sábado, 8 de dezembro de 2007

Recificibilidade - O encerramento da semana

Após a parte inicial do treinamento, a de webstandards, teve início na quarta-feira à tarde a segunda parte, sobre acessibilidade, ministrada pelo MAQ, em que ele apresentou aos alunos a realidade vivida por pessoas com deficiência no uso do computador e começou a discorrer sobre as práticas para melhorar a acessibilidade dos websites não só para os deficientes visuais, mas para todos os usuários que venham a acessar a página.

Na minha opinião, a grande sacada do curso está em colocar os alunos em uma situação com a qual não estão acostumados: utilizar o computador e navegar na internet sem mouses e com monitores desligados, auxiliados por um leitor de telas.

Com esta prática eles podem sentir na pele as dificuldades vividas por pessoas cegas ao tentarem acessar determinados websites, enquanto descobrem de que maneiras essas barreiras podem ser minimizadas com o uso dos webstandards e ao guardar atenção às boas práticas de acessibilidade.

O treinamento proseguiu na quinta-feira, com uma participação bacana do Gustavo, um desenvolvedor deficiente visual que veio falar um pouco sobre um leitor de tela chamado NVDA que tem algumas características bastantes interessantes, como o fato de ser gratuito, aberto, com uma comunidade ativa e o diferencial de ser portável. Isso mesmo: um leitor de telas portável!

Segundo ele, você poderia carregar o executável em um memory stick e usar o NVDA em qualquer computador, sem a necessidade de encarar aqueles terríveis processos de instalação. Fantástico!

Acredito que se a comunidade de desenvolvimento se manter forte e ativa como ele nos disse que está, esse leitor pode ser uma alternativa aos programas pagos, que são um tanto onerosos tanto para indivíduos quanto para empresas.

Ainda nesse mesmo dia, tivemos a oportunidade de nos reunir com alguns participantes da lista de discussão UX Recife, da qual participo, e reencontrar pessoas que conheci no IHC 2006, em Natal, bem como conhecer pessoalmente algumas que só conhecia textualmente. Apareceram por lá: Fávio, Maíra, Saulo, Caparica, Taciana, Viviane e Rodrigo (Alemão), além de três alunos do curso: Christiane, David e Juliano.

A conversa fluiu bem, passando pelos temas do curso, até a situação do campo de UX na capital pernambucana. Como ninguém é de ferro, esticamos o papo até um boteco e, aí sim, a conversa alcançou outros campos, como a história do "olho dominante" - que explico em outra ocasião - e até mesmo um inesperado duelo de piadas.

Sexta-feira foi o último dia de treinamento e encerramos os trabalhos colhendo um bom retorno dos alunos, com um sentimento de sucesso e com a certeza de que fizemos ali não apenas novos contatos profissionais, mas novos amigos que espero rever em outras oportunidades.

No mais, só tenho a dizer que embora não tenha conhecido os pontos turísticos de Recife, conheci a hospitalidade do povo local que se refletiu em todos os momentos: da chegada no aeroporto, à minha vinda para João Pessoa - de onde escrevo esse texto.

Aos novos amigos, um grande abraço. Ao time da Acesso Digital, meu muito obrigado pela oportunidade.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Recificibilidade - O início da semana

Após a viagem de avião - que se tornou divertidíssima com a ajuda de um livro do Mário Prata que comprei no aeroporto -, chegamos em Recife no domingo de manhã com ganho de uma hora, já que Pernambuco não adotou o horário de verão.

Fomos recebidos pelo Manoel, coordenador do curso, e sua esposa, que nos encaminharam até o hotel, de onde nós, como bons turistas em um dia de domingo em Boa Viagem, esticamos para a praia, em busca de um quiosque à beira-mar para sentar, comer e apreciar a vista.

Uma hora de caminhada - e muitos, muitos metros - depois, descobrimos que esse tipo de quiosque não existe em Boa Viagem, e que deveríamos mesmo é ter almoçado no restaurante ao lado do hotel, o que rendeu boas risadas.

À noite nos encontramos com o Caparica, camarada virtual já há bastante tempo, que durante nosso papo tentou fazer o Horácio compreender toda a sutileza e finésse artística underground dos filmes B e de como um filme de terror involuntariamente se converte em uma comédia sensacional. Com certeza, mais algumas ótimas risadas.

Mas como viemos aqui pra trabalhar, segunda-feira teve início o treinamento em padrões web e acessibilidade, que conta com um corpo de alunos bastante heterogêneo, de diferentes idades, instituições, setores e experiências profissionais.

Quebrado o gelo inicial, a turma logo se entrosou e as risadas volta e meia surgem para espantar o cansaço previsível de dez horas diárias de curso e para fornecer uma injeção de ânimo.

O local onde está sendo realizado fica no Recife Antigo, próximo ao Marco Zero da cidade, e tem uma vista excelente - inclusive para a famosa ponte da história do Boi Voador de Maurício de Nassau. Infelizmente nenhum pousou na janela durante esses dias em que estamos aqui ;)

sábado, 1 de dezembro de 2007

Recifibilidade - Prólogo

Estou no Rio de Janeiro, aguardando o vôo de amanhã cedo para Recife, onde vou colaborar com o pessoal da Acesso Digital em um treinamento de webstandards e acessibilidade na web.

Hoje pude, finalmente, conhecer pessoalmente o MAQ. Quer dizer... Já o conhecia pessoalmente, da ocasião do lançamento do vídeo de acessibilidade produzido por eles, mas só agora pudemos conversar com calma.

Tietagens à parte, posso dizer que passar algumas horas estudando JAWS com ele e com o Horácio foi um ótimo pontapé inicial para essa viagem.

Amanhã, Recife - a Manguetown!

(Antes que alguém fale, já admito que o título foi uma das idéias mais patifes que já tive, mas tá valendo :)

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Receita para morrer em paz?

"Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas não faz mais do que existir." - Oscar Wilde

Antigamente eu ouvia aquela história de que todo homem, para morrer em paz, deveria plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro.

Embora não saiba a ordem original das obrigações segundo essa expressão, acabei refletindo (viajando?) um pouco sobre ela e imagino que foi pensada justamente nesta ordem.

Plantar uma árvore, a mais simples das três tarefas, seria algo adequado aos primeiros estágios da vida do homem, quando ele aprenderia a responsabilidade que é manter um ser vivo e prover os recursos necessário para sua sobrevivência e desenvolvimento.

Essas noções seriam o embrião das novas responsabilidades que viriam com o nascimento de um filho e com a necessidade de criá-lo de forma responsável, tornando-o capaz de se desenvolver no mundo e - por que não? - o mundo.

Por fim, escrever um livro deveria ser reservado aos estágios finais da existência, em uma espécie de coroação do acúmulo de suas experiências ao longo da vida, que lhe permitiram criar um conhecimento próprio, individual, que seria por ele registrado e perpetrado para as gerações vindouras.

Com este sentimento de dever cumprido, a morte pacífica seria natural.

Claro que isso é uma visão muito rasa desse mundo complexo que a gente vive. Ou talvez nem mesmo rasa, mas sim idealizada. A gente sabe bem que são muitos os que têm filhos, poucos os que plantam árvores e menos ainda aqueles que escrevem livros.

O que me fez lembrar dessas três tarefas foram aquelas listas do tipo "50 filmes para ver antes de morrer", "1000 lugares para conhecer antes de morrer", "1001 discos para ouvir antes de morrer" e "1001 livros para ler antes de morrer".

Conversando com um amigo, comentei sobre como isto era, de certa forma, um sinal dos tempos, um exemplo da sobrecarga de informação a que estamos constantemente expostos, o sentimento de frustração por nunca saber o suficiente, enfim, a ansiedade da informação, uma doença que não por acaso, rima com Sociedade da Informação.

Às portas da morte ter a certeza de que viveu uma vida bem vivida e conseguir ter uma morte pacífica nunca foi uma tarefa fácil em nenhuma época, não tem receita e são poucos os que de fato alcançaram esse objetivo. Contudo, imagino que hoje em dia deve ser ainda mais difícil do que era antigamente, pois há essa enorme quantidade de coisas a fazer, a conhecer e a ter, muito maiores agora do que eram antes, quando costumava ouvir aquela expressão.


Enfim... Esse assunto permite-se enveredar por muitos caminhos. Eu ia escrever mais um pouco sobre isso, mas acho que o texto já começou a ficar longo demais, então paro por aqui.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Porque no te callas?


Apesar de ter meus problemas em aceitar a monarquia, devo dizer que fiquei muito feliz com a posição que o rei espanhol tomou esta semana, fazendo aquilo que muita gente já deveria ter feito há bastante tempo: mandar Hugo Chávez calar a boca.

