sábado, 19 de novembro de 2005

Falando sobre cinema

Além desse blog pessoal, comecei a escrever no Cinefriends, um blog sobre cinema em parceria com o meu amigo César.

No primeiro post de uma série falei sobre o filme "Por um fio".

Visitas e comentários são bem-vindos.

terça-feira, 15 de novembro de 2005

Acessibilidade em e-commerce

Navegando pela comunidade Acessibilidade Web Brasil, no Orkut, me deparei com um tópico interessante: como prover acessibilidade em sites de compra?

Confesso que nunca tinha pensado nessa situação. Resolvi fazer uma pequena experiência: entrei em três sites do gênero e desliguei os estilos e as imagens pra ver como ficariam. Foram eles: Americanas, Submarino e Saraiva.

O resultado? Um desastre!

Esses sites são totalmente dependentes de CSS e imagens, sem contar que não respeitam os webstandards. O que se saiu melhor foi o Submarino, que colocou o texto alternativo em todas as imagens do menu que leva para as seções do site.

Muitos grandes sites de compra utilizam imagens no menu mas não se preocupam em definir um texto alternativo para elas. Desta forma, se eu desligar os estilos e não carregar as imagens - que, se pensarmos bem, é mais ou menos como um leitor de tela age -, não consigo navegar nesses sites. Assim sendo, resolvi continuar no Submarino.

Continuei, então, o processo de compra. Defini que estava interessado em adquirir o CD "As quatro estações", do Legião Urbana. Através da navegação com a tecla tab cheguei ao menu correspondente - 6 tabs.

Me animei quando entrei na seção de CD's, pois a busca era localizada logo após o menu, facilitando o processo. Cheguei até ela - 26 tabs - e selecionei a opção de buscar por título do álbum. Digitei o nome do mesmo, busquei, encontrei algumas ocorrências e mais uma vez afundei a tecla tab para chegar até o link desejado - 77 tabs.

Animado com a possibilidade de ver que era possível comprar em um site com estilos e imagens desligadas, tomei um banho de água fria quando não consegui encontrar o botão de adicionar ao carrinho. Não havia alt. Como o encontraria?

Desisti da compra. Não agüentava mais tabear pelo site. Definitivamente, uma coisa se percebe: é terrível navegar em sites de comércio eletrônico sem teclas atalho para áreas específicas - menu, busca, resultado da busca, produto, carrinho. A navegação se torna cansativa e pouco produtiva.

Cansei o dedo mindinho esquerdo de tanto pressionar o tab, mas valeu a pena por aprender um pouco mais sobre acessibilidade. Pretendo voltar a esse assunto mais vezes.

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Ouvindo: Spiral Architect - Black Sabbath

segunda-feira, 31 de outubro de 2005

Adoradores do Deus Metal

Embora o foco do blog seja hipermídia, eventualmente vou falar sobre assuntos diferentes. Hoje vou falar um pouco sobre música.

Acho interessante essa arte. Acredito que ela seja a que está mais ligada ao ser humano, até por ser a mais presente no dia-a-dia - pelo menos no meu...

Lembro que a primeira banda de rock com a qual tive contato foi o Skank. Depois dela foram Titãs, Legião Urbana e Guns N' Roses. Bem.. Daí pra frente o gosto foi se abrangindo e veio o Iron Maiden, Led Zeppelin e o - salve, salve! - Black Sabbath. Pronto. Metal pra sempre.

Nos shows e encontros da galera sempre via aqueles sujeitos de preto, camisas de bandas, caras emburradas e spikes que não ouviam nada além de metal. Eram os verdadeiros metaleiros. Daí nasceram os true (ou tr00).

É tudo isso que me vem à mente quando penso agora em o que escrever sobre o novo álbum de uma banda de metal. Mas não é qualquer banda de metal. É a maior e mais true de todas as bandas: MASSACRATION!


Conhecer essa banda foi uma das minhas maiores felicidades, justamente por ser uma banda de caricatura, onde os pontos de esteriotipagem são exagerados.

