domingo, 14 de janeiro de 2007

Meu amigo Palm

Não tem jeito mesmo, quando o assunto é tecnologia tudo tem um fim.

Minha era Zire 72s alcançou esse estágio, agora que que o coitado não dá mais sinal de vida. A carcaça eu enterrei na gaveta e a alma, essa voou para o céu dos handhelds.

Ele andou dando uns problemas de aquecimento, travamento, descarregamento da bateria, perda de dados e agora, para finalizar, não liga mais. E não tenho pretensões de mandar consertá-lo.

Aproveito a ocasião para prestar-lhe um tributo, lembrando-me de como ele foi útil.

Ainda na época de faculdade descobri que com ele eu poderia fazer anotações, gravar a aula ou fotografar o quadro e que, com isso, não precisaria mais levar cadernos. Bastava ele.

Os temidos e irritanges pedaços de papel que a gente vai jogando nos bolsos e que só fazem volume no final do dia também sumiram. Bastava anotar telefones, referências e compromissos nele.

Nos momentos de trabalho, ao invés de carregar uma pasta gigantesca de portfolio, havia a possibilidade de apresentar alguns dos trabalhos nele, além de poder fazer anotações durante o briefing - e até mesmo gravá-lo.

Nos momentos de lazer, um Tétris era indispensável, mas artigos e livros estavam ali para leitura. Além de várias músicas, claro.

Com ele, também pude controlar melhor minhas coleções de DVDs, atualizando a lista ao lado da estante, sem precisar empilhar as caixas em frente ao computador.

Quando uma idéia para um trabalho, um post ou um plano maligno aparecia, ele estava pronto para recebê-los, em qualquer lugar, a qualquer hora.

Mas, agora que ele se foi, preciso de outro, já que minha era Zire 72s chegou ao fim, mas a era handheld não termina tão cedo...

Penso em comprar um smartphone e me desfazer do meu Nokia 3660, matando dois coelhos com uma caixa d'água só, já que a idéia é parar de ficar carregando gadgets por aí e concentrar tudo que possível (PDA, celular, mp3 player, câmera digital) em um único aparelho.

E então, alguma sugestão de smartphone para TIM?

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

171st Airborne

Esses dias estava pensando na possibilidade de criar um campo de pouso só para ver os paraquedistas caírem. Não importa se individualmente ou em bando, mas era apenas para saber o que faz esses cidadãos ficarem perdidos por aí, sem rumo, saltando no vazio.

Seria, assim, uma espécie de experimento científico, mas com método [sic], nada de viagens pseudo-científicas ou daquelas baboseiras que a gente encontra em spam do gênero aumente seu pênis ou qualquer coisa relacionada a sexo

Gostaria de vê-los pousando, recolhendo seu instrumento de pouso e lhes perguntar se já viram o vídeo do Saddam Hussein sendo enforcado no YouTube.

Para aqueles que tiveram o YouTube bloqueado, eu perguntaria o que acharam da notícia e se eles pretendem aderir ao boicote à Cicarelli.

Por outro lado, talvez assim seja melhor, pois muitos seriam poupados de ver o vídeo do acidente da Gol, ou simplesmente as fotos do acidente da Gol, uma vez que os mesmos possuem cenas fortes, dignas dos famosos faces da morte.

Mas sempre tem aqueles que ficam revoltados. E a esses perguntaria o que fariam se descobrissem que a Justiça mandou fechar o Orkut.

Não lhes perguntaria, mas ficaria imaginando se eles descobririam as potencialidades do myspace, blogs, wikis e de outros recursos, se viriam que internet é mais que msn e orkut - além da pornografia, é claro.

Esse tema sempre foi o forte das buscas desse pessoal de pára-quedas. Bom... É o que dizem.

Tanto que eles vivem buscando coisas como "Paris Hilton sem calcinha" - ou as variantes "Britney Spears sem calcinha", "Juliana Paes sem calcinha", "Orlando Bloom de calcinha". Se bem que esse último aí é algo bem bizarro.