O filhote de Fidel tem o hábito de abrir a boca para falar besteiras, ironias e provocações, mas os alvos de seus comentários nem sempre se dão ao trabalho de responder. Tudo bem, eu entendo. Tem hora que é melhor deixar o cara fazer papel de bobo sozinho e não dar corda.

Só que de bobo o Chávez não tem nada. E corda, ele já tem até demais. O suficiente para afirmarmos - com o perdão do trocadilho - que ele está com o rei na barriga.

De fato, acho que estamos mesmo é precisando da ajuda do nosso amigo de sempre, o capitão Nascimento para dar um jeito nesse fanfarrão. Sim, porque se tem alguém que deve ser chamado de fanfarrão, é o Chávez.

Já visualizei a cena do ccapitão dando um tapa naquela cara cínica e falando "tira essa roupa vermelha que tu não é comunista. Tu é ditador!", para logo em seguida emendar, com dedo em riste, "pede pra sair!"

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

5 de novembro: "Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós"

Cena do filme V de VingançaNormalmente eu só pensaria neste verso do Hino da Proclamação da República daqui a dez dias - se pensasse -, mas desde o ano passado eu tenho associado estas palavras muito mais ao dia de hoje, 5 de novembro, do que ao vindouro.

Por mais ufanistas que queiramos ser - seja por influência da letra deste hino, seja por vontade própria - não dá para considerar o dia 15/11 como uma data para pensarmos sobre a liberdade e justiça.

E a razão para pensarmos nisso hoje não vem daqui. Vem de longe, de outro país; de uma outra realidade, de um personagem fictício tão nobre quanto os de verdade que serão lembrados daqui a alguns dias gostariam de ser; que usa uma máscara, mas que ainda assim mais transparente do que aqueles que fingem não fazer uso de uma.

Este personagem, V, é mais do que uma pessoa: é, como ele mesmo afirma, uma idéia.

Por isso, hoje é um dia perfeito para refletir sobre essa idéia, personificada no personagem.

Abaixo, um trecho do filme (sem legendas), em que V discursa para Londres sobre o significado do 5 de novembro:

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Faxina

Finalmente fiz uma faxina aqui. Já tinha passado da hora...

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Jim Carrey imitando David Caruso

Dia desses estava conversando com um amigo sobre alguns atores que erram na mão na hora de representar seus personagens e deixam o sério engraçado.

Comentei com ele sobre o David Caruso e as caras de investigador pensativo e sagaz que ele faz no C.S.I., usando os óculos como ponto final para as frases.

Dito isso ele me mostrou o vídeo abaixo - que até então não conhecia - e, para minha surpresa, era exatamente o que havia acabado de dizer para ele, mas de uma forma que apenas o Jim Carrey pode mostrar:

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

The Guardian e a capital do Brasil


Em uma reportagem de hoje o jornal inglês The Guardian comenta a badalação que vem envolvendo o filme "Tropa de Elite", mesmo antes do seu lançamento.

Contudo, a reportagem comete o velho erro de ainda atribuir status de capital do Brasil ao Rio de Janeiro, quando afirma que o filme aborda a realidade de uma força especial que atua na capital do país.

Erro de alguém lá da Inglaterra que não consultou o atlas? Do estagiário, como sempre? Não senhor... Erro do correspondente do jornal aqui no Brasil. Aliás, na própria cidade do Rio de Janeiro.

Pra aliviar a barra do cara, arrisco imaginar que algum mané da redação pode ter resolvido dar uma "melhorada" no texto e fez a presepada.

Em todo caso, quem fica mal na foto é o The Guardian.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

O Encouraçado Zeppelin

Será que Sergei Eisenstein e Led Zeppelin juntos dão certo?

Alguém teve a idéia de colocar "Stairway to Heaven" como música de fundo para a cena da escadaria de Odessa, do filme "O Encouraçado Potemkin", obra-prima do diretor soviético:

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Eu não aprendi a amar a bomba e a parar de me preocupar


Parece um chavão para o pessoal que quer ser cool/intelectual/cinéfilo dizer que curte o trabalho de Stanley Kubrick, mas, fazer o quê? Eu curto.

Sua filmografia é muito diversificada, mas existe um trabalho sobre o qual não vejo muita gente comentar: Dr. Fantástico. Não sei a razão disso, mas acho uma pena, já que ele cai como uma luva para o momento atual.

Essa obra de humor negro marcante conta não só com direção de primeira e roteiro cheio de entrelinhas, mas também com três atuações geniais de Peter Sellers.

O que me fez lembrar deste filme hoje foi uma notícia que li relatando algo alarmante ocorrido nos Estados Unidos: um de seus B-52s sobrevoou o país armado com seis mísseis nucleares por engano!

Peraê! As pessoas podem se enganar com muita coisa, mas com armas nucleares simplesmente não dá!

Segundo a matéria: as Forças Armadas mantêm um comando computadorizado e um sistema de controle que rastreia qualquer movimentação de armas nucleares, para que saibam exatamente onde estão a qualquer momento.

Uma vez que os aviões decolaram de Dakota do Norte e o erro só foi descoberto quando eles pousaram na Louisiana, acredito que o sistema não está lá essas coisas. E não estamos falando de sistema de controle de almoxarifado, mas de um que controla as armas nucleares da maior potência militar do mundo!

Mais à frente na reportagem encontramos alguns pontos interessantes:

"Talvez o fator mais preocupante em relação a este incidente em particular seja o fato de que, aparentemente, um indivíduo com autoridade de comando em relação à movimentação dessas armas decidiu que elas deveriam ser deslocadas. [...] É um assunto que envolve comando e controle, e isso leva a um questionamento do sistema, porque se um indivíduo pode fazer isso, quem sabe o que pode acontecer?".


General Jack D. Ripper, do filme Dr. Strangelove
E foi aí que me lembrei do Dr. Strangelove, porque se há uma brecha desse tipo no sistema de controle que só é descoberta por acaso, é sinal de que a qualquer instante um General Jack D. Ripper de verdade pode querer usar o brinquedo ou, ainda, nessas indas e vindas o artefato acabe pararando na mão de algum grupo extremistra.

Tá achando exagero ou paranóia e que isso só acontece em histórias de James Bond e Jack Ryan? Bem... Como disse no título: eu não aprendi a amar a bomba e parar de me preocupar.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

De graça, até Tomahawk na testa

Fui me cadastrar para receber um material gratuito da OTAN e me deparei com esse formulário:

A organização ta por aí jogando bomb... Digo, defendendo a paz há quase meio século e na hora de criar um formulário de solicitação de material no site alguém sem o mínimo de senso de humor resolve colocar a pergunta "Where did you hear from us?" (Onde você ouviu sobre nós?). Tá de sacanagem, né?

Quanto ao material, bem... São algumas publicações da organização com várias informações a seu respeito, desde estrutura até relatórios de atividades recentes. Bem interessante.

Só espero que elas não venham em um Tommahawk.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Rapsódia nada convencional

Ultimamente tenho me divertido mais do que o comum com os vídeos do YouTube. Vi tanta coisa nessas últimas semanas que até esqueci de algumas que tinha separado para postar - como essa daqui, por exemplo.

O lance é simples, mas curioso: o cara toca "Bohemian Rhapsody", o clássico absoluto do Queen, apenas com as mãos.



Fico impressionado com as músicas que esse sujeito escolhe.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Contagem regressiva com cenas de filmes

Volta e meia aparecem uns malucos com idéias bastante curiosas e que demandam grande mão-de-obra para serem executadas e sem certeza de que serão concluídas.

Algumas são realmente coisa de lunático, enquanto outras... Bem... São coisa de excêntricos.

No caso do vídeo abaixo, chamado "100 Movies, 100 Quotes, 100 Numbers", cuja idéia é contar de 100 a 1 com 100 frases de 100 filmes diferentes, prefiro acreditar que é trabalho de um sujeito do segundo grupo.

Pra entender melhor o lance é o seguinte: o cinéfilo catou frases em todos esses filmes em que o personagem diz um número e editou tudo em ordem decrescente!

Um trabalho hercúleo, sem dúvida, mas com um resultado bem legal que você pode conferir agora:



Agora, se, assim como eu, você for lunático o suficiente para assistir o vídeo todo, gostar e ainda querer saber quais são os filmes, dê uma olhada na lista.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Sobre blogueiros e macacos

Bloguem, macacos, bloguem!



Próximo, por favor...

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Encontro com a voz dos trailers

Mistério maior do que a identidade do porta-voz do homem do baú é a da identidade do narrador dos trailers de filmes norte-americanos.