O visual Judas Priest e a atitude Manowar são fantásticos. Mas não seriam suficientes sem as músicas. Estas são um verdadeiro poço de originalidade.

Nos primeiros sucessos da banda já ficava claro o que eles entendiam por fazer metal no Brasil: embromation! O famoso refrão "Raru-e raru-o", de Metal Massacre Attack e a introdução "All the Nation Stop the punhetation", de Metal Bucetation estão aí para provar, mas podem ser considerados menores, diante de toda a letra de Metal Milkshake.

Já passava da hora dessa banda lançar um CD - embora isso seja mainstream, pois true que é true lança demotape. Este veio agora, com o título de "Gates Of Metal Fried Chicken Of Death" - e com uma capa bem referenciada.

O álbum conta com 13 músicas, entre novas composições e novas gravações dos antigos(?) clássicos. Tudo mantendo a mesma linha de caricatura, ou zoação, se preferir, iniciando com a gourmética Intro - que já dá o tom do que vem pela frente.

Aliás, essa história de colocar som de vento, chuva, trovões e sinos distantes no início da primeira música do primeiro disco foi muito pretensiosa, uma vez que a banda que fez esse efeito na primeira música do primeiro disco foi exatamente a que inventou essa bodega.

Em todas as músicas podemos destacar passagens que são verdadeiras pérolas:

Metal is the law
"Metal Is The Law
The Law Is The Metal
Metal The Law Is
Metal"
(quem nunca ouviu um metal com jogo de palavras?)

Evil papagali
"He's master of hell
And we're
Massacration
He wants to speak
To all the nation "
(rima sem-vergonha...)

Metal massacre attack
"Far away
Across the sea"
(perceberam que alguma coisa sempre vem de algum lugar longe ou de do outro lado do oceano?)

Feel the fire from barbacue
"Fraldinha in gonna burn
(na grelha)
Maminha is gonna burn
(na grelha)
Javali is gonna burn
(na grelha)
In hell you gonna burn
(na grelha)
Burn
Burn!!!!!!"
(no fim, sempre dão um jeito de encaixar alguma coisa sombre o Inferno...)

Metal milkshake
"game over
playstation
atariiiiiaaaaaaaaaaaaaa"
(podia ter escolhido qualquer parte, mas esse finalzinho aí foi foda!)

Ceral metal

"metal makes us strong"
(pegaram um trocadilho legal aqui)

Metal dental destruction
"After all this pain
In hell toy gonna claim
Mad dentist is lelé
You'll be like
Tião Macalé"
(mais uma vez o inferno e uma rima sem-vergonha)

Let's ride to metal land (the passage is r$1,00)
"Right time and right place
Take care don't be late
Or they'll fechate the gate
To promissed land"
(esquema de terra distante e maravilhosa, com direito a portão e embromation)

Away doom
"Ahhhhh!!
Ahhhhh!!
Ahhhhh!!"
(gritos de sofrimento bem comuns)

Metal bucetation
"Hold the gozation
Aaaaaah Ispertation"
(encaixaram bem os gritos aqui)


Há ainda o instrumental, com riffs e solos manjados.

Além dessas, temos ainda The god master e Metal glu glu que são meus argumentos de porque essa banda é de metal genuinamente brasileiro!

Com certeza esse é um CD que vale a pena para qualquer fã do metal interessado em rir dos clichês do gênero, ou, simplesmente, curtir o som da melhor banda de heavy metal do mundo.

E não se esqueçam: Morte ao falso metal. Pratiquem o metal real, adoradores do Deus Metal.

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Ounvindo: Evil Papagali - Massacration

terça-feira, 25 de outubro de 2005

Lobo em pele de cordeiro ou chifre em cabeça de cavalo?

Trezentos mil anos depois do último post, estou de volta.

Fiquei sem escrever nada não por falta de assunto, que tem até demais, mas pela correria e por não conseguir parar para organizar as idéias e escrever essas mal traçadas linhas.

