domingo, 18 de março de 2007

Aqui não é Genebra

A essa altura você já deve estar sabendo que o Capitão América morreu. Se não sabe, dê uma olhada no post do Caparica sobre o assunto.

Só quero destacar que quem mata o bom velhinho é um sniper, e não um super-vilão.

Isso me lembrou das discussões durante as partidas de Day of Defeat, em que os alvos dos snipers - classe com a qual eu preferencialmente jogo - dizem que tal arma é apelação ou covardia. Os mais exaltados xingam a progenitora do atirador e mandam pegar "uma arma de homem e ir pra frente".

Claro que esse tipo de jogador é aquele imaturo iniciante, que não entende um conceito simples: na guerra não há regras.

Não defendo a idéia, mas esta é a realidade que transparece nos conflitos e que permeia para games do estilo.

"Aqui não é Genebra!", disse o Coronel Werner Visser em "A Guerra de Hart", após executar sumariamente um prisioneiro.

No documentário "Sob a Névoa da Guerra: Onze Lições da Vida de Robert S. McNamara", o ex-secretário de defesa dos EUA, que lutou na Segunda Guerra Mundial, faz uma das afirmações mais impactantes sobre a vitória neste conflito:

A guerra com o Japão foi brutal... Com pilotos kamikazes, suicidas, algo incrível.

O que podemos criticar é que a raça humana antes dessa data e até agora não abordou o problema do que chamarei de "As regras da guerra".

Havia uma regra que dizia que não se deve bombardear, matar 100.000 civis em uma noite?

LeMay disse: "Se tivéssemos perdido seríamos julgados como criminosos de guerra". Ele estava certo.

(...)

LeMay reconheceu que o que estava fazendo seria considerado imoral se tivéssemos perdido.

Mas por que é imoral quando se perde e não é quando se ganha?

E se você acha que alguma coisa mudou, assista "Estrada para Guantánamo".

Então, da próxima vez, antes de reclamar que um sniper abriu mais um orifício no seu crânio, que tal ouvir a ordem do comandante? "Platoon, move out and stay low!"

sábado, 17 de março de 2007

Camarada Mario

Acabei de ver no Blog do InfoWester uma homenagem ao Mario, o encanador italiano que fez e faz a alegria da galera e da Nintendo, que sempre fatura bem com os jogos dele.

A animação "The people's Mario" mostra uma versão soviética do game do bigodudo. Vale a pena não só pela idéia, mas também pena pela trilha sonora do Red Army Choir.

Aliás, alguém aí curte música russa ou da Europa Oriental?

quinta-feira, 15 de março de 2007

Marque no mapa


Alguém tá precisando de umas aulas de geografia urgentemente...

Dia desses, na Casa Branca...

Bush e Condoleezza Rice em mais um vídeo daqueles que surgem aos montes no YouTube:



Você talvez se lembre disso do "Rain Man", mas a brincadeira é mais antiga.

terça-feira, 13 de março de 2007

Março, o mês dos gregos

Não consigo recordar exatamente quando comecei a me interessar pela cultura grega, mas credito sua consolidação a um longo processo.

Na TV, toda aquela trama de Cavaleiros do Zodíaco, envolvendo o panteão grego e cavaleiros com grandes poderes protegidos por armaduras, cada qual tendo uma ligação com seres e personagens daquela mitlogia, me chamou a atenção e fez com que eu me interessasse em procurar conhecer um pouco mais sobre essa civilização.

O cinema também tem sua parcela de culpa. Principalmente "Jasão e o Velo de Ouro", que incontáveis vezes assisti no Cinema em Casa quando criança, sempre me assustando com os esqueletos que brotam do chão e lutam com os argonautas.

No território dos games, "Gods" - que mostra a busca de Hércules pela imortalidade - era um dos jogos que mais me empolgavam e, apesar de pouco conhecido, é um dos melhores para SNES.

Mais tarde, a literatura de Dante consolidou completamente meu gosto pelos mitos gregos, maestralmente mesclados com a tradição católica na sua Divina Comédia.

E que agradável surpresa foi ouvir em 2002 não uma, mas duas músicas do então novo álbum, "A night at the opera", minha banda favorita, o Blind Guardian, que tinham como tema a Guerra de Tróia e que contam a história com níveis de epicidade extremos.

E com essas músicas na cabeça fui assistir "Tróia", em 2004, saindo do cinema extremamente desapontado com o fraco resultado obtido na telona.

No ano passado, meu irmão me mostrou um jogo de PS2 chamado "God of War", em que o protagonista, o espartano Kratos, tem como objetivo matar o deus da guerra, Ares.

Seria apenas mais um jogo, se não fosse O JOGO. Com gráficos que mostram porque o console da Sony foi objeto de desejo de muitos durante seu reinado sobre sua geração, ele abusa das câmeras cinematográficas - que em momento algum atrapalham -, com uma jogabilidade de primeira, história envolvente e tudo isso com uma trilha sonora que se mescla à ação como poucas vezes vi na história dos games.

Por todas essas influências, não era de se estranhar que tenha um projeto de trabalho chamado "Hoplita" e um portfólio espartando - aproveitando o trocadilho com a palavra.



Agora, em março de 2007, teremos o lançamento de "God of War 2", a turnê do Blind Guardian no Brasil, o lançamento do DVD do Prólogo do Céu, de Cavaleiros do Zodíaco - obrigado, Thiago, pela lembrança! - e, coroando o mês, o aguardadíssimo "300".

Já imagina como estou me sentindo?

sábado, 10 de março de 2007

Yeah, baby! It's samba!

Não tem jeito! Gringo que visita o Brasil tem que ir pro samba!