Pois essa onipresente entidade vocal que julgava ser uma manifestação ectoplasmática é de carne e osso. Seu nome é Don LaFontaine e ele tem mais de quarenta anos e mais de 5.000 trailers e comerciais no currículo.

É tanto tempo e tantas obras, que é virtualmente impossível se lembrar imediatamente de uma sem sua presença, já esperada depois da tela verde que indica a classificação etária livre para a amostra.

O sujeito está tão incrustado no consciente coletivo que quando alguém quer fazer uma paródia de trailer de filme imediatamente imposta a voz para ficar parecida com a dele.

E se você acha que ele faz aquela voz apenas para o trabalho, o comediante Pablo Francisco relatou em seu show stand-up como foi seu encontro com essa figura folclórica:




Atualização: Don LaFontaine faleceu no dia 01/09/2008.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Rainha do tráfico


Como não vi nada por aí, pergunto: sou só eu ou mais alguém achou o traficante colombiano Juan Carlos Ramírez Abadía parecido com o Freddie Mercury?

Filme sobre jogo de tabuleiro?


Esses dias fiquei sabendo que tem rolando por aí a idéia de adaptar para as telonas o famoso jogo de tabuleiro Banco Imobiliário (ou Monopoly, em inglês) e que o projeto pode parar na mão de Ridley Scott.

Lembra que fizeram isso com Detetive?

Confesso que tenho medo de que comece uma onda de adaptação de jogos e brinquedos para o cinema, já que em Hollywood são todos no esquema Maria vai com as outras.

Desta forma, adiantando-se à catástrofe (ou "adiantando a catástrofe", se preferir) eu e a galera do pôquer resolvemos tentar lembrar dos filmes que já foram feitos sobre jogos e brinquedos e listá-los. O resultado segue abaixo:

  • Jogo da memória - "Amnésia"
  • Jogo da Vida - "Jogos Mortais"
  • Pega-Peixe - "Tubarão"
  • Pula pirata - "Piaratas do Caribe"
  • Lu Patinadora - "Rollerballs, os gladiadores do futuro"
  • Resta um - "Highlander"
  • Xadrez - "Senhor dos Anéis - As duas torres"
  • Hotwheels - "Velozes e Furiosos"
  • Damas - "A Dama de vermelho"
  • Roleta - "Cassino"
  • Genius - "Contatos Imediatos do Terceiro Grau"
  • Aquaplay - "Do fundo do mar"
  • Cubo mágico - "Cubo"
  • Flufy - "Criaturas"
  • Fofão - "King Kong"
  • Lango Lango - "Rocky"
  • Galinha Azul do Caldo Maggi - "Fuga das galinhas"
  • Futuro Engenhheiro - Série de TV: "Megaconstruções" ou "Megadesastres"
E...

  • Gamão - "Minority Report", porque Tom Cruise fica usando o computador gamão ;)
Não lembra do filme ou do brinquedo? Google neles!

O aniversário de Deus


Hoje é aniversário de Deus.

Não entendeu? Regras do Power Metal II - Nº 42.

E se você ainda não o conhece, dê uma lida nos fatos sobre ele.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Maldito, mas bem escrito


Quinze para as cinco da manhã de quinta-feira.

Fechei o livro e coloquei-o no braço do sofá ao lado e fiquei alguns minutos parado. Só então me levantei para saber que este era o horário em que terminava de ler "O Cemitério", de Stephen King.

Ainda não havia lido nada do escritor, mas, como muitos, já conhecia algumas das adaptações de suas obras para o cinema - mas não a desse livro! - e, como poucos, da sua influência nas músicas das bandas Blind Guardian e Demons & Wizards.

E foi mais como uma curiosidade literárias que, no fim do ano passado, resolvi comprar um livro dele para ler. Queria "O Iluminado", por causa do filme - que acho fantástico! -, mas, pela sua falta no estoque, me contentei em levar "O Cemitério" mesmo.

Joguei-o na estante e só voltei a pegá-lo depois das férias, quando noite após noite ia lendo a trama sem criar grandes expectativas, não conseguindo até então entender porque o autor arrastava tanto a história. Isso me decepcionou a ponto de deixar o livro de lado durante alguns meses em prol de outros títulos.

Porém, num desses impulsos de concluir algo inacabado, peguei-o na semana passada para continuar da página em que havia parado, marcada desde então pela orelha da capa - o que fez com que ela e as as adjacentes ficassem enrugadas e se destacassem quando olhamos o livro por cima.

Comecei a relê-lo e página após página começou a me incomodar o fato de sua numeração aumentar, mas "nada" acontecer.

Até que uma frase - que agora acho fantasticamente colocada - me fez renovar a vontade de prosseguir e ver quando o autor iria finalmente parar de procrastinar o clímax - e como ele se daria.

Nesse ponto a história entra em uma espiral de eventos da qual o leitor começa a fazer parte, ficando difícil até mesmo largar o livro. É preciso saber como aquilo vai terminar, o que vai acontecer, como vai acontecer - se for acontecer!

Isso que estou falando é de fato algo comum no processo de leitura e eu mesmo já me senti assim por outros livros. Mas nenhum deles - nem os de Poe - conseguiu misturar o fascínio comum à leitura de um bom livro à angústia e terror que só se iguala aos que senti quando pequeno, assistindo filmes de terror sozinho nas madrugadas.

Mas dessa vez não havia imagens perturbadoras, sons assustadores, ambiente iluminação lúgubre como nos filmes. Só palavras. E a imaginação.

King descreve os eventos de uma forma bastante curiosa, muitas vezes oferecendo uma pequena amostra do que vem por aí, fazendo com que você leia mais algumas páginas para obter o restante.

E acho que foi justamente por causa disso que fiquei mesmerizado pela obra. Esse jeitão meio behaviorista de recompensar o leitor, por assim dizer.

O fato é que fiquei vidrado e decidi terminar de ler nessa madrugada mesmo, mas não esperava que a tensão e a descarga de adrenalina gerada fosse tanta a ponto de sentir o estômago e os tendões.

Estou impressionado com isso e, olhando aquelas páginas enrugadas, fico pensando por que peguei esse livro de novo.

Se bem que... Lembrando das palavras do velho Jud Crandall: "O lugar tem poder..."

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Semeando a discórdia


O Dahmer, pai dos Malvados, é mesmo uma figura.

O sujeito resolveu criar um mapa da tal blogosfera brasileira. Isso mesmo: aquela, que mais parece serrado em época de estiagem, onde qualquer faísca cria um incêndio.

Essa é uma daquelas diabruras que, depois de concluídas, basta se recostar na cadeira e assistir o show dos que ficaram de fora, dos que não gostaram da vizinhança e dos demais que estão fazendo a festa (dele) nos comentários do post.

A pergunta agora é quando vamos poder jogar War nisso daí? Algum flasheiro - ou Flash Interactive Designer, como apareceu na ArqHP esses dias - se habilita?

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Não baixe essa música

Só mesmo uma música do Weird Al Yankovic para nos trazer o peso da culpa pelos downloads de mp3.

Veja o clipe, leia a letra, compre os CDs e arrependa-se enquanto ainda há tempo:



Assim como fiz no post anterior, recomendo uma lida no post sobre o modelo de negócios da indústria fonográfica.

Vi no Filmes do Chico.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

A rainha e o bambu

Nesta semana pude assistir ao filme "A Rainha", que tem sido bastante comentado por aí, não só pelo tema polêmico, quanto pela aplaudidíssima atuação da atriz Helen Mirren, que interpreta a personagem do título.

Análises de roteiro e atuações à parte, o filme me chamou a atenção por um aspecto que – acredito – pode torná-lo mais um daqueles vistos na faculdade a fim de ilustrar um assunto ou levantar questões. Neste caso, o do conservadorismo na administração.

Quantos artigos, livros ou palestras não foram feitas sobre a necessidade de as administrações se manterem contextualizadas? Isto é, sintonizada com os tempos e os lugares em que ela e – principalmente – seus clientes ocupam.

Ora, o que vemos nessa obra é justamente uma batalha no âmago de uma instituição que precisa decidir pela manutenção de um tradicionalismo que dá sinais de cansaço ou pela quebra de paradigmas e adoção de uma nova postura.

Como não poderia deixar de ser em uma situação que chega a esse ponto, a questão não é nada simples e até mesmo sem precedentes, uma vez que a família real precisa lidar com a morte de uma princesa divorciada do herdeiro do trono e mãe de seus filhos, porém não mais considerada uma alteza real, mas que ainda detém enorme carisma do público – atributo do qual a Coroa já vinha carecendo há algum tempo.