Falando em organizar idéias, nada melhor que ver umas notícias pra fazer a gente não parar de pensar. E foi nisso que me deparei com uma situação:

Como faço regularmente, estava assistindo um pouco de TV, conferindo as notícias em um desses canais de notícias 24h. Gosto desse tipo de canal porque basta ir até ele a qualquer hora e você sabe o que aconteceu no mundo desde a última vez que você se ligou no noticiário.

Não é um canal para se assistir direto, porque as notícias se repetem e se tornam um porre. Mas é bom justamente por causa disso: notícia o tempo todo! Apenas ela: a boa e velha notícia. Neste caso, nova - sempre nova!

Porém, deixando a viagem de lado e voltando ao tema, enquanto assistia a programação, meus olhos viajavam pela tela: tentava me concentrar na reportagem que passava no vídeo, mas me pegava lendo a tarja sobre o conteúdo da reportagem, seguindo para a tarja da próxima notícia e, depois, caindo naquela barra de notícias de fluxo contínuo. Um verdadeiro rio de informação.

Foi justamente nesse rio que pesquei um espécime diferente. Ali sempre aparecem notícias sobre aumento de taxa disso, queda no lucro de não sei quem, fechamento em déficit da balança comercial da Suazilândia no primeiro trimestre do ano, eleição de alguém para algum cargo no Oriente Médio, número de vítimas em algum desastre natural, enfim, notícias sobre todo tipo de coisa.


Mas, no meio dessa história toda aí apareceram algumas notas bem suspeitas rolando na barra, anunciando o lançamento de um novo sanduíche pela cadeia de fast-food X e um novo carro pela montadora Y.

Ou seja: o sujeito liga em um canal de notícias durante o noticiário - dã! - para ver notícia - dã!² - e, desarmado, é pego de surpresa: havia uma propaganda no meio das notícias.

Ou será que não?

Será que aquilo era realmente notícia e sou eu que estou ficando paranóico demais?

Nos jornais impressos, por exemplo, propaganda em forma de notícia deve vir com uma borda (box), com fonte diferente e com o "Informe Publicitário" em cima. Mas, será que algumas coisas que a gente lê como se fossem notícias não foram colocadas ali como propaganda? A tal da "notícia paga".

Será que uma notícia paga não poderia encontrar terreno fértil nessas tarjas de canais de notícias?

Afinal de contas, não seria essa uma boa fonte de receita?

Isso me lembra uma história contada por um professor: ele tinha por cliente uma quitanda que queria aumentar as vendas, mas tinha pouca verba.

Qual foi a solução encontrada? Uma linha de rodapé no fim da receita do caderno de culinária de um jornal de grande circulação dizendo que os ingredientes para essas receitas poderiam ser encontradas na quitanda cliente.

Resultado? As vendas da quitanda aumentaram.

As pessoas estavam lendo aquela receita para aprendê-la, para saber seu procedimento (ou algorítimo). junto com as informações de 1/2 colher de chá disso, 2 colheres de sopa daquilo e uma dúzia daquilo outro, receberam também a informação de onde poderiam encontrar isso, aquilo e aquilo outro.

Muita gente estava de guarda baixa nessa hora, e não esperava que nota de rodapé da receita fosse uma propaganda. Se perceberam, foi tarde demais: já tinham lido.

Daí nos lembramos daquela velha história de que a melhor publicidade é aquela que não parece ser.


E o que internet tem com isso?

Acho que aqui cabem dois exemplos dessa prática na comunicação on-line.

Primeiro: marketing viral.

Quantas vezes você já recebeu algum material engraçado de um amigo, ou viu em uma comuniade ou fórum on-line? Quantos desses materias eram propagandas de marcas? Quantos desses você repassou?

É nisso que se baseia o marketing viral: boca-a-boca on-line. Alguém achou legal e repassa pros amigos, que repassam pra outros e assim segue.

Imagine a empresa X lhe enviando uma propaganda diretamente. Será que você vai se dar ao trabalho de ler? Será que vai ao menos abrir a mensagem?

Agora, imagine você recebendo uma mensagem de um amigo seu lhe dizendo que você tem que conferir um determinado site ou propaganda que está linkado ou em anexo, mas que é, na verdade, uma peça bem humorada da mesma empresa X.

