quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

Origens da Quarta-feira de Cinzas

Enfim, a Quarta-feira de Cinzas, aquele dia meio-morto que tem como característica o aparecimento de seres meio-vivos depois das festividades de carnaval. Por isso acredito que esse deva ser o mais zumbi dos dias.

Sua comemoração remonta aos tempos de Nero, quando Roma foi incendiada durante os 4 dias de Carnaval - uma moda importada de Veneza, mesclada com as festividades de Dionísio, com uns toques pirotécnicos adicionais do César.

Nesse dia a Cidade Eterna acordou com olhos de ressaca - machadiano eu, não? - por causa do vinho e pôde conferir a cag... Er... A grande idéia que seu governante teve, quando achou que atear fogo à capital do império daria um excelente enredo para sua Schola Sambus Unitos Roma.

O problema é que Nero era um péssimo artista e nem mesmo esse acontecimento foi capaz de lhe fazer tirar algum samba da harpa - até porque, samba em harpa é algo experimental demais para uma época em que até mesmo o ritmo era considerado experimental -, de modo que ele viu que a Ala dos Compositores não era seu lugar e que deveria ficar mesmo com a galera do Jogo do Bicho - que a cada dia aumentava a cartela, com os animais exóticos trazidos dos novos territórios conquistados por Roma. Eventualmente ele se achava no direito de dar um pitaco no trabalho dos carnavalescos, sempre pedindo mais luxo, mais glamour, adereços e purpurina.

Esquema de uma legião romanaFoi nessa época também que aconteceu o primeiro desfile no Coliseu, erguido especificamente para esse fim. Na ocasião, as Legiões desfilaram - daí surgiram as atuais alas - sempre com um legionário portando os estandartes - o precursor do mestre-sala, ao qual posteriormente foi adicionado a porta-bandeiras.

Os ancestrais de Sílvio Berlusconi até tentaram negociar o Senado os direitos exclusivos para a transmissão pela RAI Internacional para todo o Império, mas logo depois notaram que isso não seria possível por motivos anacrônicos.

Historiadores afirmam que não houve patrocínio da Antártica porque não foi possível encontrar um local pra montar a Esquina do Samba no Coliseu, por motivos arquitetônicos óbvios, de forma que a Skol, aproveitando-se dos mesmos motivos, conseguiu fechar o patrocínio - o que se mostrou um desperdício de dinheiro e resultou no corte de umas cabeças no Departamento de Marketing, que não levou em conta o fato de que romanos não bebem cerveja, que é considerada bebida de bárbaros.

Apesar de um começo ardente, o Carnavalis romano mostrou ser apenas fogo de palha e logo foi esquecido. Heródoto afirmaria posteriormente que isso se deu devido ao excesso de pano nas togas, que muitos acreditavam não combinar com o espírito da festa. Apesar disso, o clamor da massa por divertimento foi tanto que o governo se viu obrigado a usar obra faraônica do Coliseu para realizar espetáculos com gladiadores.

Foto recente do Coliseu

Obviamente foi necessário abrir outra licitação para a reforma do prédio e adaptá-lo ao novo objetivo. A empresa ganhadora foi uma multinacional egípcia, cuja sócia majoritária era uma tal de Cleópatra, que - dizem - só conseguiu o contrato quando seduziu o fiscal, um proeminente soldado romano conhecido como Marco Antônio.

(Posteriormente o Senado investigou denúncias de superfaturmento na obra e Cleópatra teve os bens confiscados, motivo pelo qual se suicidou.)

Daí pra frente a história é conhecida: Ben-Hur, Spartacus e Gladiador. Mas o importante é lembrar que por estas razões todos os anos comemoramos o Carnaval e a Quarta-feira de cinzas, apesar de alguns estudiosos - pff... - considerarem essa versão muito fantasiosa.

A despeito disso, a prova indiscutível apresentada pelos defensores desta corrente é o uso da águia, a mais importante das insígnias das legiões romanas, como símbolo da mais importante das modernas escolas de samba brasileiras, a Portela.

8 comentários :

Suelen disse...

Muito interessante este seu post. Não havia lido ainda sobre essa versão do carnaval.

Leandro disse...

ehaiuehuaiEHuiehuiaEHAiuehaUIEHUIA

isso que eu chamo de mente afetada pela pressão imposta por essa sociedade medieval capitalista baseada em fatos infundados de acontecimentos contemporâneos nazistas...

Khristofferson Silveira disse...

Su, essa versão é bem recente. Ela existe há cerca de... 1h e meia atrás. ;)


Leandro, discorra...

Leandro disse...

pois é..
durante todo esse tempo analizando o comportamento de meus contatos virtuais, me deparei com muitos casos de mentes afetadas, que geram pensamentos ou absurdos (os meus) ou provenientes de anos de estudo e dedicação (como os seus). porém nunca tinha me deparado com uma mente TÃO afetada assim... pra falar a verdade nem foram muitos casos, foi o meu caso e o seu, mas isso é um detalhe irrelevante que não merece ser mencionado...

Raquel disse...

E eu que vim ler seu post achando que era um resgate histórico da Quarta-feira de Cinzas.

Gostei mais assim. Muito bom :) E ainda terminou puxando o saco da Portela! hahah

Khristofferson Silveira disse...

Mas é um resgate histórico! Apenas um pouco revisto e diferente do usual...

Um paralelo seria a independência do Brasil como no quadro de Pedro Américo ou na versão de D. Pedro com dor de barriga. :P

Luiz disse...

Se tivesse falado da Viradouro, eu elogiava!!! Bah, seu revisionista subversivo, vá pro Irã!!!

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, brincadeira, ficou muito massa a História da Quarta de Cinzas, tirando jogar a culpa no nerinho... Poxa, ele sempre foi um cara legal, e todo mundo faz sobrar pra ele, ¬¬

Revisionismo já pro Nero!

Quanto ao resto, tou de acordo, principalmente no caso da Cléo, \o\o\o\o\o\o\o

Você daria um bom especialista na fofoca-histórica, sabia? Vem aqui pra Juiz de Fora, que a gente monta um curso!!!

Khristofferson Silveira disse...

Dizem os estudos mais recentes - só naõ sei se são das Faculdades Universitárias de Massachusetts - que não teria sido Nero quem ateou fogo em Roma, mas que teria sido um acidente. Enfim, vai saber...

Quanto ao curso, será que o MEC aprova? Hahahaha