Há durante praticamente toda a película o embate entre duas forças pela influência nas decisões da soberana: a postura conservadora e arraigada no tradicionalismo – personalizada nos diálogos e atitudes do Príncipe Phillip –, que predomina no início, mas que depois dá lugar a uma inevitável flexibilização – incentivada pelo recém-eleito primeiro ministro Tony Blair.

Fica claro que é isso ou um caminho sem volta para o fim da monarquia.

E é justamente neste ponto de cessão que pode-se perceber a suserana vendo a situação de seu reinado como uma velha instituição que não acompanhou os tempos e se encontrou diante de uma nova opinião pública, que não cobrava dela uma postura fria e reservada, mas sim um compadecimento daquela situação.

A resposta a essa cobrança vem de forma eficaz na descida do carro em frente ao palácio e do contato com o povo – algo que não ocorria talvez desde o fim da Guerra – e com o pronunciamento televisivo.

Enfim, uma resposta adequada àquela situação e suficiente para satisfazer o clamor popular.

É curioso pensar na situação que rainha viveu como uma situação que volta e meia vê-se por aí nas empresas: uma administração conservadora e abarrotada de paradigmas se vê diante de uma situação inesperada que pode levá-la ao declínio e que demanda uma nova postura, a fim de adaptá-la a uma nova realidade e torná-la capaz de responder às necessidades do cliente.

Se quiser um exemplo, basta relembrar da indústria fonográfica e do download de músicas – relação sobre a qual eu já fiz um post aqui antes.

Agora, se da mesma forma que Sílvio Santos você estiver se perguntando sobre o bambu do título do post, bem... Ele vem de uma historinha chinesa que diz que esta planta, mesmo em face do vento mais poderoso, se enverga e deixa a força passar, enquanto as pomposas árvores milenares, com raízes profundas, tombam pesadamente.

Ou, como diria o velho caipira: "nóis enverga mas não quebra".

terça-feira, 24 de julho de 2007

CAPTCHA nefasto

Há alguns minutos fui adicionar o link da animação do post anterior no artigo da Wikipedia sobre o acidente da TAM e, na hora de publicar as alterações, me deparei com o CAPTCHA abaixo:


Captcha diz: Speed curve

Sinistro...

Animação reconstitui acidente da TAM


O jornal espanhol El País disponibilizou em seu site uma animação reconstituindo o acidente do vôo 3054 da TAM que merece ser destacada pela qualidade - melhor do que algumas que têm aparecido por aí nos canais de televisão - e pela interatividade.

Vi no Ponto Media.

domingo, 22 de julho de 2007

Velhos demais para o rock?

Já imaginou ouvir uma banda de rock cuja soma da idade dos membros gira em torno dos 3.000 anos?

E uma banda que surgisse de um documentário sobre a vida dos idosos, que vivem isolados e aprisionados em suas casas, esquecidos pelos familiares?

Então conheça uma banda inglesa que conta com membros de 90 a 100 anos: The Zimmers.

("Zimmer" é como são chamados na Inglaterra aqueles andadores que os idosos utilizam.)

Confira o clipe da música "My Generation", do The Who, gravada no lendário estúdio dos Beatles na Abbey Road:



E pra quem acha que parou por aí, eles já estão prometendo um novo single para outubro e estão trabalhando em um álbum.

Não posso ver uma coisa dessas sem deixar de lembrar do Buena Vista Social Club. Embora sejam situações diferentes - os cubanos eram músicos profissionais esquecidos, enquanto os britânicos são marinheiros de primeira viagem, como o vocalista avisa logo no início do vídeo -, acho legal essa idéia de valorizar o talento dessa galera que ainda tem muito para nos oferecer.

E como diria o Jethro Tull: "You're never too old to Rock'n'Roll if you're too young to die."

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Que haja luta!


Que tal um joguinho de luta pra passar o tempo? E que tal um com personagens oriundos das páginas da Bíblia?

Pois essa é a proposta de Bible Fight, um joguinho (muito bem) feito em flash, em que você pode selecionar lutadores do Antigo e do Novo Testamento - com direito a um secreto, liberado depois de concluir o jogo no modo campeonato - e lançar golpes muito bem bolados. Tudo isso em cenários bem bacanas e contextualizados.

Como heresia pouca é bobagem, os caras capricharam nos detalhes!

Vi no Impermanentes.

domingo, 8 de julho de 2007

E o Redentor foi eleito

Depois de todas essas semanas de campanha maciça o Cristo Redentor foi, enfim, eleito uma das novas sete maravilhas do mundo.

Finalmente não teremos mais aquelas correntes de e-mail, scraps do Orkut e comerciais de TV imperando "Vote Cristo", que já estavam apurrinhando mais que as tradicionais campanhas eleitorais.

Depois que toda a confusão da campanha - com a notícia de que o TSE iria investigar as denúncias de troca de milagres por votos e o Ministério Público as de que ele seria o cabeça do Morro do Corcovado - e do agito do resultado, resta saber se o Redentor vai permanecer no cargo ou se pretende concorrer a algum outro nas eleições municipais do ano que vem.

Só o que se sabe até o momento é que ele está de braços abertos pra receber os abraços e os tapinhas nas costas do seus eleitores de todo o mundo.

sábado, 7 de julho de 2007

A resistência do iPhone

Depois de todas aquelas resenhas tecnológicas sobre o iPhone - o objeto do desejo do momento - já estava na hora de aparecer uma sobre a resistência do aparelho, o que também considero uma característica importante, já que ninguém quer perder 600 dólares por causa de um descuido de deixá-lo escorregar e cair no chão ou, ainda, ter a tela arranhada por chaves no bolso, por exemplo.

Confesso que estava interessado nisso, pois desde que comecei a ver fotos do aparelho achei-o com uma aparência bem frágil, mas, pelo teste que o pessoal da PC World realizou, o resultado é bastante aceitável. O vídeo, que está em inglês, você confere abaixo:




Agora, se você só quiser ver uns sujeitos eviscerando um pobre e indefeso iPhone, vá em frente. Mas recomendo cautela aos geeks cardíacos.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Mosaico de fotos


Uma das coisas mais legais que já vi é uma aplicação interativa que mostra um mosaico de fotos menores montando fotos maiores.

Incrível como ela prende a atenção e leva a querer clicar sempre mais, fazendo você se aprofundar como em um efeito espiral.

Dê uma passada e divirta-se.

Vi no Chongas.net

Que coisa, não?


Tem rolado por algumas listas de discussão a questão da cópia do layout do site G1, da Globo, pelo portal de notícias GP1, produzido pela Agência Mundi.

É curioso notar que nas mesmas listas há exatamente uma semana a discussão sobre plágio também figurava, mas, dessa vez, a Globo aparecia do outro lado da Força, por supostamente ter copiado um comercial da Ikea na abertura da sua novela das sete.

Como diria o Quico: "Que coisa, não?"

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Jack Bauer vem aí


Pelo visto a situação no Rio está tão complicada que foi preciso chamar ninguém mais ninguém menos que Jack Bauer para dar cabo dos bandidos.

Apesar dessa desculpa de gravação de comercial, usada como disfarce, fontes asseguram que ele vem mesmo para concluir o trabalho deixado inacabado por Chuck Norris, quando era O Homem do Presidente, e eliminar o crime organizado na Cidade Maravilhosa.

Há quem diga que a vinda do agente da CTU foi uma exigência do governo estadunidense para garantir a segurança de seus atletas durante o Pan-americano e que teria sido muito bem recebida pelo governador do Rio de Janeiro, que vai tirar a pedra da segurança pública do sapato, e pelo prefeito da capital, que, depois de findo o serviço, lançará a cidade como candidata a outros eventos internacionais.

No entanto, é curioso que ele venha para uma temporada de cinco dias, quando o usual é que suas temporada tenham apenas um dia. O que pode sinalizar que o cenário é mais Complexo do que a gente imagina, fazendo de situações como bombas atômicas e ataques biológicos meras trivialidades que se resolvem em 24 horas.

sábado, 30 de junho de 2007

Joaquim Choriz

Fiquei tão comovido com esse choro que resolvi postar o vídeo aqui no blog.



É a velha história: quem não chora não mama.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Axioma da exportação suicida russa

Achou esse título estranho? Pois é, eu também, mas é como chamo a conclusão a que cheguei depois de ler a notícia "Comunidades virtuais em russo dão aulas de suicídio".

É bastante simples: Você se mata para aprender russo para aprender em russo a se matar.

Tudo bem! Não chega a ser uma Reversal Russa, mas, vá lá... Hoje (ainda!) é segunda-feira.

Executivos malucos e vegetarianos irresponsáveis (e vice-versa)

Como disse no post anterior: "Segunda-feira é fogo mesmo..."