Qual dos dois exemplos têm mais chances de ser acessado? Sem dúvida o segundo, não? Afinal de contas, foi um amigo seu que lhe recomendou. Passou pelo crivo dele. Ele lhe conhece e achou que lhe interessaria. Porque não acessar?

Porque você acha que os bons sites têm o recurso de enviar para um amigo?

É propaganda? É. Mas não é.


Segundo: adwords (também conhecidas como "links patrocinados").

Esse recurso utiliza o serviço de montagem dinâmica de páginas, algo bem útil para a comunicação on-line, pois permite a personalização da página de acordo com os dados individuais de cada usuário, coletados durante sua navegação atual e anteriores. Assim há um maior direcionamento da comunicação, ao contrário do banner tradicional, que, de um modo geral, é exibido para todos os visitantes do site.

Quando o usuário faz uma busca por um termo, o sistema registra esse termo e, junto aos resultados normais da busca, apresenta propagandas em forma de links puro texto (nada de imagens, animação, música, apenas texto!). Embora sempre se diferenciem dos outros resultados, essa diferença não é tão gritante. Assim, existe mais chance de o usuário clicar no link achando que é mais um resultado da sua busca.

Qualquer site dinâmico poda fazer uso desse sistema, tendo o seu próprio ou utilizando o de outras empresas. O serviço mais famoso - e também o mais eficiente - é o do Google.


Esses dois exemplos que citei são práticas que crescem cada vez mais na internet. Justamente por não enfrentarem resistência e por serem de baixo custo.

Embora a primeira esteja muito dependente do usuário repassar ou não para os amigos, ainda é uma prática eficiente, desde que a peça em questão proporcione um desejo de passá-la pra frente, se não, nem adianta. Além disso, não é possível mensurar numericamente o sucesso, embora seja possível sentir, visitando comunidades, listas, fóruns e sabendo se as pessoas já tiveram contato com a peça.

A segunda é muito mais fechada nos público-alvo e por possibilitar uma mensuração numérica, mas não oferece grande possibilidade de destaque. Além disso, para um sucesso maior, mais palavras-chave têm de ser adicionadas às relacionadas, aumentando o custo. Ainda assim é uma excelente prática.

Tá certo que eu sou meio suspeito pra falar de conspiração, publicidade e internet, mas é bom o pessoal saber que tem esse tipo de coisa por aí, afinal de contas, "o melhor truque do Diabo foi convencer o mundo de que ele não existe".

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Ounvindo: And then there was silence - Blind Guardian

segunda-feira, 29 de agosto de 2005

Eu me perdi na selva de bits

Uma das coisas que mais faço no meu trabalho são pesquisas na Web. Imagens, textos, músicas, poemas, enfim... Qualquer coisa que estejam precisando:

  • "Qual é mesmo aquela música assim: (cantarola)?"
  • "Que filme era aquele com aquele ator daquele outro filme com o diretor daquele outro?"
  • "Você se lembra do nome daquele pintor daquele quadro famoso daquele estilo?"

Na maioria dos casos, um pouco de conhecimentos gerais resolve ("Tô precisando de uma foto daquele quadro do cara gritando, mas não lembro o nome..."). No entanto, existem pessoas que trazem verdadeiros elos perdidos para serem descobertos ("Aquela música que é assim: lá lálá lá lálálá láaaaa - fora de ritmo"). E o que normalmente acontece é que as pistas são muito vagas e as pessoas se perdem.

Para ajudá-las acabo tendo que fazer uso de uma certa metodologia: perguntas acerca de onde viu/ouviu/leu, que dia, que lugar, que hora, se já havia visto antes ou não, se acha que é famoso ou desconhecido, novo ou antigo... Enfim, vai cercando o Lourenço!

