segunda-feira, 29 de maio de 2006

Enquanto isso, no Velho Continente...

Europa: Parlamento estuda cobrar imposto por e-mail e SMS

Tava demorando "alguém" achar um jeito de levantar uns "trocados" com mensagens eletrônicas.

Se a moda pega, a gente aqui no Brasil tem grandes chances de levar no FUST.


UPDATE (31/05/2006): Parece que andaram fazendo uns remendos nessa história.

Alex Toth

Acabei de ler no Gibizada sobre o falecimento do desenhista Alex Toth.

Ele foi responsável por desenhar personagens como "Herculóides", "Superamigos", "Homem-Pássaro" e "Space Ghost" para a Hanna-Barbera nos anos 60.

Acredito que não só eu, mas quem quer possa estar lendo isso daqui foi (ou é) fã de um de seus trabalhos. E não apenas na infância.

Hoje alguns personagens estão reciclados, como Harvey, o advogado, ou Space Ghost, apresentando seu talk show, mas para quem cresceu assistindo os originais, eles são eternos.

Um detalhe: segundo seu filho, Alex Toth morreu desenhando.

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Às vezes isso daqui parece mais um obituário do que um blog voltado para... Para... Para o quê mesmo?

Enfim... O fato é que isso não importa.

Mais importante é homenagear aqueles que fizeram de sua estada nesse corpo celeste algo marcante. Mmesmo que só pra mim.

sábado, 27 de maio de 2006

Sexo, branding e viral!

Esses dias ando bem envolvido (aka "enrolado") com o trabalho de conclusão (aka "libertação") da faculdade, que será entregue e apresentado nas próximas semanas.

O tema central é o branding. Para isso pegamos um cliente e trabalhamos a marca, identidade visual e imagem da marca.

Mas esse post não é sobre o trabalho, mas sobre um viral que vi hoje. Um catálogo de moda que utiliza pornografia para divulgar os produtos.

Sim! Isso mesmo: sexo explícito em um catálogo de modas! E não é da DuLoren (lembram?), mas da francesa Shaï.

Não pretendo discutir os limites da propaganda - que para mim são bem amplos, quando não invasivos. Ainda mais em se tratando de internet. O que mais me impressiona é justamente essa questão de branding.


Assistir a um dos vídeos - que demoraram bastante para carregar aqui - olhando desse ponto de vista - força aí, gente! Tem como! - leva-nos a observar detalhes como a música de fundo ("There's no reason to be shy"); as roupas jogadas, mas sempre sendo enquadradas na cena; as âncoras que destacam os produtos na cena, mas, quando sobrepostas pelo mouse, apenas mostram alguns detalhes deles, sem link para compras.

Tudo isso mostra que o intuito do site é o de associar a situação - e todos os aspectos ali contextualizados - à imagem da marca.

A pessoa que comprar dessa marca estará comprando apenas roupa? Ou estará comprando também toda a cena, além do fim da sua timidez?

Percebe-se também que - por ser um viral - há uma preocupação em espalhar o site e gerar buzz sobre ele, com mecanismos de indicação e fórum (com o imperativo nome de "Reaja!") aberto a comentários que vão dos que acharam genial até os que acharam um ultraje.

O fórum não exige cadastro, já que o intuito deles não é criar uma base de e-mails para mandar newsletter. O que eles querem é buzz! Marketing espontâneo!

Achei esse site é um case tão interessante para ser analisado sobre vários prismas (limites da publicide, marketing viral, branding etc), mas quando pesquisei n'Aquele Que Tudo Vê e não encontrei quase nada em português, a não ser algumas referências e o artigo do Caio Cesar, no Webinsider, em que ele traça alguns comentários sobre essa questão de branding também - coincidência ;)

segunda-feira, 22 de maio de 2006

Cenas do cotidiano

Dessas cenas que parecem cenas caricaturadas das novelas:

Sábado de manhã eu e o César fomos visitar um cliente e paramos em um boteco pra tomar o café da manhã.

Mas não um café da manhã qualquer. Um café da manhã de boteco! A famosa média com pão.

Acho que nunca entrei em um boteco tão cara de boteco mesmo: sujeito com camisa do Flamengo no balcão, tomando cerveja com um amigo - pelo jeito, já há algum tempo - e conversando com ele e com o caixa, que muito provavelmente é o dono do estabelecimento, sobre criação de passarinhos.

Se lamuriando da perda de uma ave que julgava ser belíssima cantadora, o cidadão começa a expor o caso, dizendo que essa ave lhe era muito cara e que todos a elogiavam, até que alguém afirmou que o bicho estava morrendo.

Ele não queria acreditar, mas já começava a perceber que a ave estava morrendo, por influência do outro. Ou seja, o que matou o passarinho não foi causa natural, foi a boa e velha urucubaca.

O sujeito não teve dúvida ao afirmar em alto e bom som pra todo o boteco ouvir: "Por isso que eu digo: a pior macumba que existe é o olho gordo!"

Isso alguns segundos antes de um sujeito entrar ali com camisa do Vasco, calça velha de moleton e sandália de dedo, além do pouco cabelo despenteado.