Agora me aparece essa: Executivo acha que P2P afeta venda de milho

A lógica do gênio é simples: mais pirataria = menos filmes locados e menos ida ao cinema. Logo, menos pipoca vendida, o que prejudica os produtores de milho e, conseqüentemente, a indústria de equipamentos agrícolas.

Seguindo o pensamento dele, concluí que os vegetarianos são responsáveis por coisa muito pior, já que eles se recusam a comer carne, o que afeta as churrascarias, frigoríficos, açougues, abatedouros, fazendas, indústria veterinária, causando desemprego e fazendo com que muita gente saia da População Economicamente ativa, reduzindo o volume de dinheiro circulando no país, o que diminui a base de consumidores da indústria, que passa a vender menos e demitir mais, reforçando o ciclo e causando uma nova crise econômica.

Malditos vegetarianos!

Exageros à parte, vale ressaltar que o cara é conselheiro geral da NBC/Universal. E isso me lembra do Dilbert, que dizia que "os idiotas são colocados em posição de chefia porque é lá que podem fazer menos estrago".

A dica da notícia é do amigo Fábio Léda.

Álcool? Senilidade? O rly?

Segunda-feira é fogo mesmo... Vi essa na capa do G1:

&Aacutelcool pode causar senilidade aos 40Agora eu pergunto: quem não sabia disso?

domingo, 24 de junho de 2007

No mínimo encerrando as atividades

"Tarde demais para ser uma pegadinha de 1º de abril", eu pensei ao ler que o site jornalístico no mínimo está para encerrar as atividades no início de julho, por falta de patrocínio.

Embora a notícia já tenha sido divulgada desde o início do mês, achei estranho não ter visto nada disso blogado por aí, o que reforça a pergunta no título da matéria dos editores do site: Quem liga para isso?.

Bom, eu sempre gostei do conteúdo desse site e costumo acessá-lo desde os anos de faculdade, sempre encontrando textos com pontos de vista bem interessantes e, por isso, ligo sim para o fim do site, por acreditar que essa descontinuidade será uma grande perda não só para a internet, mas também para o jornalismo brasileiro.

O que me deixa mais impressionado é que ele conta com expressivos números de acesso, com um time de profissionais de primeira e não vai poder continuar suas atividades devido à falta de patrocínio.

Vai entender...

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Contagem de corpos no cinema

Cenas do filme Equilibrium explicando o gun-kata
Responda rápido: qual filme tem a maior contagem de corpos? E qual personagem mandou mais inimigos ao encontro de Caronte?

Se você pensou em alguns dos famosos grandes matadores do cinema - John Matrix, John Rambo, John McClane, Casey Ryback ou mesmo Beatrix Kiddo -, é melhor ir mudando de idéia.

O filme que encabeça a lista da pilha de cadáveres é "O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei" (versão estendida), que graças à épica Batalha dos Campos de Pelennor e dos demais conflitos contabiliza um total de 836 baixas - 368 a mais que o segundo colocado, "O Senhor dos Anéis: As Duas Torres" (versão estendida), que aparece com 468 corpos.

Já o personagem que mais despachou almas para a margem do Aqueronte foi o Clérigo John Preston (Christian Bale), de "Equilibrium", que eliminou sozinho 118 adversários - metade do número de baixas de todo o filme!

Mérito do seu gun-kata, que prova que de nada adianta fazer o estilo John Matrix/John Rambo e atirar a esmo, se o que conta mesmo são as balas que acertam. A velha história do "Não é força. É jeito."

E aqueles famosos que citei antes ficaram assim:

  • John Matrix - 81 em "Comndo para matar"
  • Beatrix Kiddo (A Noiva) - 76 em "Kill Bill - Vol. 1"
  • John Rambo - 51 em "Rambo 2"
  • Casey Ryback - 34 em "A Força em Alerta"
  • John McClane - 23 em "Duro de matar 2"
Vale lembrar que a contagem é feita por título, não por franquia.

Consegui esses dados no moviebodycounts.com.

terça-feira, 12 de junho de 2007

Monolito


Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira prá lá

- "Roda Viva", Chico Buarque

(Não tem relação com Dia dos namorados.)

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Funesto comercial


Às vezes eu fico meio encafifado com com certas peças publicitárias que a gente vê por aí.

Não entendi essa do pessoal do Licor de Cacau Xavier veicular um comercial em clima alegrinho com Sérgio Reis, cujo mote é "O Menino da Porteira". Qualquer um que conhece a letra dessa música sabe que é uma história triste.

Fica um contraste estranho. Afinal, de nada adianta fazer aquele clima de felicidade de que o Licor vai curar os vermes do menino, se todos sabemos que logo ele já não estará mais vivo.

sábado, 19 de maio de 2007

Barrichello e o Papamóvel


Visto nos comentários de um vídeo do YouTube:

"O motorista ideal para o Papa-Móvel é o Rubens Barrichello. Finalmente ele poderia andar na frente do alemão, dirigindo devagar e com os brasileiros aplaudindo"

É...

terça-feira, 15 de maio de 2007

Dica rápida: pesquisa de letras de músicas

Uma dica rápida: se você curte música e costuma pesquisar letras naqueles sites confusos, pesados e cheios de banners, experimente o LyricWiki.

Se gostar, há a possibilidade de instalar o motor de busca para Firefox, para agilizar a pesquisa.

Aliás, esse recurso é uma mão na roda. Aqui eu uso Google, Wikipedia (inglês e português), IMDB, YouTube, Dictionary.com, MercadoLivre, Buscape, del.icio.us e, agora, LyricWiki, mas a lista de plugins disponíveis é gigante e inclui vários outros sites.

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Garfield e a verdade


Odeia segunda-feira, adora lasanha e dormir e agora essa?

Putz... Não tem como não idolatrar essa figuraça.

Vi no Com limão, que tem muitas outras tirinhas dele. Vale a pena conferir.

A vez do rei


Depois da quizumba que a Cicarelli arrumou ao tentar proibir o vídeo dela, a bola da vez agora é a do Roberto Carlos, que fez um acordo pra encerrar a comercialização de um livro com sua biografia.

O fato é que da mesma forma que ele canta que tudo o que é bom é ilegal, imoral ou engorda, dizem por aí que tudo o que é proibido desperta mais a atenção. Tanto que a tal biografia já está disponível para download em pdf e de graça para qualquer um que queira conferir o porquê de tanto sigilo do amante à moda antiga.

Agora que caiu na rede, fazer desaparecer é que vai ser complicado - como nos disse o próprio pai da matéria, Vinton Cerf, em entrevista do final de 2006 - e o jeito vai ser viver esse momento lindo.

Dizem que na música ele é o rei, mas na internet, conteúdo é o rei. Não importa de que tipo e qualidade, pois tem pra todos os gostos. Assim como música.

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Lançamento de vídeo sobre acessibilidade na web

O pessoal do AcessoDigital.net lançará esse mês um vídeo sobre acessibilidade na web em um evento que contará com a presença de algumas figuras de peso que discutirão o assunto em uma mesa-redonda a ser realizada após a exibição.

Mais detalhes e uma prévia do vídeo vocês encontram no blog do Horácio Soares.

Vídeo - Acessibilidade na Web: Custo ou Benefício?
Data e hora: 24 de maio de 2007, às 19h.
Local: Auditório do SENAC RIO - Rua Santa Luzia, 735 - 7º andar - Centro - Rio de Janeiro - Brasil.
Dica: próximo ao Metrô Cinelândia, saída Av. Rio Branco.
Informação: o local tem acessibilidade para pessoas com deficiência.
Apoio: Seprorj, Sebrae/RJ e Senac RIO.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

O assassino é o Vectra... Digo, o mordomo.

Imagem do mordomo AlfredA "campanha" do Vectra finalmente saiu e não acreditei quando minhas suspeitas se confirmaram: eles só mostraram o carro e vieram com o papo de que não precisa de mais nada.

O conceito era bem legal, os teasers que realmente despertavam o interesse em saber o que de tão bacana seria produzido. Dei tanto crédito que cheguei ao ponto de descartar a possibilidade d'eles virem com essa de só mostrar o carro.

Me sinto em um cinema assistindo a um filme de suspense por duas horas, tentando descobrir quem é o assassino e tendo certeza de que não será o mordomo, porque de tão bobo e óbvio, se fosse ele toda a trama construída ficaria sem graça.

Criaram a expectativa e na hora que o pano caiu só veio o sentimento de "Ah, sim... Legal... Próximo!"

E viva à crise criativa!

(E ao meu mau humor de segunda-feira)

Seu nome era Enéas!