É provável que o campo enchesse logo após o Carnaval 2007, com buscas por vídeos proibidos ou vídeos quentes deste carnaval - embora creia que vídeos quentes, só segunda-feira à noite na Globo.

Tem aqueles que também procuram termos geeks e nerds - aqueles vivem babando por promoções do tipo ganhe um ipod, ou por um tutorial de AJAX, ou ainda buscando uma definição para a pergunta de 2006: O que é Web 2.0?.

O público jovem também pode pular no campo, porque não?

Podem me perguntar se sei algo sobre RBD no Brasil em 2007. Claro que responderia negativamente, mas também perguntaria se eles viram o ensaio sensual do RBD, mas acho que muitos não gostariam dessa pergunta.

Depois de pensar nisso tudo, penso também que alguns dirão que exagerei aqui, que imaginei um campo grande demais. Contudo, lembro que a idéia é fazer um experimento científico controlado [sic], com a maior quantidade possível de cobaias.

E se você não entendeu nada disso, pode ser que tenha pousado nesse campo.

Se esse não é o seu caso, e você acha que eu esteja louco, lembre-se das palavras do filósofo moderno, Rogério Skylab: "O meu trabalho é frio e calculista. [...] É criar a loucura racionalmente."

Antes tarde do que mais tarde

Quanto você já pagou de multa por atraso de livro na biblioteca? E com quanto tempo você ficou com ele?

Sejam quais forem a quantia e o tempo que você esteja imaginando, acho difícil superar o americano Robert Nuranem, que pagou uma multa de US$171,32 por ter ficado com o livro "O Príncipe do Egito" por 47 anos.

Ao melhor estilo "antes tarde do que mais tarde", ele afirmou: "Pensei que era melhor devolver o livro antes que se passasse mais dez anos".

A bibliotecária aprovou a atitude e disse que vai "usar o caso como um exemplo de que nunca é tarde demais para se devolver um livro."

O livro sumiu depois que a mãe colocou no lugar errado. Agora, só não foi dito se ela fez isso antes ou depois de ele acabar de ler a obra...

Vi no verdestrigos. Dica do Fábio.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

O circo das concessões

Em setembro do ano passado fiz um post em que comentei sobre o uso dos meios de comunicação como currais eletrônicos.

Hoje, lendo uma notícia publicada no Adnews, confirmo que a prática de presentear políticos e igrejas com concessões ainda é bastante usual. Para se ter uma idéia, aí vai um trecho:

Em três anos e meio de governo, Lula aprovou 110 emissoras educativas, sendo 29 televisões e 81 rádios. Levando em conta somente as concessões a políticos, significa que ao menos uma em cada três rádios foi parar, diretamente ou indiretamente, nas mãos deles.

O que está colocado em outro ponto do texto, de que no Brasil a radiodifusão "ou é altar ou é palanque" aponta uma verdade perigosa, sempre jogada pra debaixo do tapete e nos leva a concluir que ela é, na realidade, um picadeiro, isso sim.

Saint Seiya em traço de Os Simpsons

Recebi do César um link pro sedentario.org que mostra uma versão anime dos Simpsons, produzida por um membro do DeviantArt.



Como fã de ambos os estilos, achei muito legal e acredito que agora é hora do troco, apresentando Cavaleiros do Zodíaco em versão Simpsons. Mais uma vez, a imagem foi retirada do DeviantArt.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

Action figures religiosas

Depois que enjoar de brincar com os bonecos da Guerra do Iraque, talvez você goste da linha de action figures religiosas.

Você vai poder chamar seus amigos e criar seu próprio conflito sectário na hora do recreio, olha que legal!

Destaque pessoal para Alá, que, como manda a lei Islãmica, não pode ser representado:



Vi no Duvido, via Bender Blog.

Censura e boicote compartilham desvalores?

Para a MTV, sim.

