segunda-feira, 22 de maio de 2006

Cenas do cotidiano

Dessas cenas que parecem cenas caricaturadas das novelas:

Sábado de manhã eu e o César fomos visitar um cliente e paramos em um boteco pra tomar o café da manhã.

Mas não um café da manhã qualquer. Um café da manhã de boteco! A famosa média com pão.

Acho que nunca entrei em um boteco tão cara de boteco mesmo: sujeito com camisa do Flamengo no balcão, tomando cerveja com um amigo - pelo jeito, já há algum tempo - e conversando com ele e com o caixa, que muito provavelmente é o dono do estabelecimento, sobre criação de passarinhos.

Se lamuriando da perda de uma ave que julgava ser belíssima cantadora, o cidadão começa a expor o caso, dizendo que essa ave lhe era muito cara e que todos a elogiavam, até que alguém afirmou que o bicho estava morrendo.

Ele não queria acreditar, mas já começava a perceber que a ave estava morrendo, por influência do outro. Ou seja, o que matou o passarinho não foi causa natural, foi a boa e velha urucubaca.

O sujeito não teve dúvida ao afirmar em alto e bom som pra todo o boteco ouvir: "Por isso que eu digo: a pior macumba que existe é o olho gordo!"

Isso alguns segundos antes de um sujeito entrar ali com camisa do Vasco, calça velha de moleton e sandália de dedo, além do pouco cabelo despenteado.

Agora pergunto: que outro lugar poderia proporcionar esse tipo de cena?

Só outro boteco.

Um comentário :

césar disse...

mas o gran finale do boteco foi os R$3,50 q a gnt gastou nesse dejejum, pô! q vc esqueceu de falar no post.

deu pra mais um pingadinho e ainda sobrou troco.