quarta-feira, 22 de fevereiro de 2006

O show da comunicação

U2 é uma das maiores bandas da atualidade. Seu vocalista, Bono, é reconhecido internacionalmente por seu engajamento em causas sociais. Ele se utiliza da projeção que a banda lhe dá para trazer foco a questões sociais muitas vezes esquecidas.

As letras das bandas são politizadas e comprometidas com a conscientização política, respeito e tolerância.

Mesmo com isso em mente, poucos podiam esperar por aquilo que vimos no show. Seja pessoalmente ou pela tv - ainda que sofrendo com a transmissão...

Mais do que um show de rock, foi um show de comunicação.

Ver como o telão foi utilizado para uma comunicação entre a banda e o público, seja passando mensagens sociais ou imagens ligadas à música; como a luz se modificava, dando destaque a esse ou àquele membro da banda, ou como ela se tornou vermelha como sangue em "Sunday Bloody Sunday"; ver Bono utilizando cores do país na roupa, bandana pela tolerância; vê-lo em uma relação de confiança com o público, ao vendar os olhos e andar sobre um palco que ia em direção ao público como uma península; vê-lo levar dois fãs ao palco; ver aquele mar de celulares substituindo os isqueiros; tudo isso foi uma gigantesca aula de comunicação.



Durante o show, blogs e fotologs iam sendo atualizados, mensagens SMS rolavam soltas. Após o encerramento MSN's começam a pipocar, scraps começam a aumentar geometricamente, listas de discussões geram novos tópicos, blogs novos posts. No dia seguinte, colegas de trabalho, professores, amigos debatem. Tudo em torno da banda e de sua performance.

Destaco aqui a mensagem do Irapuan Martinez, na ArqHP, e o post do Mauro Amaral, no CarreiraSolo. Acredito que os dois retratam bem aquilo que a legião de comunicadores do país viu, sentiu e refletiu durante e após o evento.

Com toda certeza, esse foi um bonito dia para qualquer comunicador e fão do bom e velho rock n' roll. Que bom que não o deixei escapar. ;)

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Update em 23/02/2006:

Aqui vão mais dois links interessantes, ligados ao show: o artigo "O efeito Katilce", de Michel Lent, no Webinsider, e um vídeo que é uma verdadeira pérola.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2006

Ainda vivo

80 dias sem escrever aqui no blog. Não. Eu não estava dando a volta ao mundo em um balão.

Mas sei que dessa forma fica difícil querer que alguém acesse isso daqui.

E estamos em 2006... Último período da faculdade, entrega de TCC, aquecendo os motores pra uma pós em 2007, estante cheia de livros e DVD's me aguardando. Ou seja, esse tem tudo pra ser um bom ano, como foi 2005.

Depois de um período de férias e a leitura da coletânea "O Homem Bicentenário", do Asimov e de "O Terceiro Gêmeo", de Ken Follet e de uma semana offline - o que me rendeu mais de 650 e-mails não lidos -, tô de de volta pra tentar continuar escrevendo aqui.

Talvez agora que estou lendo bastante para ter subsídios que permita ao meu projeto de site novo no trabalho ser aprovado - o que vai me dar mais trabalho ainda, mas vai ser divertido e vai me dar conhecimento prático - eu consiga escrever mais aqui.

Não que não lesse muito antes - muito pelo contrário -, nem por falta de assunto, que sempre tem muito pra quem trabalha com web - taí a Web 2.0, que não me deixa mentir -, mas por uma questão de ordenar as idéias mesmo. Afinal de contas, nada melhor pra fixar e organizar o conhecimento do que colocá-lo para fora.

E falando em ler, tô quase acabando de ler o livro do Felipe Memória e já tenho um do Nielsen e outro de Zeldman engatilhado, mas com certeza serão atravessados por outros relativos ao TCC - que também são bem empolgantes e importantes.

Tanto conteúdo. Tão pouco tempo...

Isso me lembra os excelentes posts do Mauro Amaral, do Carreira Solo, sobre o grande volume de informação produzido hoje em dia e a dificuldade de captar tudo isso - ou a parte mais importante - principalmente pra quem é data-holic. Eu recomendo uma leitura no primeiro post da série.

Enfim... Como disse, 2006 tem tudo pra ser tão bom quanto foi 2005. Apesar das murrinhas que atravancam o pogréssio, que, afinal de contas, sempre estarão aí. :P

Um abraço a quem quer que esteja aí lendo!