Li no Contraditorium que a emissora deu uma grande bola fora na sua nota de esclarecimento sobre o bloqueio do YouTube, solicitado pela VJ da casa e pelo seu namorado.

Uma outra coisa que me chamou a atenção foi a tentativa de equiparar "boicote" a "censura".

Embora revestidos de legitimidade a maioria desses protestos no fundo compartilha dos mesmos desvalores que quer atacar pois fomenta a censura a um canal de televisão.

Peraí... Até onde eu sei, não é bem assim. Desde quando boicote e censura compartilham desvalores?

Boicote é um ato voluntário, é a recusa de um indivíduo ou um grupo a comprar, ler, assistir a algo. Já censura é imposta por um órgão que exerce poder - normalmente do Estado - a fim de impedir o acesso a essa compra, leitura ou quaisquer outros meios de se conseguir determinada informação.

Os boicotes são bastante utilizados por aí, sendo inclusive a principal arma dos consumidores adeptos do chamado "consumo consciente". Exemplos famosos são o boicoite à Nike - que surgiu na década de 90, com denúncias de uso de trabalho escravo, e tem adeptos até hoje - e ao McDonald's - pelo apoio à guerra no Iraque.



A própria MTV já promoveu um boicote ao consumismo, convocando todos para não irem às compras durante o "Dia Sem Compras".

Então isso tem o mesmo desvalor que um ato de censura, com esse precedente que a Justiça acaba de abrir?

Acho isso um tanto incoerente para uma emissora que vende a imagem de antenada, moderna, cool e jovem.

Mas o fato é que talvez ela tenha deixado o bonde passar e agora precisa correr atrás da audiência perdida para a outra mídia. Afinal de contas, pra que esperar para ver um clipe dos anos 80 de madrugada, se ele pode ser visto a qualquer momento na internet?

Finalmente perceberam que hoje, para aparecer, não é necessário tocar guitarra na MTV. Pode-se tocar no YouTube.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

Forjando hoje os fundamentalistas de amanhã

"Brainwashed in our childhood
Brainwashed by the school
Brainwashed by our teachers
and brainwashed by their rules"
- "Brainwashed", George Harrison

Encontrei uma vídeo no blog em inglês do Janio que é daqueles que causam espanto, sacodem o indivíduo de cabeça para baixo e retiram todos os pingos de esperança na humanidade que ele tenha escondido nos bolsos.

Dramático, exagerado ou sensacionalista? Sei lá, mas aí segue o dito cujo:


E antes que vocês venham dizer qualquer coisa sobre a religião islâmica, pense se também não é extensível a outras.

Talvez esse vídeo ajude:


Agora pergunto: elas realmente têm noção do que estão dizendo? E no futuro, quais serão as suas visões de mundo e o nível de tolerância com os diferentes?

Agora voltamos com a nossa programação normal, se é que isso existe.


P.S.: Se você não estiver conseguindo assistir aos vídeos, talvez tenha sido premiado com o bloqueio do YouTube, proporcionado por uma empresa aí.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

Linha de bonecos da Guerra do Iraque

Lembra-se da época em que brincávamos com os bonecos de GI Joe contra os Cobra?

Pois é... Hoje já dá pra continuar fazendo isso com personagens bem mais reais, usando os brinquedos vendidos na Herobuilders.

São bonecos tão diversos que podemos até usá-los para fazer um resumo geral da Guerra do Iraque, se me permitem:


O mundo era um lugar bem confuso já havia bastante tempo. Um exemplo disso foi a morte de um sujeito 1968 anos antes do ano em que nossa história começa.

Estamos em 2001 e tudo continua como sempre. A mesma vidinha de... Bom, a mesma vidinha de antes de um evento de proporções geo-políticas globais.

Pois bem, continuando.

Nos EUA o marido da senadora não é mais o presidente, mas sim um cara do Texas, que, dizem, ganhou a eleição contra um cara de Massachusetts - não o de Vermont - com uma mãozinha do seu irmão, governador da Flórida.

