sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

Linha de bonecos da Guerra do Iraque

Lembra-se da época em que brincávamos com os bonecos de GI Joe contra os Cobra?

Pois é... Hoje já dá pra continuar fazendo isso com personagens bem mais reais, usando os brinquedos vendidos na Herobuilders.

São bonecos tão diversos que podemos até usá-los para fazer um resumo geral da Guerra do Iraque, se me permitem:


O mundo era um lugar bem confuso já havia bastante tempo. Um exemplo disso foi a morte de um sujeito 1968 anos antes do ano em que nossa história começa.

Estamos em 2001 e tudo continua como sempre. A mesma vidinha de... Bom, a mesma vidinha de antes de um evento de proporções geo-políticas globais.

Pois bem, continuando.

Nos EUA o marido da senadora não é mais o presidente, mas sim um cara do Texas, que, dizem, ganhou a eleição contra um cara de Massachusetts - não o de Vermont - com uma mãozinha do seu irmão, governador da Flórida.

Ele se diz seguidor daquele sujeito que morreu no início do texto, por isso ele não gosta de certos tipos de pessoas, o que fez com que ganhasse alguns opositores.

A história continuaria chata assim, se em um dia de setembro a trupe do Osama não tivesse comandado aquele evento que mudou o mundo, na cidade do sujeito que viria a ser a pessoa do ano por causa disso.

Daí, de repente, tudo mudou.

Aquele presidente precisaria se tornar enérgico, forte, praticamente um super-herói da Marvel ou da DC - daqueles que sempre têm um ajudante.

Com a ajuda do seu pessoal ele criou um tal de Eixo do Mal. Uma espécie de "clube dos países dos quais não gosto e que quero chutar o traseiro". Aí estavam o Irã, a Coréia do Norte e o Iraque.

Talvez [sic] pra não arrumar problema com o seu equivalente russo, o primeiro escolhido para ser democratizado à bala pelo cowboy texano tenha sido justamente o Iraque. Ainda que sob protestos do seu equivalente francês. Mas com apoio do seu equivalente britânico.

Os iraquianos falavam que iriam derrotar todos, podiam vir que seriam massacrados. Mas, no fim, eles levaram o raio mesmo.

Saddam sumiu, sendo encontrado um tempo depois escondido num buraco, e seus filhos acabaram morrendo antes.

O que se desenrolou depois foi o julgamento do ex-ditador por ele ter se vingado de um atentado que sofrera quando ainda era ditador, sendo finalmente condenado à forca.

Mas o Iraque ainda está uma zona e vai continuar, apesar de o comandante-em-chefe ter dito que a guerra havia acabado. Principalmente porque o número dois do cara que começou essa zona toda (não tô falando desse, mas desse) tem o costume de gravar uns videos incitando mais violência.

Daí a gente fica aqui, vendo noticiários que dividem a guerra com acontecimentos de celebridades bizarras e com outros equivalentes do texano, e fica esperando pra saber quando acontecerá outro evento das mesmas proporções daquele de 2001, que vai fazer a roda da Fortuna girar de novo, fazendo com que, quem sabe, até mesmo o governador da Califórnia vire presidente.

4 comentários :

Thadeu disse...

Com uma grande sinceridade, eu, que me considero uma pessoa culta (bom, os que estão a minha volta me convenceram disso), esse é um dos melhores textos que já lí. Não somente texto sobre a guerra e essa ironia toda, mas sobre tudo, pois esse cara (Khris...) soube colocar num único texto toda a sátira que sempre foi isso tudo...


Parabéns meu amigo...

cardoso disse...

clap clap clap clap

EXCELENTE. Da série "como ganhar vaga no RSS dos outros com um post".

Luiz disse...

Sintético e atraente... Gostei do seu estilo, Khris, é bem legal! Vejamos agora o desenrolar dos fatos; algo me diz que não demora muito para termos mais algum acontecimento pra "quebrar a chatice", kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Abraços!!!

Aztronauta disse...

Realmente duvido que vá demorar muito pra termos ouotro acontecimento pra quebrar a chatice... Ainda mais agora que o texano proibiu a venda de iPods para os perigosos norte-coreanos... Eles vão ficar sem ter o que fazer e aí já viu...