segunda-feira, 14 de agosto de 2006

O paradoxo iraniano

Paradoxal: Essa é a primeira palavra que me veio à mente quando fiquei sabendo, através do César, que o presidente do Irã resolveu cair na rede e blogar.

Primeiro porque, como diz a reportagem citada, ele nunca teve nada a ver com a Internet e até falava mal de jornalistas e blogueiros antes de virar presidente.

Segundo porque ele é a figura que representa o governo iraniano que, ao lado do chinês, realiza os maiores avanços na censura da internet, mas que usa uma ferramenta idealizada para tornar a publicação de informações mais fácil e acessível até mesmo a usuários com pouco conhecimento técnico.

Ou seja, pegue um sujeito que não gosta de jornalistas, blogueiros e liberdade de informação; o coloque à frente de um governo que pratica a censura implacavelmente e lhe dê uma ferramenta que facilita a publicação da informação para que possa falar o que quiser contra ou a favor de quem quiser e terá aí mais uma das incoerências e paradoxos do Oriente Médio.

Algumas delas até foram citadas pelo Bill Ward, baterista do Black Sabbath.

Independente disso o site teve de sexta-feira até segunda de manhã mais de 12 mil visitas.


Até pensei em reaproveitar a piada do post anterior e dizer que o negócio agora é esperar o Bush criar um blog para ambos passarem a conversar por trackbacks porque eles precisariam fazer isso com muitos presidentes e premieres. O que não deixa de ser uma boa idéia para o relacionamento transparente global ;)

Mas já vou logo dizendo que se o Fidel Castro se recuperar e soubder disso daí é bem capaz de querer fazer o mesmo. Agora imaginem que se o primeiro post do colega iraniano teve mais de 2 mil palavras, quantas terá o do eloqüente comandante?

3 comentários :

César disse...

irado!!!

BLOG DO COMANDANTE

Caros hermanos, jo estoy a cá en hospital siendo tratado pelos mejores medicos del mundo sen perder la ternura jamas...


(desculpe o meu portunhol)

HoloCoCos disse...

Curti a piada dos trackbacks!

Khristofferson Silveira disse...

César, achei que ia dizer "Hay que blogar pero sin perder la ternura jamás".


Henrique, obrigado pelo comentário. Não é sempre que acerto, mas a gente tenta. Hahahaha