Foi-se o Enéas, homem de axiomática reputação escorreita e de inconcussa atuação no cenário político, que invadia nosso televisor com imagem aguerrida e tersa e não demonstrava falta de verve, mesmo quando era conspícua a fragilidade de sua saúde.

Espero que seu esforço hercúleo na política seja profícuo e que não seja eivado por asseclas de reputação tacanha para biltres diatribes.

A Igreja Católica e o marketing na visita do Papa ao Brasil


Já há algumas semanas eu venho desenvolvendo uma teoria pessoal sobre a vinda do papa ao Brasil, sob o ponto de vista do marketing.

Não apenas porque esta é uma área de interesse profissional, mas também por acreditar que se existe uma instituição que entende muito do assunto, ela é a Igreja Católica.

Para explicar isso começo pela marca e sigo pelo composto do marketing (os famosos "4 pês"), com alguns exemplos de outras religiões para efeito de comparação.

Uma estratégia de marketing ligada a uma marca é fundamental para o seu sucesso e qualquer aluno de primeiro período de um curso de comunicação social sabe que a marca mais conhecida do mundo é a cruz, com seus valores, missões e visões embutidos, e que tem brand awareness (lembrança da marca) e brand equity (valor da marca) incauculáveis.

O produto que ela oferece é um que praticamente todos buscam: o paraíso, que, de uma forma geral, não difere muito dos da concorrência - embora existam casos como aquele idealizado pelos muçulmanos fundamentalistas, que oferece 70 virgens, por exemplo - mas que tem preços diferentes.

Nesse sentido, o preço não está ligado somente ao aspecto monetário - dízimo atual -, mas também às outras formas de pagamento com os quais os consumidores têm de arcar para conseguir o produto, que normalmente são privações - não comer carne de porco, não manter relação sexual antes do casamento, jejuar durante o Ramadã -, regras de vida e de comportamento - 4 nobres verdades, 10 mandamentos - e, principalmente, aceitação de dogmas - Ressureição de Cristo, Assunção de Maria, Juízo Final.

Outra forma de diferenciação está no canal através do qual o produto será entregue, ou seja, o ponto-de-venda (PDV) - igreja, templo, sinagoga, mesquita - e os vendedores - padres, pastores, rabinos, imãs. Cada qual com sua particularidade, forma de atendimento e técnicas próprias.

Estes são os três primeiros integrantes do composto do marketing: produto, preço e ponto/praça. Resta um último: promoção/publicidade, que tem sido o núcleo dessas minhas divagações que antes eram apenas conclusões obtidas a partir de observações pessoais, mas que agora - acredito - têm o reforço de uma pesquisa lançada pela FGV que oferece dados quantitativos sobre a religião no Brasil e que me mantém na mesma linha de pensamento e com mais munição.

Essa é a mesma pesquisa que - para minha surpresa, que venho preparando esse texto há alguns dias - foi utilizada em uma reportagem do Fantástico nesse domingo.

De acordo com ela:

  • Entre 1991 e 2000, a taxa de católicos na população caiu de 82,24% para 73,89%, e estabilizando em 73,79%, em 2003
  • Na década de 90 a queda era de 1 ponto percentual ao ano
  • Os evangélicos passaram de 9% em 1991 para 16,2% da população em 2000, chegando a 17,9% em 2003
  • Entre 2000 e 2003 o número de pessoas sem religião caiu de 7,4% para 5,1%
  • Existem 17,9 vezes mais pastores evangélicos por fiéis do que padres por católicos
  • A relação pastor/padre aumentou de 1,1 em 1991 para 3,7 por 2000
O que pude concluir daí, sob o ponto de vista que estou levando em conta, é que houve um aumento do número de consumidores - pessoas religiosas -, não só pelo aumento da população, mas também pela diminuição do número de não religiosos, o que leva a um aumento da demanda de mercado.

Dos vários nichos possíveis (cristianismo, religiões orientais, afro-brasileiras), o maior é o cristianismo, que tem mais de 90% da população.

Contudo, os concorrentes da Igreja Católica - evangélicos tradicionais e pentecostais - é que vêm abocanhando o mercado. Enquanto seu número de fiéis caiu ao longo da década de 90, o dos evangélicos subiu em uma curva bastante inclinada.

O que talvez passe despercebido aí é o fato de que a porcentagem de católicos se estabilizou enquanto o mercado crescia, ou seja, eles de fato conseguiram arrebanhar mais fiéis, só que não no mesmo ritmo que a concorrência, que soube usar técnicas mais eficientes, como por exemplo impulsionar o mercado de produtos gospel, principalmente o musical - que a Igreja Católica até tentou alcançar na década de 90, com os padres cantores - e a disponibilização de mais pastores por fiéis, o que ajuda a personalizar o atendimento.

Uma outra idéia bastante interessante que vejo como grande contribuinte deste grande crescimento do número de evangélicos é o do conceito neopetencostal G12, de igrejas em célula.

Se um produto qualquer se encontrasse em um cenário semelhante a esse em seu próprio mercado, muitas opções seriam possíveis para que ele voltasse a conquistar mais fatias. Dentre elas, o aumento da promoção/publicidade.

Por isso, quando o Papa vem ao Brasil a Igreja consegue criar um evento único, que gera mídia e publicidade espontânea sem par, divulgando sua imagem e alavancando o consumo, esquentando o sentimento de fé que muitos dos seus fiéis deixaram esfriar e que agora buscam-na novamente, isto é, há um aumento no desejo e na busca pelo produto.

Outro ponto importante é a primeira canonização fora do Vaticano, um privilégio que será concedido aos fiéis brasileiros, ou seja, uma promoção exclusiva aos consumidores desse mercado, que agora terão um representante próprio no rol dos santos, que talvez gere bastante empatia e também devoção, novamente alavancando o consumo.

Acho que muita coisa mais dava pra sair daí, mas o principal era isso e, como disse antes, essa é uma teoria pessoal e sei que muitos não vão chegar até esse final e que alguns amigos católicos não vão concordar muito com o que está aqui - além daqueles que vão achar que são apenas teorias conspiratórias de um ateu. Em todo caso, precisava deixar isso registrado ;)

terça-feira, 17 de abril de 2007

Os Infiltrados

Cena do filme. À esquerda, Leonardo DiCaprio. À direita, Jack Nicholson.

Você já assistiu Os Infiltrados?

Eu só consegui ver nesse fim de semana e, acredite, se você não viu ainda, está perdendo um filme fantástico.

Olha só a escalação do professor Scorsese: Jack Nicholson, Matt Damon, Leonardo DiCaprio, Mark Wahlberg, Martin Sheen, Alec Baldwin e grande elenco (não resisti a esse lugar-comum, de tão engraçado que acho).

A trama é espetacular. As atuações também, com um Jack Nicholson cada vez mais genial e um DiCaprio que já sepultou a imagem do outro Jack há muito tempo.

Agora esperamos que a distribuidora lance uma edição bem bacana do DVD para venda e não repita desastres do ano passado, como V de Vingaça e O Senhor das Armas - dois excelentes filmes cujas edições não valiam o preço cobrado.

Não sei se a distribuidora é a mesma. Se for, é uma ótima chance de melhorar os serviços. Se não, é uma ótima também para aprender com os erros da concorrência.

Em todo caso, taí a dica.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Blogar tem dessas coisas

Eu ia postar aqui um vídeo que vi no blog do Daniel Xavier, no qual cheguei através do Brainstorm #9, mas estava vendo meus feeds e descobri que o Mauro Amaral já havia postado, seguindo a dica do Cris Dias, que viu no Fábio Yabu.

Agora não quero mais brincar :P

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Joost? Eu também quero!

Estamos todos afim de um convite do Joost, um programa que utiliza P2P para compartilhar o trabalho de processamento dos vídeos. A idéia saiu da cabeça dos criadores do Kazaa.

O Rafael Dourado, do Netlus, está fazendo uma promoção relâmpago cujos prêmios são 3 convites para a brincadeira. Será que ganho? ;)

terça-feira, 10 de abril de 2007

Acessibilidade é bom e todo mundo gosta

Hoje tive mais uma daquelas lições de porque, como profissional de web, a acessibilidade deve ser uma das preocupação nos meus projetos.

E essa lição foi bem longe de um computador, em um ônibus que peguei voltando de uma reunião.

A situação se deu no momento em que as portas de trás do veículo se abriram e eu subi no primeiro degrau e me deparei com uma nova catraca, fruto da idéia de algum gênio, que resolveu aumentar a sua altura para ocupar quase todo o vão destinado a ela - provavelmente para evitar que alguns passageiros pulassem, ou que os pais levantassem as crianças para passá-las para o outro lado como já vi várias vezes.

