfera brasileira. Isso mesmo: aquela, que mais parece serrado em época de estiagem, onde qualquer faísca cria um incêndio.

Essa é uma daquelas diabruras que, depois de concluídas, basta se recostar na cadeira e assistir o show dos que ficaram de fora, dos que não gostaram da vizinhança e dos demais que estão fazendo a festa (dele) nos comentários do post.

A pergunta agora é quando vamos poder jogar War nisso daí? Algum flasheiro - ou Flash Interactive Designer, como apareceu na ArqHP esses dias - se habilita?

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Não baixe essa música

Só mesmo uma música do Weird Al Yankovic para nos trazer o peso da culpa pelos downloads de mp3.

Veja o clipe, leia a letra, compre os CDs e arrependa-se enquanto ainda há tempo:



Assim como fiz no post anterior, recomendo uma lida no post sobre o modelo de negócios da indústria fonográfica.

Vi no Filmes do Chico.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

A rainha e o bambu

Nesta semana pude assistir ao filme "A Rainha", que tem sido bastante comentado por aí, não só pelo tema polêmico, quanto pela aplaudidíssima atuação da atriz Helen Mirren, que interpreta a personagem do título.

Análises de roteiro e atuações à parte, o filme me chamou a atenção por um aspecto que – acredito – pode torná-lo mais um daqueles vistos na faculdade a fim de ilustrar um assunto ou levantar questões. Neste caso, o do conservadorismo na administração.

Quantos artigos, livros ou palestras não foram feitas sobre a necessidade de as administrações se manterem contextualizadas? Isto é, sintonizada com os tempos e os lugares em que ela e – principalmente – seus clientes ocupam.

Ora, o que vemos nessa obra é justamente uma batalha no âmago de uma instituição que precisa decidir pela manutenção de um tradicionalismo que dá sinais de cansaço ou pela quebra de paradigmas e adoção de uma nova postura.

Como não poderia deixar de ser em uma situação que chega a esse ponto, a questão não é nada simples e até mesmo sem precedentes, uma vez que a família real precisa lidar com a morte de uma princesa divorciada do herdeiro do trono e mãe de seus filhos, porém não mais considerada uma alteza real, mas que ainda detém enorme carisma do público – atributo do qual a Coroa já vinha carecendo há algum tempo.

Há durante praticamente toda a película o embate entre duas forças pela influência nas decisões da soberana: a postura conservadora e arraigada no tradicionalismo – personalizada nos diálogos e atitudes do Príncipe Phillip –, que predomina no início, mas que depois dá lugar a uma inevitável flexibilização – incentivada pelo recém-eleito primeiro ministro Tony Blair.

Fica claro que é isso ou um caminho sem volta para o fim da monarquia.

E é justamente neste ponto de cessão que pode-se perceber a suserana vendo a situação de seu reinado como uma velha instituição que não acompanhou os tempos e se encontrou diante de uma nova opinião pública, que não cobrava dela uma postura fria e reservada, mas sim um compadecimento daquela situação.

A resposta a essa cobrança vem de forma eficaz na descida do carro em frente ao palácio e do contato com o povo – algo que não ocorria talvez desde o fim da Guerra – e com o pronunciamento televisivo.

Enfim, uma resposta adequada àquela situação e suficiente para satisfazer o clamor popular.

É curioso pensar na situação que rainha viveu como uma situação que volta e meia vê-se por aí nas empresas: uma administração conservadora e abarrotada de paradigmas se vê diante de uma situação inesperada que pode levá-la ao declínio e que demanda uma nova postura, a fim de adaptá-la a uma nova realidade e torná-la capaz de responder às necessidades do cliente.

Se quiser um exemplo, basta relembrar da indústria fonográfica e do download de músicas – relação sobre a qual eu já fiz um post aqui antes.

Agora, se da mesma forma que Sílvio Santos você estiver se perguntando sobre o bambu do título do post, bem... Ele vem de uma historinha chinesa que diz que esta planta, mesmo em face do vento mais poderoso, se enverga e deixa a força passar, enquanto as pomposas árvores milenares, com raízes profundas, tombam pesadamente.

Ou, como diria o velho caipira: "nóis enverga mas não quebra".