Tá... Mas porque estou escrevendo isso? Não, não é pra me gabar de ser um websurfer - ou seria webbandeirante? - competente, que na maioria das vezes acha o que é solicitado... Ok, ok... Chega. Esse post não é pra massagear o ego. Hehehehe

A idéia é mostrar que os usuarios têm na Web um mundo de informação à sua disposição mas não têm a menor idéia de como conseguí-la. Até mesmo usuários mais de experientes desconhecem ou se atrapalham com os recursos oferecidos pelos mecanismos de busca. Expressões fechadas com aspas, operadores AND e OR (ou os correspondentes em português E e OU) não são conhecidos. Link busca avançada, nem sequer suspeitam que existe.

Esse domingo conheci o ClueSide (Update 25/10: O site ClueSide saiu do ar há algumas semanas.). Um site do estilo riddle. Basicamente, um jogo de charadas. Ele lhe fornece uma imagem, uma legenda que, somados ao título da página, à barra de endereço e ao código-fonte do arquivo, são pistas para desvendar o mistério e passar para o próximo nível. De certa forma me lembrou as tardes que passava jogando Detetive com os amigos. "Prof. Black com o cano na biblioteca!!!"

O legal desse jogo é que por mais conhecimento geral que o indivíduo tenha, ele não terá como passar pela maioria dos níveis sem uma boa dose de mufa queimada e algumas pesquisadas no Google e Wikipédia. Um excelente exercício de uso destas ferramentas Web!

Tenho certeza de que depois de passar por vários níveis desse jogo você saberá alguns macetes de pesquisa na Web e as suas posteriores incursões nessa selva de bits serão bem mais prazerosas.

Ah! Obrigado pela dica do site, Raquel :)

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Ouvindo: Rob Zombie - Spookshow Baby

quinta-feira, 25 de agosto de 2005

O Palm e eu... Considerações


  1. Pô, legal, consegui postar!
  2. Pô, que merda, não dá pra formatar!
  3. Pô, que merda, um custo pra digitar!
  4. Pô, que merda, não tem como pôr imagem!
  5. Pô, que legal, publicou!
  6. Pô, que merda, tá com problemas nos acentos!
  7. Pô, que legal, posso mandar texto de qualquer lugar!

Resumindo: Quem for ler isso, que não deve ser ninguém, que se vire pra entender as palavras. Onde tem interrogação é uma palavra com acento. Nem precisa pensar. Garanto que seu cérebro faz isso sozinho.

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Ouvindo: Barulho de digitação.

quarta-feira, 24 de agosto de 2005

O Palm e eu...

A d�vida existencial fundamental da vez j� foi esclarecida: sim, � poss�vel acessar o Orkut e o Blogspot e postar em ambos via Palm. Tanto que � isso que fa�o agora.

Velocidade de acesso e digita��o s�o os grandes problemas at� agora, mas acredito que outros aparecer�o, pois isso � inexor�vel em tecnologia.

E esse post n�o vai ter imagem. Primeiro porque n�o d� mesmo, pois a interface n�o permite, o que acho uma falha. E segundo, porque ia ser desumano fazer uma pesquisa de imagens no Google com esse dispositivo.

De qualquer forma, s� o fato de estar fazendo isso aqui j� � muito legal!

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Ouvindo: Funk Como Le Gusta - 16 toneladas (sim, nem aqui deixo de ouvir m�sica)

terça-feira, 23 de agosto de 2005

Não é engraçado?


Engraçado... Estava ouvindo a música "Ain't fun" do Guns N' Roses e prestando atenção à letra. Acho engraçada essa característica do ser humano de alguma coisa passar despercebida durante muito tempo, de não querer dizer nada, de ser apenas mais uma coisa qualquer, e, de repente, ela fazer sentido pra você ou te chamar a atenção por um motivo ou outro, como essa música, por exemplo. Não é engraçado?

Quer ver?
Por exemplo: Não é engraçado quando...