Com essa nova parte superior, não há condições de uma pessoa do meu tamanho passar por aquilo, fato notado pelo cobrador que me sugeriu entrar pela porta da frente.

Então, lá vai: desce do ônibus, anda até a frente, sobe no ônibus, anda até o cobrador no fundo para pagar e volta pra frente para achar um lugar.

Como usuário do sistema de transporte público, me senti frustrado com essa "solução sofá", como diria um ex-professor e ex-empregador meu.

Agora, transfira essa situação para a interação humano-computador, e você terá o cenário de muitos sites que obstruem o acesso de seus visitantes por decisões de projeto mal pensadas e sem foco no objetivo de qualquer site, que é permitir acesso ao conteúdo por parte de qualquer visitante. Assim como o acesso ao ônibus da maneira usual, por parte de qualquer cidadão, também deveria ser o foco da empresa de ônibus.

A mesma frustração que eu tive ao tentar usar o transporte público de forma simples e de não consegui-lo é igual à dos vários tipos de usuários que tentam fazer o mesmo com os sites e também não conseguem.

No fim das contas, o que se tira daí é que acessibilidade é bom e todo mundo gosta, seja ela online ou offline.

E pra quem não conhece a tal "solução sofá", ela tem esse nome porque a história é a de um sujeito que chega em casa e encontra a filha com o namorado no sofá da sala em um clima mais quente.

Qual seria a solução para acabar com isso? Simples: se desfaça do sofá.

domingo, 18 de março de 2007

Aqui não é Genebra

A essa altura você já deve estar sabendo que o Capitão América morreu. Se não sabe, dê uma olhada no post do Caparica sobre o assunto.

Só quero destacar que quem mata o bom velhinho é um sniper, e não um super-vilão.

Isso me lembrou das discussões durante as partidas de Day of Defeat, em que os alvos dos snipers - classe com a qual eu preferencialmente jogo - dizem que tal arma é apelação ou covardia. Os mais exaltados xingam a progenitora do atirador e mandam pegar "uma arma de homem e ir pra frente".

Claro que esse tipo de jogador é aquele imaturo iniciante, que não entende um conceito simples: na guerra não há regras.

Não defendo a idéia, mas esta é a realidade que transparece nos conflitos e que permeia para games do estilo.

"Aqui não é Genebra!", disse o Coronel Werner Visser em "A Guerra de Hart", após executar sumariamente um prisioneiro.

No documentário "Sob a Névoa da Guerra: Onze Lições da Vida de Robert S. McNamara", o ex-secretário de defesa dos EUA, que lutou na Segunda Guerra Mundial, faz uma das afirmações mais impactantes sobre a vitória neste conflito:

A guerra com o Japão foi brutal... Com pilotos kamikazes, suicidas, algo incrível.

O que podemos criticar é que a raça humana antes dessa data e até agora não abordou o problema do que chamarei de "As regras da guerra".

Havia uma regra que dizia que não se deve bombardear, matar 100.000 civis em uma noite?

LeMay disse: "Se tivéssemos perdido seríamos julgados como criminosos de guerra". Ele estava certo.

(...)

LeMay reconheceu que o que estava fazendo seria considerado imoral se tivéssemos perdido.

Mas por que é imoral quando se perde e não é quando se ganha?

E se você acha que alguma coisa mudou, assista "Estrada para Guantánamo".

Então, da próxima vez, antes de reclamar que um sniper abriu mais um orifício no seu crânio, que tal ouvir a ordem do comandante? "Platoon, move out and stay low!"

sábado, 17 de março de 2007

Camarada Mario

Acabei de ver no Blog do InfoWester uma homenagem ao Mario, o encanador italiano que fez e faz a alegria da galera e da Nintendo, que sempre fatura bem com os jogos dele.

A animação "The people's Mario" mostra uma versão soviética do game do bigodudo. Vale a pena não só pela idéia, mas também pena pela trilha sonora do Red Army Choir.

Aliás, alguém aí curte música russa ou da Europa Oriental?

quinta-feira, 15 de março de 2007

Marque no mapa


Alguém tá precisando de umas aulas de geografia urgentemente...

Dia desses, na Casa Branca...

Bush e Condoleezza Rice em mais um vídeo daqueles que surgem aos montes no YouTube:



Você talvez se lembre disso do "Rain Man", mas a brincadeira é mais antiga.

terça-feira, 13 de março de 2007

Março, o mês dos gregos

Não consigo recordar exatamente quando comecei a me interessar pela cultura grega, mas credito sua consolidação a um longo processo.

Na TV, toda aquela trama de Cavaleiros do Zodíaco, envolvendo o panteão grego e cavaleiros com grandes poderes protegidos por armaduras, cada qual tendo uma ligação com seres e personagens daquela mitlogia, me chamou a atenção e fez com que eu me interessasse em procurar conhecer um pouco mais sobre essa civilização.

O cinema também tem sua parcela de culpa. Principalmente "Jasão e o Velo de Ouro", que incontáveis vezes assisti no Cinema em Casa quando criança, sempre me assustando com os esqueletos que brotam do chão e lutam com os argonautas.

No território dos games, "Gods" - que mostra a busca de Hércules pela imortalidade - era um dos jogos que mais me empolgavam e, apesar de pouco conhecido, é um dos melhores para SNES.

Mais tarde, a literatura de Dante consolidou completamente meu gosto pelos mitos gregos, maestralmente mesclados com a tradição católica na sua Divina Comédia.

E que agradável surpresa foi ouvir em 2002 não uma, mas duas músicas do então novo álbum, "A night at the opera", minha banda favorita, o Blind Guardian, que tinham como tema a Guerra de Tróia e que contam a história com níveis de epicidade extremos.

E com essas músicas na cabeça fui assistir "Tróia", em 2004, saindo do cinema extremamente desapontado com o fraco resultado obtido na telona.

No ano passado, meu irmão me mostrou um jogo de PS2 chamado "God of War", em que o protagonista, o espartano Kratos, tem como objetivo matar o deus da guerra, Ares.

Seria apenas mais um jogo, se não fosse O JOGO. Com gráficos que mostram porque o console da Sony foi objeto de desejo de muitos durante seu reinado sobre sua geração, ele abusa das câmeras cinematográficas - que em momento algum atrapalham -, com uma jogabilidade de primeira, história envolvente e tudo isso com uma trilha sonora que se mescla à ação como poucas vezes vi na história dos games.

Por todas essas influências, não era de se estranhar que tenha um projeto de trabalho chamado "Hoplita" e um portfólio espartando - aproveitando o trocadilho com a palavra.



Agora, em março de 2007, teremos o lançamento de "God of War 2", a turnê do Blind Guardian no Brasil, o lançamento do DVD do Prólogo do Céu, de Cavaleiros do Zodíaco - obrigado, Thiago, pela lembrança! - e, coroando o mês, o aguardadíssimo "300".

Já imagina como estou me sentindo?

sábado, 10 de março de 2007

Yeah, baby! It's samba!

Não tem jeito! Gringo que visita o Brasil tem que ir pro samba!

Se for autoridade, então, é quase um compromisso obrigatório na agenda política, que se for esquecido pode até mesmo desencadear um incidente internacional.

O príncipe Charles caiu no samba quando esteve na Beija-flor, em 1978. Bill Clinton tocou tamborim na Mangueira, em 1997. Desta vez, o Bush assumir o ganzá lá no Morumbi.

Agora, imaginem um americano dançando samba paulista de terno.

É...

quinta-feira, 8 de março de 2007

A rapsódia de Lost

Devo estar batendo o recorde de posts em um único dia aqui no blog. Talvez devesse guardar pra postar depois, como alguns fazem, mas agora é tarde: aí está um vídeo da galera de Lost cantando uma versão animada de Bohemian Rhapsody do Queen. O legal é relacionar a letra com a história dos personagens.



Não sei vocês, mas eu ri um bocado aqui.

Mulher







"Não é inutilmente
Que existe tanta gente
Que é louca por você..."

"Maria da Graça", Tom e Vinícius

Esse filme é dez!


Já o português...

Parabéns ao pessoal da Blockbuster por ter permitido ao Eduardo se expressar da maneira como pôde, sem excluir o comentário.

Respondaí: Bush no Brasil?



Para o primeiro Respondaí, temos a pergunta: "Porque o presidente dos Estados Unidos vai vim pro Brasil em 2007?"

A princípio esta pode parecer um questionamento muito simples, mas em uma análise mais profunda é possível perceber que há motivos implícitos nessa vinda do Bush ao nosso país.