Ele se diz seguidor daquele sujeito que morreu no início do texto, por isso ele não gosta de certos tipos de pessoas, o que fez com que ganhasse alguns opositores.

A história continuaria chata assim, se em um dia de setembro a trupe do Osama não tivesse comandado aquele evento que mudou o mundo, na cidade do sujeito que viria a ser a pessoa do ano por causa disso.

Daí, de repente, tudo mudou.

Aquele presidente precisaria se tornar enérgico, forte, praticamente um super-herói da Marvel ou da DC - daqueles que sempre têm um ajudante.

Com a ajuda do seu pessoal ele criou um tal de Eixo do Mal. Uma espécie de "clube dos países dos quais não gosto e que quero chutar o traseiro". Aí estavam o Irã, a Coréia do Norte e o Iraque.

Talvez [sic] pra não arrumar problema com o seu equivalente russo, o primeiro escolhido para ser democratizado à bala pelo cowboy texano tenha sido justamente o Iraque. Ainda que sob protestos do seu equivalente francês. Mas com apoio do seu equivalente britânico.

Os iraquianos falavam que iriam derrotar todos, podiam vir que seriam massacrados. Mas, no fim, eles levaram o raio mesmo.

Saddam sumiu, sendo encontrado um tempo depois escondido num buraco, e seus filhos acabaram morrendo antes.

O que se desenrolou depois foi o julgamento do ex-ditador por ele ter se vingado de um atentado que sofrera quando ainda era ditador, sendo finalmente condenado à forca.

Mas o Iraque ainda está uma zona e vai continuar, apesar de o comandante-em-chefe ter dito que a guerra havia acabado. Principalmente porque o número dois do cara que começou essa zona toda (não tô falando desse, mas desse) tem o costume de gravar uns videos incitando mais violência.

Daí a gente fica aqui, vendo noticiários que dividem a guerra com acontecimentos de celebridades bizarras e com outros equivalentes do texano, e fica esperando pra saber quando acontecerá outro evento das mesmas proporções daquele de 2001, que vai fazer a roda da Fortuna girar de novo, fazendo com que, quem sabe, até mesmo o governador da Califórnia vire presidente.

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

Banco do Murphy

O ano de 2007 nem bem começou e já surgiu um belo case publicitário que se destaca pela participação especial do velho conhecido da galera: Murphy. Aquele mesmo, o da lei.

Iniciada na virada de 2007, a nova campanha do Banco do Brasil, idealizada pela Artplan, tem o intuito de aumentar a identificação do correntista com o banco, usando para esse fim a idéia de mudar o nome da instituição para "Banco do Fulano".

Tudo isso é muito legal, funciona muito bem nas agências, na mídia impressa e na TV. Já na internet...

A idéia de trocar o nome de Banco do Brasil para Banco do Bruno, Banco do Ciro, Banco da Maria ou quaisquer outros nomes, fez com que os usuários acreditassem que o site havia sido pichado.

Como a desconfiança e a preocupação com a segurança de sites de bancos hoje em dia é enorme, devido aos constantes casos de phishings, alguns usuários que acessaram o site ficaram receosos de terem seus dados roubados.

Não bastasse isso, a notícia acabou gerando um grande volume de acessos (aumento de 275% em comparação com o normal) que inundou o site e tornou seu carregamento praticamente impossível em vários lugares. Eu mesmo não consegui carregá-lo em 3 tentativas diferentes ao longo da tarde de hoje, chegando a esperar cerca de 10 minutos em cada tentativa.

O que aconteceu aí foi aquela velha história de que nem tudo que funciona nas mídias tradicionais vai necessariamente funcionar on-line. E foi através dessa brecha que Murphy se propagou, levando clientes confusos até as agências, congestionando a central telefônica e distribuindo muita dor de cabeça - que poderm parar de doer (ou não) depois de alguma guilhotinada...

Alguém não vai dormir hoje.