Agora pergunto: que outro lugar poderia proporcionar esse tipo de cena?

Só outro boteco.

sexta-feira, 19 de maio de 2006

Picaretagem

Tava lendo uma notícia sobre a recptividade da crítica de Cannes ao filme "O Código da Vinci" quando me deparei com a pérola:

Um dos trunfos do livro é o modo como ele permite aos leitores desvendar as pistas antes dos protagonistas Langdon e Neveu, criando certa satisfação.

Ah, legal... Então é assim que se faz livro policial e de mistério? Você engana o ego do leitor, criando mistérios fáceis para ele, mas difíceis para os personagens gênios?


O Langdon é tão bom simbologista durante todo o livro, mas de repente não consegue identificar a senha do criptex logo de cara, para fazê-lo no momento mais dramaticamente oportuno para o desenrolar da história.

Ah, Dan Brown, Dan Brown... A quem você quer enganar? Já descobri teu segredo.

quarta-feira, 17 de maio de 2006

Você sabia? Nem eu.

Hoje comemora-se pela primeira vez o Dia da Internet.

Vi no InfoWester.

Os Gafanhotos

Finalmente terminei de ler "As crônicas marcianas", de Ray Bradbury.

É interessante nesses tempos de Irã enriquecendo urânio e de tecnologia avançando ferozmente ler um livro que foi escrito em meio à paranóia nuclear dos anos 50.

Nessa época ainda se acreditava nos Canais de Marte e, por isso, o livro apresenta esse e outros deliciosos erros científicos, além de previsões apressadas, como a chegada do homem no Planeta Vermelho em 1999 e sua posterior chegada em massa, como uma nuvem de gafanhotos.

Contudo, mais do que um livro de ficção científica, a coleção de contos é um retrato da humanidade estúpida, inconseqüente e desequilibrada.

Particularmente, o conto que mais me chamou atenção foi "Usher II", uma referência a "A queda da casa de Usher" e uma homenagem à obra do mestre Edgar Allan Poe, um de meus escritores favoritos.

Neste conto Bradbury leva para Marte um homem que foge da proibição de livros fantásticos imposta na Terra e ali cria Usher II, uma casa habitada por criaturas saídas dessas histórias. Robôs, obviamente.

Mas as leis estúpidas não tardam em sair do Terceiro Planeta para o Quarto com o objetivo de acabar com a criação do indivíduo, resultando em algumas situações interessantes que não contarei aqui - mas o link no fim do post conta. ;)

Como admirador da obra de Poe e fã de ficção científica, confesso que esse conto marcou.

Ao lê-lo e dias depois se deparar com absurdos como uma notícia que vi semana passada, reforço ainda mais minha crença na liberdade de expressão e no fato de que outros não têm o direito de escolher por mim o que devo ou não ler.

Se você gosta de uma boa ficção científica com direito a doses cavalares de estupidez humana, recomendo "As crônicas marcianas".

P.S. 1: Para saber um pouco mais sobre o "Usher II", eu recomendo o artigo "A ficção desconfiada", de Gustavo Bernardo.

P.S. 2: Esse conto foi embrião para a obra mais famosa de Bradbury, "Fahrenheit 451", que, inclusive, vai virar filme ano que vem. Outra vez.

sexta-feira, 12 de maio de 2006

Palavras

Palavra eu preciso
Preciso com urgência
Palavras que se usem
em caso de emergência
("Palavras" - Titãs)

Incrível como está sempre saindo fumaça da chaminé dos Google Labs.

Vi lá no Caparica que saiu mais um serviço do forno: Google Trends.

O propósito desse serviço é comparar a evolução das pesquisas a determinados termos no buscador.

Pode-se comparar até 5 termos em um gráfico, além de poder filtrar por data, idioma e localização geográfica.




Legal isso, né? Bastante interessante. Principalmente para quem vai fazer uso do sistema de links patrocinados da empresa, o famoso AdWords.

Vamos ver no que isso dá. O SEO é o limite (não resisiti. Desculpem).


O mais interessante é que esse fim de semana mesmo eu conheci o Trendio, através do Ponto Media.

A proposta do site é bem curiosa. É como se fosse uma bolsa de valores. Só que de termos.

Quando se cadastra no site o usuário recebe $10,000 fictícios e pode comprar participação nos termos.

Cada um deles tem um valor. Quanto mais aparecem, mais valorizados ficam. Se deixam de aparecer, perdem valor.

Aparecer ou deixar de aparecer onde? Segundo o próprio Trendio, em 3000 sites de órgãos de comunicação de língua inglesa.

Como bom investidor que sou, eu já comprei as palavras "Yahoo" e "War" para fazer um teste. Vamos ver se consigo algum lucro ;)

quinta-feira, 11 de maio de 2006

Blogs

A blogosfera brasileira andou levando uma sacudida nessas últimas semanas.

E foi igual àquelas sacudidas em ávore, para as frutas caírem. Muita coisa boa apareceu.


Haja tempo e RSS pra ler isso tudo...