Digo "profunda", porque é dessa parte da memória que vem a resposta: ele está vindo ao Brasil conferir se nós realmente temos negros aqui, como perguntou ao presidente Fernando Henrique Cardoso, durante um encontro em 2001.


Esqueça combustível alternativo, direitos humanos ou qualquer outra desculpa que ele tenha dado. A verdade é que ele não acreditou no FHC - é...? - nem na Condoleezza e veio ver com os próprios olhos.

Mas resta saber se ele vem mesmo pro Brasil ou se vai parar lá em Buenos Aires, nuestra capital, que Bill Clinton disse que gostaria de visitar.

Se você sabe, respondaí


Olhar no Google Analytics e no Hittail as palavras-chaves utilizadas nas buscas através das quais os visitantes chegam ao blog é uma tarefa um tanto divertida - principalmente depois de um post cheio de palavras e sem conteúdo algum.

Muita gente tem o hábito de pesquisar fazendo perguntas aos buscadores - O que é Web 2.0? - ou, melhor ainda, de conversar - quero saber o que é hipermídia - e isso sempre gera relatórios curiosos nos dois sistemas que uso.

Eventualmente sinto vontade de atender aos questionamentos destes visitantes que acabam saindo daqui sem resposta.

Fico imaginando-os em frente ao computador em uma tela de resultados do Gooooooooooogle, buscando desesperadamente por respostas, com cabelos desgrenhados, olheiras, taquicardia, azia, perdendo noites de sono e não achando a solução para suas dúvidas.

Desta maneira, resolvi apaziguar-lhes um pouco o sofrimento, começando em meu próximo post a série "Respondaí", divulgando as perguntas que encontrar nos relatórios, fornecendo respostas - quando as tiver - e esperando que os outros visitantes também comentem, com suas próprias respostas.

Com isto estaremos fazendo uma contribuição de inestimável valor para o entulhamento de bits nos HDs do Google.

E como a minha meia dúzia de visitantes bem sabe: tudo aqui é beta. Aprendi com o Google - que, aliás, foi citado aqui pela quarta vez.

terça-feira, 6 de março de 2007

Monitor LSD?

Reunião hoje, às 8h30 para apresentar o layout de um trabalho ao cliente.

Eu: "... e foi por isso que colocamos esta cor."
Cliente: "Vermelho?"
Eu: "Não. É um tom de rosa, mas você está vendo vermelho porque seu monitor é LSD e a cor varia de acordo com o ângulo de que você olha. Por isso não gosto de trabalhar com monitores LSD."
Cliente: risos

Logo em seguida fiquei imaginando que cores não seriam o problema em monitores LSD. Pelo contrário: seriam um barato. Literalmente.

O argumento? Lucy in the Sky with Diamonds.

sexta-feira, 2 de março de 2007

Um problema moral

Acabei de assistir ao documentário "Uma verdade inconveniente", do Al Gore.

Achei interessante que ele foge do cienfiticismo do "como acontece" e vai logo pra explicação sobre o que já está acontecendo e o que vem daqui pra frente.

O ex-futuro-presidente dos EUA exemplifica com fotos embasbacantes os efeitos do aquecimento global em diversos pontos do planeta, sempre apoiado por gráficos que mostram claramente que alguma coisa está errada com o clima na Terra.

Ele também executa o mito de que há uma cisão na comunidade científica sobre o homem ser ou não razão do aquecimento global, demonstrando que isso é uma confusão propositadamente gerada.

Apesar de ser claramente voltado para o público estadunidense - chegando até mesmo a um chamamento nos instantes finais, apresentando argumentos que lembram o velho Destino Manifesto -, o filme mostra que o problema é global e deve ser encarado por todos.

Outro ponto negativo, a meu ver, são os interlúdios mostrando alguns trechos da vida de Al Gore.

Tudo bem que ele usa como ganchos para o que vem em seguida, mas aquilo me pareceu destoar um pouco do resto do documentário, chegando em certos momentos a ser tedioso. Mas nada que comprometa o valor do trabalho.

O mais importante: esse é um problema moral. Não político.

Recomendo uma olhada nesse filme. E na próxima eleição para presidente dos EUA. Saiam dessa, republicanos!

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Dêem a descarga, por favor!

Marca da Nova Cedae
O que é pior para a empresa - e não estamos falando de uma empresa pequena - do que fazer um concurso interno para criar uma nova marca, ao invés de contratar um designer?

Marca da Águas do AmazonasÉ fazer o concurso e eleger uma cópia da marca de outra empresa!

Como diria um dos desdobramentos da Lei Primordial da Existência Humana: "Não há nada tão ruim que não possa ser piorado".

Que tal dar a descarga e começar tudo de novo, hein Nova Cedae?

Vi no Interfaceando, do Robson Santos.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

Origens da Quarta-feira de Cinzas

Enfim, a Quarta-feira de Cinzas, aquele dia meio-morto que tem como característica o aparecimento de seres meio-vivos depois das festividades de carnaval. Por isso acredito que esse deva ser o mais zumbi dos dias.

Sua comemoração remonta aos tempos de Nero, quando Roma foi incendiada durante os 4 dias de Carnaval - uma moda importada de Veneza, mesclada com as festividades de Dionísio, com uns toques pirotécnicos adicionais do César.

Nesse dia a Cidade Eterna acordou com olhos de ressaca - machadiano eu, não? - por causa do vinho e pôde conferir a cag... Er... A grande idéia que seu governante teve, quando achou que atear fogo à capital do império daria um excelente enredo para sua Schola Sambus Unitos Roma.

O problema é que Nero era um péssimo artista e nem mesmo esse acontecimento foi capaz de lhe fazer tirar algum samba da harpa - até porque, samba em harpa é algo experimental demais para uma época em que até mesmo o ritmo era considerado experimental -, de modo que ele viu que a Ala dos Compositores não era seu lugar e que deveria ficar mesmo com a galera do Jogo do Bicho - que a cada dia aumentava a cartela, com os animais exóticos trazidos dos novos territórios conquistados por Roma. Eventualmente ele se achava no direito de dar um pitaco no trabalho dos carnavalescos, sempre pedindo mais luxo, mais glamour, adereços e purpurina.

Esquema de uma legião romanaFoi nessa época também que aconteceu o primeiro desfile no Coliseu, erguido especificamente para esse fim. Na ocasião, as Legiões desfilaram - daí surgiram as atuais alas - sempre com um legionário portando os estandartes - o precursor do mestre-sala, ao qual posteriormente foi adicionado a porta-bandeiras.

Os ancestrais de Sílvio Berlusconi até tentaram negociar o Senado os direitos exclusivos para a transmissão pela RAI Internacional para todo o Império, mas logo depois notaram que isso não seria possível por motivos anacrônicos.

Historiadores afirmam que não houve patrocínio da Antártica porque não foi possível encontrar um local pra montar a Esquina do Samba no Coliseu, por motivos arquitetônicos óbvios, de forma que a Skol, aproveitando-se dos mesmos motivos, conseguiu fechar o patrocínio - o que se mostrou um desperdício de dinheiro e resultou no corte de umas cabeças no Departamento de Marketing, que não levou em conta o fato de que romanos não bebem cerveja, que é considerada bebida de bárbaros.

Apesar de um começo ardente, o Carnavalis romano mostrou ser apenas fogo de palha e logo foi esquecido. Heródoto afirmaria posteriormente que isso se deu devido ao excesso de pano nas togas, que muitos acreditavam não combinar com o espírito da festa. Apesar disso, o clamor da massa por divertimento foi tanto que o governo se viu obrigado a usar obra faraônica do Coliseu para realizar espetáculos com gladiadores.

Foto recente do Coliseu

Obviamente foi necessário abrir outra licitação para a reforma do prédio e adaptá-lo ao novo objetivo. A empresa ganhadora foi uma multinacional egípcia, cuja sócia majoritária era uma tal de Cleópatra, que - dizem - só conseguiu o contrato quando seduziu o fiscal, um proeminente soldado romano conhecido como Marco Antônio.

(Posteriormente o Senado investigou denúncias de superfaturmento na obra e Cleópatra teve os bens confiscados, motivo pelo qual se suicidou.)

Daí pra frente a história é conhecida: Ben-Hur, Spartacus e Gladiador. Mas o importante é lembrar que por estas razões todos os anos comemoramos o Carnaval e a Quarta-feira de cinzas, apesar de alguns estudiosos - pff... - considerarem essa versão muito fantasiosa.

A despeito disso, a prova indiscutível apresentada pelos defensores desta corrente é o uso da águia, a mais importante das insígnias das legiões romanas, como símbolo da mais importante das modernas escolas de samba brasileiras, a Portela.