Se for autoridade, então, é quase um compromisso obrigatório na agenda política, que se for esquecido pode até mesmo desencadear um incidente internacional.

O príncipe Charles caiu no samba quando esteve na Beija-flor, em 1978. Bill Clinton tocou tamborim na Mangueira, em 1997. Desta vez, o Bush assumir o ganzá lá no Morumbi.

Agora, imaginem um americano dançando samba paulista de terno.

É...

quinta-feira, 8 de março de 2007

A rapsódia de Lost

Devo estar batendo o recorde de posts em um único dia aqui no blog. Talvez devesse guardar pra postar depois, como alguns fazem, mas agora é tarde: aí está um vídeo da galera de Lost cantando uma versão animada de Bohemian Rhapsody do Queen. O legal é relacionar a letra com a história dos personagens.



Não sei vocês, mas eu ri um bocado aqui.

Mulher







"Não é inutilmente
Que existe tanta gente
Que é louca por você..."

"Maria da Graça", Tom e Vinícius

Esse filme é dez!


Já o português...

Parabéns ao pessoal da Blockbuster por ter permitido ao Eduardo se expressar da maneira como pôde, sem excluir o comentário.

Respondaí: Bush no Brasil?



Para o primeiro Respondaí, temos a pergunta: "Porque o presidente dos Estados Unidos vai vim pro Brasil em 2007?"

A princípio esta pode parecer um questionamento muito simples, mas em uma análise mais profunda é possível perceber que há motivos implícitos nessa vinda do Bush ao nosso país.

Digo "profunda", porque é dessa parte da memória que vem a resposta: ele está vindo ao Brasil conferir se nós realmente temos negros aqui, como perguntou ao presidente Fernando Henrique Cardoso, durante um encontro em 2001.


Esqueça combustível alternativo, direitos humanos ou qualquer outra desculpa que ele tenha dado. A verdade é que ele não acreditou no FHC - é...? - nem na Condoleezza e veio ver com os próprios olhos.

Mas resta saber se ele vem mesmo pro Brasil ou se vai parar lá em Buenos Aires, nuestra capital, que Bill Clinton disse que gostaria de visitar.

Se você sabe, respondaí


Olhar no Google Analytics e no Hittail as palavras-chaves utilizadas nas buscas através das quais os visitantes chegam ao blog é uma tarefa um tanto divertida - principalmente depois de um post cheio de palavras e sem conteúdo algum.

Muita gente tem o hábito de pesquisar fazendo perguntas aos buscadores - O que é Web 2.0? - ou, melhor ainda, de conversar - quero saber o que é hipermídia - e isso sempre gera relatórios curiosos nos dois sistemas que uso.

Eventualmente sinto vontade de atender aos questionamentos destes visitantes que acabam saindo daqui sem resposta.

Fico imaginando-os em frente ao computador em uma tela de resultados do Gooooooooooogle, buscando desesperadamente por respostas, com cabelos desgrenhados, olheiras, taquicardia, azia, perdendo noites de sono e não achando a solução para suas dúvidas.

Desta maneira, resolvi apaziguar-lhes um pouco o sofrimento, começando em meu próximo post a série "Respondaí", divulgando as perguntas que encontrar nos relatórios, fornecendo respostas - quando as tiver - e esperando que os outros visitantes também comentem, com suas próprias respostas.

Com isto estaremos fazendo uma contribuição de inestimável valor para o entulhamento de bits nos HDs do Google.

E como a minha meia dúzia de visitantes bem sabe: tudo aqui é beta. Aprendi com o Google - que, aliás, foi citado aqui pela quarta vez.

terça-feira, 6 de março de 2007

Monitor LSD?

Reunião hoje, às 8h30 para apresentar o layout de um trabalho ao cliente.

Eu: "... e foi por isso que colocamos esta cor."
Cliente: "Vermelho?"
Eu: "Não. É um tom de rosa, mas você está vendo vermelho porque seu monitor é LSD e a cor varia de acordo com o ângulo de que você olha. Por isso não gosto de trabalhar com monitores LSD."
Cliente: risos

Logo em seguida fiquei imaginando que cores não seriam o problema em monitores LSD. Pelo contrário: seriam um barato. Literalmente.

O argumento? Lucy in the Sky with Diamonds.

sexta-feira, 2 de março de 2007

Um problema moral

Acabei de assistir ao documentário "Uma verdade inconveniente", do Al Gore.

Achei interessante que ele foge do cienfiticismo do "como acontece" e vai logo pra explicação sobre o que já está acontecendo e o que vem daqui pra frente.

O ex-futuro-presidente dos EUA exemplifica com fotos embasbacantes os efeitos do aquecimento global em diversos pontos do planeta, sempre apoiado por gráficos que mostram claramente que alguma coisa está errada com o clima na Terra.

Ele também executa o mito de que há uma cisão na comunidade científica sobre o homem ser ou não razão do aquecimento global, demonstrando que isso é uma confusão propositadamente gerada.

Apesar de ser claramente voltado para o público estadunidense - chegando até mesmo a um chamamento nos instantes finais, apresentando argumentos que lembram o velho Destino Manifesto -, o filme mostra que o problema é global e deve ser encarado por todos.

Outro ponto negativo, a meu ver, são os interlúdios mostrando alguns trechos da vida de Al Gore.

Tudo bem que ele usa como ganchos para o que vem em seguida, mas aquilo me pareceu destoar um pouco do resto do documentário, chegando em certos momentos a ser tedioso. Mas nada que comprometa o valor do trabalho.

O mais importante: esse é um problema moral. Não político.

Recomendo uma olhada nesse filme. E na próxima eleição para presidente dos EUA. Saiam dessa, republicanos!