- existem dois pesos e duas medidas?
- te delegam a execução de um trabalho mal planejado? - Se é que foi planejado!
- não te dão tempo pra planejar o seu trabalho, para um melhor rendimento?
- te impedem de te fazer seu trabalho pra você fazer o dos outros?
- ainda assim reclamam que seu trabalho não está rendendo?
- os trabalhos que você faz não te agradam, mas não ligam pra isso?
- você sente que está enganando o outro por causa diso?
- pessoas sentem necessidade de ser o rei-sol, mantendo tudo preso a si por sua gravidade?
- ainda te vêem como uma criança?
- te subestimam/superestimam por não entendem em que consiste seu trabalho e nem se interessam por isso?
- você começa a se perguntar se virou operador de mouse ou é só impressão?
- ouve coisas que são desnecessárias?
- não diz coisas que seriam necessárias por sentir que não adianta?
- vem aquela sensação de "lá vamos nós de novo..."?
- as pessoas têm medo da mudança?
- te desviam do seu foco de trabalho, pra outro, só porque você conhece também a outra atividade, embora não goste dela?

Não. Não é.

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Ouvindo: Guns N' Roses - Sympathy For The Devil

sábado, 13 de agosto de 2005

Obrigado, Ibrahim

Foto do Cantor Ibrahim Ferrer / AP
Esperava que o segundo post desse blog fosse a respeito de acessibilidade ou usabilidade na web. Mas não é.

No último dia 6, sábado, o cantor cubano Ibrahim Ferrer, membro do Buena Vista Social Club, faleceu.

O grupo era uma reunião de músicos da velha guarda cubana, redescobertos nas periferias de Havana pelo guitarrista americano Ry Cooder. Infelizmente isso ocorreu muito tarde, com os músicos já muito velhos. Embora alguns deles ainda gravassem alguns álbuns solos, a produção para a posteridade foi muito pouca. Mas vale cada segundo! O álbum é repleto de pérolas e merece ser colocado em repeat no som durante muito tempo.

Das 14 faixas do álbum, Ibrahim participa de 12 e sola em 4: "Dos Gardenias", "De Camino a la Vereda", "Candela" e "Murmullo". Além disso, ele ainda lançou dois álbuns solos: "Buena Vista Social Club Presenta Ibrahim Ferrer", de 2001 e "Buenos amigos", de 2004.

Ele é o terceiro membro do grupo a falecer desde o lançamento do álbum. Os outros dois foram Compay Segundo, cantor, e Ruben Gonzalez, pianista.

Há também um documentário sobre o grupo, dirigido por Wim Wenders, produzido quando os três ainda eram vivos.

Esses sujeitos conquistaram o mundo e mostraram a riqueza da música cubana/latina. Confesso que não gostava muito desse estilo musical, mas esses senhores abriram as portas dele para mim. Obrigado.

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Ouvindo: Buena Vista Social Club - Veinte Años

quarta-feira, 10 de agosto de 2005

Post Alfa

Esse tal de blog... Vários amigos e conhecidos me perguntavam porque não tinha um. Na verdade já tive. Durou 15 dias e 3 posts. Não levo a vida mais agitada do mundo e nem gosto muito de falar dela. A fórmula deu errado.

Ter blog hoje em dia não significa estar expondo sua vida para os outros. O recurso foi além da brincadeira adolescente e hoje é visto com muito respeito pelo uso em várias áreas. Muita gente tem blog: existem os "meu querido diário", jornalísticos, críticos literários/cinematográficos, políticos, poéticos, "causeros" e técnicos.

Depois de tanto tempo pensando em porque não ter um blog, resolvi pensar em porque ter um. A balança finalmente pendeu pro outro lado e cá estamos. Agora surge aquele sentimento que provavelmente o cachorro que vinha correndo e latindo ferozmente ao lado de um pneu sente quando o carro pára: "E agora?" Bom... Acho que agora é só postar mesmo. Hehehe


E pra começar, que tal explicar o título? "Vivendo em hipermídia"

A proposta principal é poder apresentar aqui algumas idéias, experiências e discussões sobre vivência em hipermídia. Poder discutir acontecimentos e especificidades técnicas da área de Web. Mas não apenas isso, como qualquer outra forma de mídia também: jornal, TV, cinema; bem como fatos fora do "mundo virtual". Ou seja, vale tudo, embora o foco seja hipermídia.

Afinal de contas, a hipermídia é assim mesmo: contempla tudo!

Abração e vamos ver no que isso dá.

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Ouvindo: Eric Clapton - Layla