sábado, 27 de maio de 2006

Sexo, branding e viral!

Esses dias ando bem envolvido (aka "enrolado") com o trabalho de conclusão (aka "libertação") da faculdade, que será entregue e apresentado nas próximas semanas.

O tema central é o branding. Para isso pegamos um cliente e trabalhamos a marca, identidade visual e imagem da marca.

Mas esse post não é sobre o trabalho, mas sobre um viral que vi hoje. Um catálogo de moda que utiliza pornografia para divulgar os produtos.

Sim! Isso mesmo: sexo explícito em um catálogo de modas! E não é da DuLoren (lembram?), mas da francesa Shaï.

Não pretendo discutir os limites da propaganda - que para mim são bem amplos, quando não invasivos. Ainda mais em se tratando de internet. O que mais me impressiona é justamente essa questão de branding.


Assistir a um dos vídeos - que demoraram bastante para carregar aqui - olhando desse ponto de vista - força aí, gente! Tem como! - leva-nos a observar detalhes como a música de fundo ("There's no reason to be shy"); as roupas jogadas, mas sempre sendo enquadradas na cena; as âncoras que destacam os produtos na cena, mas, quando sobrepostas pelo mouse, apenas mostram alguns detalhes deles, sem link para compras.

Tudo isso mostra que o intuito do site é o de associar a situação - e todos os aspectos ali contextualizados - à imagem da marca.

A pessoa que comprar dessa marca estará comprando apenas roupa? Ou estará comprando também toda a cena, além do fim da sua timidez?

Percebe-se também que - por ser um viral - há uma preocupação em espalhar o site e gerar buzz sobre ele, com mecanismos de indicação e fórum (com o imperativo nome de "Reaja!") aberto a comentários que vão dos que acharam genial até os que acharam um ultraje.

O fórum não exige cadastro, já que o intuito deles não é criar uma base de e-mails para mandar newsletter. O que eles querem é buzz! Marketing espontâneo!

Achei esse site é um case tão interessante para ser analisado sobre vários prismas (limites da publicide, marketing viral, branding etc), mas quando pesquisei n'Aquele Que Tudo Vê e não encontrei quase nada em português, a não ser algumas referências e o artigo do Caio Cesar, no Webinsider, em que ele traça alguns comentários sobre essa questão de branding também - coincidência ;)

Um comentário :

Raquel disse...

Seu blog está a toda, hein? Acho que você nunca foi tão produtivo em termos de posts haha.

Você parece meu professor de Sistemas da Qualidade falando que o cliente não compra apenas o medicamento, mas toda a idéia de saúde, bem estar e pulmões livres do muco que só Vick pode proporcionar :P